Citações com dois

1)Texto base: As citações podem ser de dois tipos: direta e indireta, havendo ainda a citação de citação. Independente da sua forma, as citações seguem algumas regras de apresentação. Sobre essas regras, analise as afirmativas abaixo: I - Nas citações, as chamadas devem ser feitas pelo sobrenome do autor. Desta forma, as citações indiretas aceitas na escrita acadêmica não incluem a mera reprodução, ou troca de uma palavra por outra. Você pode considerar esses dois pontos na produção: a) Faça um comentário explicativo, apresentando a ideia e desenvolvendo conceitos e esclarecimentos; Entenda os três tipos de citações: citação direta, citação indireta e citação de citação.Elemento textual, função das citações, como se citar. A Citação é um dos recursos mais importantes na língua brasileiro ou em qualquer outro tipo de recuso, é por meio da citação que conseguimos ter uma referência sobre qualquer coisa podendo essa ser de uma frase importante em ... A norma aplicada em citações de dois e de três escritores é similar. Entretanto, em autorias de quatro ou mais participantes, é comum o uso da expressão latina “et al.” — que significa ... Casos Para citações com dois ou três autores separam-se os autores por ponto e vírgula (;) “Não se mova, faça de conta que está aqui.” (CLARAC; BONNIN, 1985, p.74). Para citações com mais de três autores usa-se a expressão et al. Segundo Costa et al (1997), para que se possam tomar decisões estratégicas informadas, faz-se ... Como citar dois ou mais autores no TCC. Quando essa citação vier de mais de um autor, por exemplo, dois autores, a formatação deve seguir algumas regras. A norma NBR 10520, que rege as regras a serem aplicadas nas citações em trabalhos acadêmicos, manda que em caso de citação direta de vários autores a formatação siga as seguintes ... 26/ago/2020 - Explore a pasta 'Dois tons' de ᶨᶹᶮᶤᶿ℟ Silva🇧🇷, seguida por 1543 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Palavras, Frases motivacionais, Citações. Tipos de citações. Para você ter uma noção nas regras da ABNT existem três tipos de citações: citação direta, citação indireta e citação da citação.Saber identificar para então desenvolver corretamente é essencial para seu trabalho acadêmico, principalmente TCC!. Se você ainda não sabe como fazer a sua citação dentro das normas da ABNT agora é a hora de aprender! Citações sobre Dois 1668 resultados . Frases sobre dois, poemas sobre dois e outras citações sobre dois para ler e compartilhar. Leia as melhores citações em Poetris. No Meu País. No meu país dardejado de sol e da caca dos gaios só há estâncias (de veraneio) na poesia. As citações mais interessantes frases sobre dois de autores de todo o mundo - uma seleção de citações engraçadas, inspirados e inspiradores sobre o dois.

Septão Barth está sempre correto?

2020.09.24 07:15 altovaliriano Septão Barth está sempre correto?

Septão Barth foi Mão de Jaehaerys I por 41 anos. Ele era um simples septão, filho de um ferreiro, entregue à Fé ainda jovem, que trabalhava na biblioteca da Fortaleza Vermelha e acabou se tornando amigo do rei.
Suas especulações são tratadas com ceticismo na Cidadela, mas os leitores sabem que elas têm fundo de verdade, podendo até que todas sejam verdadeiras.
De todo modo, há citações demais a Septão Barth nos livros principais e secundários para que possamos simplesmente ignorar suas idéias.

Irregularidade das estações tem fundamento mágico

A principal especulação que sabemos ser verdade é aquela que diz qie a irregularidade das estações em Westeros são resultado de magia em vez de um fenômeno natural:
O Septão Barth parece argumentar, em um tratado fragmentado, que a inconsistência das estações é um assunto para as artes mágicas, em vez de conhecimento confiável.
(TWOIAF, A Longa Noite)
Sabemos que esta será a solução apresentada por GRRM no final da saga:
Ele [GRRM] nos garantiu que um dia descobriremos como as estações funcionam em seu mundo, e que não será uma explicação científica porque, hello!, é um romance de fantasia. Ele disse que alguns fãs lhe escreveram apresentando explicações fantásticas envolvendo dois sóis, um dos quais é uma estrela negra anã, mas eles ficarão desapontados.
(SSM, 21/07/2006)
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As estações são "completamente baseadas em fantasia". Não há nenhum elemento tipo ficção científica nisso.
(SSM, 06/05/2005)

A Perdição de Valíria foi causada pela ganância e negligência

Aqui já começamos a entrar em terreno pantanoso, mas esta especulação de Barth já é tomada como verdadeira entre os fãs.
O septão teria influenciado o surgimento da noção de que a destruição de Valíria teria ocorrido porque os valirianos não conseguiram manter o controle mágico de seus catorze vulcões:
Um punhado de meistres, influenciados por fragmentos do trabalho do Septão Barth, asseguram que Valíria usou feitiços para domar as Catorze Chamas por mil anos, que seu apetite incessante por escravos e riquezas era tanto para sustentar esses feitiços quanto para expandir seu poder e que, quando finalmente os feitiços falharam, o cataclismo se tornou inevitável.
(TWOIAF, A Perdição de Valíria)

Dragões não têm sexo

Outra afirmação de Barth que têm muita repercussão entre personagens e leitores é a de que os dragões seriam uma espécie de hemafroditas sequenciais.
A crença de que os dragões podiam mudar de sexo se necessário é errônea, segundo a obra Verdade, do Meistre Anson, enraizada em uma má interpretação de uma metáfora esotérica que Barth proferiu enquanto discutia os mistérios mais elevados.
(TWOIAF, O Norte: Winterfell)
Essa metáfora de Barth é explicada por meistre Aemon a Samwell:
Os dragões não são nem machos nem fêmeas, Barth viu aí a verdade, mas ora uma coisa, ora outra, tão mutáveis como chamas.
(AFFC, Samwell IV)

Os valirianos criaram dragões com magia de sangue

Essa é uma afirmação mais controversa, mas é necessário observar que Barth pode estar se referindo a dragões de valíria, e não a todos os dragões em geral.
Em Dragões, Wyrms e Serpes, o Septão Barth especula que magos de sangue de Valíria costumavam usar caldo de serpes para criar dragões. Embora seja alegado que os magos de sangue experimentavam fortemente suas artes não naturais, essa afirmação é considerada absurda pela maioria dos meistres. Entre eles, o Meistre Vanyon, em Contra o não Natural, apresenta certas provas de que dragões existiam em Westeros até mesmo nos dias mais distantes, antes que Valíria ascendesse ao poder.
(TWOIAF, Sothoros)

Corvos falavam as mensagens dos Filhos da Floresta

Esta é uma especulação de Barth que tem algum suporte em texto.
Embora considerado desonroso nos dias atuais, um fragmento de História Antinatural do Septão Barth provou ser uma fonte de controvérsia nos salões da Cidadela. Alegando ter consultado textos preservados no Castelo Negro, o Septão Barth diz que os filhos da floresta podiam falar com corvos e fazê-los repetir suas palavras. Segundo Barth, este alto mistério foi ensinado aos Primeiros Homens pelos filhos da floresta, para que os corvos pudessem levar mensagens a longas distâncias. Isso foi passado, de forma “degradada”, aos meistres de hoje, que não sabem mais como falar com as aves. [...] Alguns meistres, devotados ao elo de aço valiriano, argumentaram que Barth estava certo, mas nenhum foi capaz de provar suas afirmações conseguindo uma conversa entre homens e corvos.
(TWOIAF, A Era da Aurora)
Aparentemente, a capacidade se perdeu porque os Filhos falavam com os corvos na Língua Verdadeira, que os humanos atuais não sabem falar:
[…] aqueles que cantam a canção da terra era o nome que eles mesmos se davam, na Língua Verdadeira que nenhum humano podia falar. Mas os corvos podiam.
(ADWD, Bran III)
Segundo uma canção nortenha, os Filhos teriam ensinado sua língua a Brandon o Cosntrutor, que possivelmente foi quem ensinou a outros primeiros homens (e meistres):
Ele foi levado a um lugar secreto para se encontrar com eles, mas, no início, não entendeu seu idioma, descrito como algo parecido com a canção das pedras em um riacho, do vento através das folhas ou da chuva sobre a água. O modo como Brandon aprendeu a linguagem dos filhos é um relato à parte, e não vale a pena ser repetido aqui.
(TWOIAF, A Era da Aurora)

O ouro de Rochedo Casterly destruiria os valirianos

Outra especulação de Barth controvertida, mas que os leitores atribuem um significado metafórico a fim de tornar verdadeira:
A riqueza das terras ocidentais combinava, em tempos antigos, com a fome da Cidade Franca de Valíria por metais preciosos. Mesmo assim, parece não haver evidências de que os senhores de dragões chegaram a fazer contato com os senhores do Rochedo, Casterly ou Lannister. O Septão Barth especulou o assunto, referindo-se a um texto valiriano já perdido, sugerindo que os feiticeiros da Cidade Franca haviam previsto que o ouro de Rochedo Casterly os destruiria.
(TWOIAF, As Terras Ocidentais)
Os leitores geralmente alegam que esta profecia teria sido mal interpretada, pois na verdade se referia a derrocada da Casa Targaryen pelas mãos de Tywin e Jaime.

A Perdição do Homem viria de Westeros

Em O Mundo de Gelo e Fogo, meistre Yandel está explorando a suposição de que a fortaleza na base da Torralta era de origem valiriana, quando cita Barth sobre estes visitantes que ali apareceram em tempos longíquos:
A afirmação do Septão Barth, de que os valirianos vieram a Westeros por causa das profecias de seus sacerdotes de que a Perdição do Homem viria da terra além do mar estreito, pode ser deixada de lado com segurança, como muitas das estranhas crenças e suposições de Barth.
(TWOIAF, A Campina: Vilavelha)
Muitos leitores encaram estas profecias estudada por Barth como sendo uma referência aos Outros e à Longa Noite.

Algo mágico mata os animais em Asshai

Barth acredita que a razão por que todos os animais levados a Asshai morrem tem relação com magia e não a fenômenos naturais do rio Cinzas:
Não há cavalos em Asshai, nem elefantes, mulas, burros, zebralos, camelos ou cachorros. Tais animais, quando levados para lá por navios, logo morrem. A influência maligna do Cinzas e suas águas poluídas têm sido implicadas nisso, já que é bem compreendido em Sobre Miasmas, de Harmon, que animais são mais sensíveis à impureza que emana dessas águas, mesmo sem bebê-las. Os escritos do Septão Barth especulam de maneira mais descontrolada, referindo-se a mistérios superiores com poucas evidências.
(TWOIAF, Asshai da Sombra)
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Em quais destas especulações de Barth vocês acreditam?
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2020.08.19 17:00 fabioassuncao Uma tragédia de três cavaleiros

O texto abaixo é uma tradução da teoria bem conhecida, de mesmo nome, elaborada por u/M_J_Crakehall.
………………………………………………...
Os Ventos do Inverno tem muitos fios de enredo soltos, muitos dos quais são difíceis de adivinhar o resultado. Mas um com muito potencial, mas poucas previsões, é o enredo de Coração de Pedra, que está ligado à história de Brienne, Jaime, Irmandade, Freys de Correrrio e das Gêmeas, Terras Ocidentais e Terras Fluviais. Há tanta coisa acontecendo nesta pequena porção de terra que é difícil apontar o que exatamente acontecerá. Muitos personagens afetam uns aos outros de tantas maneiras que é difícil dizer o que poderia acontecer com todos eles. Hoje, vamos nos concentrar apenas em três, no entanto, e um único evento. Vamos conversar com Senhora Brienne, Sor Jaime e Sor Hyle Hunt.
Em primeiro lugar, um lembrete de onde esses personagens estão atualmente na história. Senhora Coração de Pedra capturou Brienne de Tarth, Podrick Payne e Hyle Hunt. Sob a ameaça da morte dos dois últimos, Senhora Coração de Pedra envia Brienne para encontrar Jaime e trazê-lo para ela. No capítulo de Jaime I em A Dana dos Dragões, Brienne encontrou Jaime e disse a ele que o Cão de Caça está com Sansa e eles devem ir procurá-los. Parece bastante óbvio que Brienne está atraindo Jaime para uma armadilha.
– A garota. Você a encontrou?
– Encontrei – disse Brienne, a Donzela de Tarth.
– Onde ela está?
– A um dia daqui. Posso levá-lo até ela, sor... mas você precisa vir sozinho. Caso contrário, o Cão de Caça a matará.
Agora, podemos debater se Brienne contaria a Jaime sobre o que está por vir. Eu consigo ver que ela contaria a ele e eles se preparariam durante a viagem, mas também pude vê-la mentindo para proteger Podrick e Hyle Hunt. No entanto, acredito que Jaime Lannister ficaria desconfiado e cauteloso no caminho. Claro, quando eles enotrarem Coração de Pedra, haverá algumas discussões entre todos os personagens e um grande diálogo, mas isso seria material para outro tópico. Vamos ao Julgamento de Jaime Lannister. O trunfo de Jaime seria colocar tudo em um julgamento por combate, como é normla entre os seguidores dos Sete e os próprios rebentos de Lannister. Eu considero altamente provável que Thoros de Myr concordasse em fazer um julgamento por combate, pois é o tipo de julgamento praticado pela Irmandade, e assim Coração de Pedra pode não ter opção a não ser concordar, talvez esperando que a justiça divina finamente recaia sobre os Lannisters.
Mas Lady Coração de Pedra não vai deixar isso seguir tão facilmente. Ela tem Jaime Lannister em suas mãos. A traição dele está olhando diretamente para ela. Então ela vai querer um campeão que sabidamente ganhará. E ela se lembra de Brienne e de seu juramento. Senhora Coração de Pedra poderia nomear Brienne como sua campeã, tanto para matar Jaime quanto punir Brienne por sua traição a Senhora Catelyn Stark.
– Não compreendo. O que foi que ela disse?
– Perguntou como se chama essa sua lâmina – respondeu o jovem nortenho com o justilho de pele de ovelha.
– Cumpridora de Promessas – Brienne respondeu.
A mulher de cinza silvou por entre os dedos. Seus olhos eram dois poços rubros ardendo nas sombras. Voltou a falar.
– Não, ela disse. Chame-a de Quebradora de Promessas. Foi feita para a traição e o assassínio. Ela a batiza como Falsa Amiga. Como você.
– Para quem fui falsa?
– Para ela – disse o nortenho. – Poderá a senhora ter se esquecido de que um dia jurou se pôr ao seu serviço?
E agora ... podemos finalmente falar sobre a estrela deste show: Sor Hyle Hunt. Sor Hyle está (ou melhor, estava) a serviço de Lorde Randyll Tarly e era o capitão do portão. Ele deixa Lorde Randyll Tarl. Em parte porque está cansado de Tarly, mas provavelmente para ficar com Brienne e tentar cortejá-la. Diga o que quiser de Hyle Hunt, mas há duas coisas verdadeiras sobre ele: ele é um cuzão e se preocupa com Brienne até certo ponto. Ele é bem aberto sobre querer a mão dela em casamento ou mesmo sobre ir para a cama dela à noite para provar seu valor.
– Deixe a porta do seu quarto destrancada esta noite, e eu me esgueirarei para sua cama para lhe demonstrar a verdade do que digo.
– Se o fizer, será um eunuco quando for embora – Brienne levantou-se e se afastou dele.
Um fato interessante é que quando Brienne lhe diz não, ele escuta e respeita que ela não queira que ele faça isso. Então, ele claramente a respeita. Até certo ponto. Já que fica ambíguo se ele apenas a quer por conta de suas terras. Ele até menciona isso, como uma possível forma de se provar digno dela.
– O que quero ganhar é você, a única descendente viva de Lorde Selwyn. Sei de homens que se casaram com desmioladas e bebês de peito por propriedades com um décimo do tamanho de Tarth. Não sou Renly Baratheon, confesso, mas tenho a virtude de ainda estar entre os vivos. Há quem diga que esta é a minha única virtude. O casamento seria útil para ambos. Terras para mim, e um castelo cheio disto para você – indicou as crianças com um movimento de mão. – Eu sou capaz, asseguro-lhe. Gerei pelo menos uma bastarda, que eu saiba. Não tenha medo, não a obrigarei a acolhê-la. Da última vez que fui vê-la, a mãe me deu um banho com uma panela de sopa.
Veja, eu estou dando bastante destaque ao lado mais leve desse personagem, mas isso é ASOIAF, portanto deve haver um equilíbrio. Hyle Hunt não é um exemplo perfeito de consorte. Longe disso. A primeira vez que ouvimos falar dele é quando Brienne nos conta do jogo que ele inventou para que algum cavaleiro a seduzisse.
Tinham feito uma aposta.
Dissera-lhe que tinha nascido entre três dos cavaleiros mais novos: Ambrose, Bushy e Hyle Hunt, de seu próprio pessoal. Mas à medida que a notícia se espalhava pelo acampamento, outros tinham se juntado ao jogo. Cada homem tinha de comprar a entrada na competição com um dragão de ouro, e a soma total iria para aquele que conseguisse desvirginá-la.
Não era o mais legal dos caras, mas parece que está melhorando. Se não completamente, pelo menos um pouco. Mas o jogo teve um grande impacto em Brienne, como era de se esperar. Então é claro que ela proibiu seus avanços, como deveria. Porém, Hyle Hunt é persistente, como mostrado pelas outras citações acima.
Sabendo que Sor Hyle Hunt é um homem persistente e inteligente, acho que seria provável que se Senhora Coração de Pedra nomeasse Brienne de Tarth como sua campeã, ele se ofereceria para lutar pela Donzela de Tarth. Porém, se ele lutasse contra Sor Jaime Lannister, acredito que perderia e morreria dizendo algo sincero para Brienne ou algumas palavras duras para Jaime.
Em primeiro lugar, acredito que existem algumas razões pelas quais acho que Hyle tentaria lutar contra Jaime Lannister e, no fim, perderia. Uma delas é que ele poderia fazer isso para provar a Brienne que ele se importa com ela e mostrar sua perícia. É algo que ela pode ter visto em sua luta com Rorge, mas Brienne estava um pouco ocupada naquele momento. Outra razão é que quando Jaime e Brienne retornam e interagem com Coração de Pedra, Hyle pode ver o relacionamento deles através de como eles falam e agem e presume o pior. A pior parte de Hyle pode aparecer aqui, enquanto ele desafia Jaime para um duelo não pela liberdade, mas pela mão de Brienne e para irritar o regicida.
Hyle parece ser um bom lutador, se mantendo firme na luta contra Rorge e Dentadas, embora não tenhamos detalhes de suas próprias proezas. Ele tem inteligência e muita autoconfiança, como Bronn.
Sabemos que Hyle pode sentir um certo ciúme de Jaime Lannister e ele não é o tipo de pessoa que desiste de pedir a mão de uma certa mulher em casamento. Como afirmado acima, ele pede diversas vezes, de muitas maneiras diferentes. Também sabemos sobre seu estilo de luta e como ele é observador, podendo até a desafiar Jaime Lannister agora que ele perdeu sua mão em espada. Então, como ele perderia para Jaime? Como Sor Hyle Hunt cairia depois de fazer uma reinvidicação tão grande e ter mostrado alguma destreza na luta contra Rorge e Dentadas?
Bem, temos algumas coisas em jogo aqui. A primeira é que ninguém sabe que Jaime tem treinado sua mão esquerda com Sor Ilyn Payne em segredo. É possível que Jaime tenha aprendido um pouco, e poderíamos ver em uma luta como essa alguma recompensa narrativa para este seu treinamento. Mas isso não quer dizer que Jaime esteja de volta ao que era. Longe disso, ele provavelmente está, no máximo, no nível de esgrima de Balon Swann. Mas só isso não o coloca em pé de igualdade contra Hyle Hunt. Não, Hyle Hunt tem complicadores que ele pode subestimar ou superestimar.
Hyle Hunt tinha sido espancado com tanta violência, que seu rosto estava inchado quase até deixar de ser reconhecível. Tropeçou quando o empurraram, e quase caiu. Podrick o agarrou pelo braço.
– Sor – disse o garoto com ar infeliz quando viu Brienne. – Quero dizer, senhora. Lamento.
Como mostrado acima, Hyle foi espancado até ficar quase irreconhecível. No tempo do duelo, ele poderia ter se curado um pouco, mas quem sabe como isso poderia alterar sua visão, audição ou capacidade de pensamento. Ele ainda poderia estar cansado, sem treinar por algum tempo. Coração de Pedra parece tê-lo mantido acorrentado esperando o retorno de Brienne. Ele estaria fora de forma e exausto, e todos nós sabemos como George joga com o realismo de seu mundo. Isso, combinado com a probabilidade de seu desafio ser feito apenas por despeito, poderia diminuir suas chances contra Jaime imensamente. Ficar fisicamente e emocionalmente exausto depois de muitas surras e esperar que Brienne traga de volta o homem que ela realmente ama pode ter um grande impacto sobre ele em tal luta. Então eu acredito que ele perderia e acabaria morto na lama ou morrendo lentamente,
Mas por que Lady Coração de Pedra deixaria Hyle Hunt lutar no lugar de Brienne? Vamos deixar o motivo óbvio fora do caminho e apontar que ninguém sabe que Jaime conseguiu progredir de volta a uma habilidade mediana com a espada, e sua vitória seria um choque para todos. Assim como a vitória de Sandor contra Beric chocou Arya Stark, a vitória de Jaime chocaria Catelyn morta-viva. Mas há mais do que isso. Alguns membros da Irmandade podem ver algo de poético em Hyle lutando em nome de Brienne e apoiar a decisão. Acho que isso é menos provável, mas pode pesar na escolha de Hyle. Lady Coração de Pedra também pode deixar Hyle participar porque ela não se importa necessariamente com quem mata Jaime, só quer que isso seja feito, e pode pensar que Brienne poderia poupar Jaime, já que ela se importa com ele.
Senhora Coração de Pedra podia até vislumbrar a truculência implícita na oferta de Hyle Hunt e presumir que ele venceria. Afinal, ele trabalhava para Randyll Tarly e uma das poucas qualidades de Tarly é que ele é um bom comandante de batalha. Ela pode assumir que Hyle é um lutador talentoso ou ao menos bom o suficiente para vencer Jaime.
Portanto, analisamos Hyle Hunt e suas motivações, o resultado provável e as razões para Senhora Coração de Pedra concordar com isso. Mas há um motivo pelo qual chamo isso de “Uma Tragédia de Três Cavaleiros”. Seria muito temático e adequado para a história como um todo. O título, é claro, está relacionado à Senhora Brienne, Sor Jaime, Sor Hyle e seus respectivos arcos de cavalaria. Acredito que este capítulo seria da perspectiva de Brienne, para torná-lo ambíguo quanto à verdadeira natureza de Hyle e romantizar parcialmente o momento enquanto ainda se aprofunda naquele realismo que George R. R. Martin ama. Afinal, ele não joga apenas com o lado áspero das coisas. Ele tem uma mão em ambos os mundos. E os outros dois personagens se pareceriam com as diferentes da mesma moeda.
Jaime Lannister veria o lado romântico, o lado do homem lutando pela mulher que ama. Ele pode até ser grato a Hyle por se oferecer no lugar de Brienne. Duvido muito que Jaime queira matar Brienne, e é muito provável que a história de Jaime não termine aqui. Não, ele derrotaria Hyle com prazer aqui se isso significar que ele está seguro e Brienne também. Salvar Podrick também é bom, mas não sabemos bem os sentimentos de Jaime por ele.
Hyle Hunt, no entanto, permaneceria rancoroso da mesma forma que Petyr Baelish. Ele se pareceria com aquele realismo áspero de que fazer algo motivado por malevolência e ciúme se voltaria contra ele. Eu diria que vimos Hyle Hunt como suas melhores intenções durante as viagens com Brienne. Idiota como fosse, ele nunca a forçou ou foi longe demais. E sabemos que George R. R. Martin adora nos mostrar os dois lados de cada personagem. E a última vez que Hyle Hunt esteve em sua pior fase foi no passado.
Acredito que neste momento, em uma explosão de peso emocional, ele viraria a pior versão de si mesmo. Tendo esperado por Brienne sabe-se lá por quanto tempo, apenas para perceber que ela nunca ficaria com ele. Em vez disso, seria trocado por este homem que não apenas quebrou seus juramentos, mas não podia nem mesmo lutar ou proteger sua mulher. Parte de Hyle acreditaria que suas virtudes de cavaleiro implorariam a ele para lutar por ela como qualquer cavaleiro faria. E o que seria mais cavalheiresco do que dois homens adultos lutando na lama por sua liberdade e por uma mulher que ambos amam?
TL; DR - Eu acredito que Jaime exigirá um julgamento por combate, e quando o fizer, Senhora Coração de Pedra irá nomear Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt toma seu lugar como campeão por sentir rancor pelo afeto entre Jaime e Brienne. Hyle Hunt luta contra Jaime, mas perde devido ao seu estado de exaustão e ao novo treinamento de Jaime, e morre lá na lama. Uma batalha pela liberdade de muitos e pelo amor de uma mulher, embelezando ainda mais os temas da cavalaria que abrange cada um dos três personagens.
………………………………………….
E vocês, acham que acontecerá assim? Acham que quem será o POV do julgamento de Jaime?
Comentem =)
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2020.08.14 13:59 AntonioMachado [1920] J. V. Stalin - Lenin, Organizador e Chefe do Partido Comunista da Rússia

Texto: https://www.marxists.org/portugues/stalin/1920/04/23.htm
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.23 10:44 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt2

DIREITO
Não sou muito fã de livros de Introdução ao Estudo do Direito, mas, caso seja de interesse de alguém que nunca ouviu falar no assunto, antes de partir para os estudos específicos do Guia de Estudos, sugestões possíveis são Introdução ao Estudo do Direito (Paulo Dourado) e Lições Preliminares de Direito (Miguel Reale). De todo modo, acho desnecessário para o concurso. Você não precisa saber essas teorias iniciais, para passar ao que, de fato, cai nas provas.
- Manual do Candidato: Noções de Direito e Direito Internacional Público (Alberto do Amaral Junior) – não li. Não é indispensável e há leituras mais interessantes. De qualquer modo, não diria que é desprezível.
- Direito Internacional Público (Rezek): é, praticamente, a bíblia da prova de Direito. Além de ser o livro mais importante para a prova de Direito Internacional Público (DIP), é, entre os livros que citarei de DIP, o mais curto e com as letras maiores (depois de meses lendo letras miúdas, isso é uma bênção). Se você estiver lendo outro manual de DIP e encontrar alguma coisa que vá contra o que o Rezek disse, atenção: não desconsidere o Rezek. Os dois argumentos podem ser contrapostos, por exemplo, em uma questão de terceira fase (para a primeira fase, normalmente, evita-se esse tipo de questão que dá margem a confusões). Um professor de cursinho gostava de falar que “in dubio pro Rezek”. A única exceção é a consideração do indivíduo como sujeito de DIP (Rezek não o considera), que é praticamente consensual para a banca. Sobre isso, vide a referência a Cançado Trindade abaixo.
- Manual de Direito Internacional Público (Accioly): muitos adoram e falam muito bem, mas vejo alguns problemas. Em primeiro lugar, de ordem prática: o livro possui excessivas citações e referências históricas e de autores, o que é muito bom para quem deseja conhecer a fundo determinado assunto de DIP, buscar outras fontes etc., mas é (pelo menos eu acho assim) péssimo para alguém que está estudando com a cabeça voltada para a aprovação no concurso. Obviamente, o livro tem seus méritos, e há coisas nele que não há no Rezek, por exemplo, mas não o considero a melhor opção para os estudos para o concurso. Se tiver de escolher entre Rezek ou Accioly, eu sugeriria o Rezek. Se eu tivesse tempo para ler os dois, eu não leria o Accioly e o substituiria pelo Portela, indicado abaixo (sempre conferindo os conteúdos, obviamente, com o Guia de Estudos).
- Introdução ao Direito Internacional Público (Alberto do Amaral Júnior): não muito extenso, bom complemento ao Rezek. Em algumas partes, é até melhor que o Rezek. Pode valer a pena dar uma olhada, apesar de não ser indispensável.
- Direito Internacional Público e Privado (Paulo Henrique Gonçalves Portela): não conheço o livro, mas ele foi indicado por um professor de cursinho para o IRBr. O professor falou que o livro é excelente, mas ele estava esgotado na editora. Em 2011, lançaram nova edição, que já está disponível para a compra, mas não cheguei a ter acesso a ela. De todo modo, esse professor é ótimo e tem uma “filosofia pragmtica” muito próxima { minha, ent~o confio nas recomendações dele.
- International Law (Malcolm Shaw): não li, mas já recebi boas indicações a respeito. Está disponível para download no “REL UnB”.
- Direito Internacional Público (Nguyen Quoc, Patrick Dailler e Alain Pellet)
- Documento “Atos Internacionais – Prática Diplomática Brasileira – Manual de Procedimentos” (Alessandro Candeas): curtíssimo documento sobre a celebração de atos e de acordos internacionais no Brasil (disponível para download no “REL UnB”).
- Artigo “Efetividade do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento” (Marcelo Dias Varella): ótimo artigo. Responderia a uma quest~o da terceira fase de 2010 e a uma (ou quase uma) de 2011.
Quanto ao Direito Internacional Privado (DIPri), não estudei em nenhum livro. Como tive aula sobre isso no cursinho, fiquei apenas com minhas anotações de aula mesmo. Por não conhecer o livro do Portela, não sei dizer se é suficiente, mas a parte de DIPri que é preciso saber para a prova não é muita coisa: ler a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (antiga Lei de Introdução ao Código Civil) – artigos 7º ao 11; 15; 17 – e a RES STJ 09/05 – artigos 5º e 6º - já é um começo. Para completar, procure algum artigo curto que trabalhe bem esses temas na internet, não deve ser difícil de encontrar.
- O Direito Internacional em um Mundo em Transformação (Cançado Trindade): recebi boas indicações, mas não passei nem perto, por falta de tempo e por pragmatismo, já que tem mais de mil páginas.
- Coletânea de Direito Internacional (Valerio Mazzuoli): essa obra reúne dezenas dos tratados internacionais mais importantes. Muito útil e prático (bem melhor que ficar procurando tudo na internet), com índice de assuntos, índice temático e índice cronológico (o que facilita bastante os estudos). Usei bastante como livro de consulta (em diversos momentos, será importante saber alguns artigos e capítulos especiais de certos tratados, como discutido abaixo) e recomendo fortemente.
Especialmente, para a terceira fase, para complementar suas respostas, decorei os principais artigos, incisos, recursos extraordinários e leis de importantes documentos referentes ao Direito Internacional: Carta da ONU (art. 1º; art. 2, §4º; cap. VI; cap. VII; art. 33, 39, 41, 42, 51), Estatuto da CIJ (art. 38), 4 Convenções de Genebra (art. 3º comum), Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (art. 1º), Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (artigos 27 e 46), Protocolo de Ouro Preto (art. 34), Constituição da República Federativa do Brasil (art. 4º; art. 5º §2º, 3º e 4º; art. 12; art. 21, incisos I e II; art. 49, inciso I; art. 84, incisos VII e VIII), RE 80.004/77; Lei 6.815/1980; Lei 9.474/1997; RE 466.343/SP. Pode parecer muito, mas, durante os estudos, você verá que não é. Acho que todos esses são importantíssimos e fundamentais para qualquer prova de Direito Internacional. Ao longo de seus estudos, complemente a lista com outros que você julgar importantes (todos os que usei em meus estudos e decorei para a prova estão aí).

>> DIREITO INTERNO

Não costuma cair frequentemente na primeira fase (cai em alguns anos, em outros não cai nada), por isso alguns não dão muita atenção ao Direito Interno. De qualquer forma, é item do Guia de Estudos e não pode ser deixado de lado. Na terceira fase, pode cair indiretamente, misturado a elementos de Direito Internacional (especialmente, Direito Constitucional Internacional).
- Sinopses Jurídicas nº 17 e 18 (editora Saraiva)
- Direito Constitucional Descomplicado (Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino): acredito ser ótima alternativa para o estudo de Direito Constitucional. Esqueça manuais de Direito Constitucional (como o gigantesco do Gilmar Mendes, por exemplo), eles são pouco práticos. Além disso, não precisa ler o livro todo, siga os itens pelo edital. Mesmo o livro do Alexandrino terá muitas coisas que não são tão importantes para o CACD. Conhecer as questões de Direito Interno que caíram nas provas anteriores é fundamental para saber ponderar o que é útil e o que não é.
- Direito Constitucional Esquematizado (Pedro Lenza): já me falaram que é melhor que o Direito Constitucional Descomplicado, mas só descobri isso depois, quando já havia comprado o Alexandrino. De qualquer forma, ambos são válidos (repito: confira os tópicos com o Guia de Estudos, senão vai estudar muita coisa à toa).
Quanto ao Direito Administrativo (DA), recomendaram-me o livro da Maria Sylvia Zanella Di Pietro, e estudei por ele, mas não sei se é o ideal. Já me recomendaram, também, os livros de DA de Carvalho Filho e de Celso Antônio Bandeira de Mello, mas não os conheço. Os tópicos de DA do edital são bem específicos (princípios constitucionais da administração pública, controle de legalidade dos atos da administração e responsabilidade civil do Estado), então acho que dá para estudar esses itens específicos ou por bons artigos jurídicos disponíveis na internet ou por qualquer manual de DA, selecionando esses tópicos essenciais. Procure algum manual de DA em bibliotecas e veja o que mais lhe agrada quanto a esses tópicos, que são curtos e fáceis (em uma ou duas páginas, você faz um resumo bom dessa matéria). Na internet, h vrios “resumões de Direito” que podem ajudar nos estudos, especialmente, em DA. Disponibilizei alguns a que tive acesso no “REL UnB”. Reitero a necessidade de conferir os itens com o Guia de Estudos. H muita coisa de DA que é desnecessria (no “Resum~o de DA” que disponibilizei no “REL UnB”, basta ler os itens 3, 6, 10, 12 e 15).
- “Constituição Federal de 1988”: não vai querer decorar a CF toda, porque não adianta nada. Se você souber todos os artigos e incisos dela indicados acima, acho que já conseguirá responder às questões de Direito Internacional que envolverem o tema. Para Direito Administrativo e para Direito Constitucional, acho que não precisa saber nenhum artigo da CF de cor, basta estudar a teoria mesmo (vale dizer que, nos concursos de 2010 e de 2011, não foi cobrado praticamente nada de Direito interno).
ECONOMIA
- Manual do Candidato: Economia (Carlos Paiva e André Cunha): achei não prático e não objetivo em muitas partes e acho que, para alguém não iniciado em Economia, será grande perda de tempo. Por outro lado, é tão incompleto em outras partes que, para alguém já iniciado em Economia, também será perda de tempo. Em resumo: não recomendo a ninguém, com uma ressalva: não li a parte de História Econômica do Brasil no manual, então não posso dizer nada a respeito. Já vi professores recomendarem o capítulo 8, mas não li.

>> MICROECONOMIA, MACROECONOMIA E ECONOMIA INTERNACIONAL

Os três manuais básicos de Economia são:
- Introdução à Economia: Princípios de Micro e Macroeconomia (Mankiw): a recomendação dada por um professor, em uma sugestão que li na internet, é que, na 3ª edição, os capítulos recomendados são: 3 a 9, 14, 15, 18, 21, 23, 24, 29, 31, 33 a 35.
- Economia (Samuelson e Nordhaus)
- Manual de Economia – equipe de professores da USP (org. Pinho e Vasconcelos)
O Mankiw é o mais tradicional e o que conheço melhor. Já ouvi alguns dizerem que preferem o manual do Samuelson ao do Mankiw, mas não o conheço. Se você tiver acesso às duas obras (são figurinhas carimbadas em bibliotecas universitárias) e não estiver satisfeito com uma, tente a outra. De qualquer forma, o Mankiw deve atender bem a suas necessidades. Com relação ao manual dos professores da USP, alguns (principalmente os menos familiarizados com Economia) costumam reclamar quanto a algumas partes em que se aprofunda demais em certos temas que podem parecer incompreensíveis para alguns. Não usei nenhum dos três manuais em minha preparação, pois não estudei essa parte da Economia, que já sabia à exaustão, mas os três são válidos. Escolha o que mais lhe agradar e, caso tenha problemas com algum tema específico, procure em outro. Tenho as versões em “pdf” de todos e disponibilizei-as para download no “REL UnB” (as versões digitalizadas do Mankiw e do Samuelson são em inglês). Não custa repetir: não leia os manuais integralmente! Acompanhe a matéria com o programa discriminado no Guia de Estudos, ou você perderá precioso tempo.
Para quem é de Brasília, sugiro as apostilas de Introdução à Economia da UnB (para adquiri-las, entre em contato pelo site http://www.unb.bface/eco/inteco/). As apostilas não contemplam toda a matéria exigida no concurso, mas podem servir de base para aqueles que estão iniciando seus estudos. Sugiro buscaaprofundar, no mínimo, os seguintes temas além da apostila: teoria da firma e tipos de mercado, teoria do consumidor, contabilidade nacional, multiplicador monetário (não confundir com o bancário), meios de pagamento, oferta e demanda agregadas e Economia Internacional (veja as indicações de Krugman e Obstfeld/Dornbusch e Helmers abaixo). A parte de economia brasileira das apostilas é de caráter bem introdutório e superficial, o que torna indispensável a leitura de toda a matéria em outras fontes (ver indicações abaixo). Além disso, a prova de terceira fase de 2011 provou que é indispensável saber correlacionar os conceitos econômicos aprendidos na matéria com as circunstâncias econômicas globais contemporâneas. Por esse motivo, vale dizer que é muito importante ficar atento aos noticiários econômicos.
- Economia Sem Mistérios (Matthew Bishop): segundo recomendações, bom livro para conceitos de Economia.
- Microeconomia: Princípios Básicos (Hal R. Varian): esse livro não é indicado para quem não possui conhecimentos de Economia Quantitativa. Há, obviamente, muita coisa desnecessária ao concurso (no concurso de 2011, por exemplo, não serviu para absolutamente nada). Passei o olho no livro de maneira rápida, selecionando as partes que se encaixam no conteúdo pedido no CACD (no fim das contas, não é muita coisa). De modo geral, não recomendo estudar por ele (não é todo mundo que está familiarizado com a linguagem matemática de Economia). Fica a sugestão apenas para aqueles que estiverem mais confortáveis com os números (com a observação de, como eu disse, selecionar apenas as poucas partes do livro que são relevantes para o concurso – ter uma noção do que já foi cobrado nos anos anteriores é fundamental para isso).
- Contabilidade Social: a Nova Referência das Contas Nacionais do Brasil (Carmen Feijó): segundo o Guia de Estudos antigo, os capítulos recomendados são: 3 e 5.
- “Estrutura do Sistema de Contas Nacionais” (IBGE) e “Notas Metodológicas do Balanço de Pagamentos” (Banco Central do Brasil): texto curtos e técnicos, mas bastante importantes (os dois textos est~o disponíveis para download no “REL UnB”).
Estudei Contabilidade Nacional apenas por uma folha de fórmulas que xeroquei de um amigo que fez Economia em um cursinho preparatório. De todo modo, se você fizer as provas anteriores (da primeira e da terceira fases), verá quais são as identidades contábeis comumente cobradas no concurso. No “REL UnB”, disponibilizei algumas tabelas de fórmulas de Contabilidade Nacional que encontrei na internet.
Para os itens “teorias clássicas do comércio, vantagens absolutas e comparativas e pensamento neoclssico” e “comércio internacional, efeitos de tarifas, quotas e outros instrumentos de política governamental”, recomendo Economia Internacional: teoria e política (Krugman e Obstfeld), capítulos 1 a 4, 8, 9. Nos capítulos 2 a 4, não dê muita atenção às partes com fórmulas/gráficos, que, para quem não é muito familiarizado com Economia e com Matemática, podem parecer incompreensíveis. O importante, aqui, é entender apenas quais são os principais fundamentos das teorias clássica e neoclássica (esta última entendida como o modelo Heckscher-Ohlin) de comércio internacional. Agora vem a dica de ouro: para os capítulos 2, 3 e 4, leia apenas o a parte “Resumo”, ao final dos capítulos, que contém todas as informações teóricas necessárias para o entendimento das teorias em questão [com a única exceção de, no capítulo 2, ler as duas primeiras páginas (até o final do item “O conceito de vantagem comparativa”) e as duas últimas (do item “Evidências empíricas do modelo ricardiano” até o final)]. Quanto ao capítulo 8, aí, sim, é necessário entender os gráficos e os cálculos empregados (que não são nem um pouco difíceis), pois já foram objeto de questões do CACD em anos anteriores (como na primeira fase de 2009). Os capítulos 1 e 9 são predominantemente descritivos, de leitura fácil e rápida. Em resumo:
· Capítulo 1: ler integralmente;
· Capítulo 2: ler apenas as duas primeiras páginas, as duas últimas e o resumo;
· Capítulos 3 e 4: ler apenas os resumos;
· Capítulos 8 e 9: ler integralmente.
Por fim, algumas partes de Economia Internacional também podem ser encontradas no livro Economia Aberta: Instrumentos de Política Econômica nos Países em Vias de Desenvolvimento (Dornbusch e Helmers). O livro não é próprio para iniciantes (requer conhecimentos sólidos de Introdução à Economia), mas, para os já iniciados, recomendo fortemente. A obra trata desde conceitos iniciais (taxa de câmbio, balanço de pagamentos e política comercial) até história econômica (evolução do sistema financeiro internacional, abertura comercial nos países latino- americanos). Li apenas na graduação, não para o concurso. De todo modo, se tiver tempo, acho que pode ser uma leitura interessante (pelo que me lembro, gostei bastante quando li).
ECONOMIA BRASILEIRA
A seguir, uma série de recomendações de livros de Economia Brasileira15
15 Se sua memória não está muito fresca quanto à história brasileira a partir de meados do século XIX, sugiro começar a estudar a parte de Formação Econômica do Brasil após haver estudado (ou, ao menos, após uma passada mais geral nos temas de) História do Brasil. Acho mais fácil entender, primeiramente, a história, para, depois, entender a história econômica. Além disso, são necessários, pelo menos, conhecimentos básicos de Economia, para estudar Economia Brasileira. Acho importante, se você não teve nenhum contato com Economia ainda, começar com a parte de Economia (Microeconomia, Macroeconomia e Economia Internacional), para, depois, preocupar-se com Economia Brasileira. Enfim, mera sugestão.
- Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também recomendado para as disciplinas de História do Brasil e de Português (embora com enfoques diferentes). Não li nada para o concurso, e acho que não perdi nada em termos práticos.
- Economia Brasileira Contemporânea (Giambiagi), Economia Brasileira Contemporânea (Gremaud) e Formação Econômica do Brasil (Gremaud): todos foram recomendados, mas não li nenhum para o concurso. Como já disse anteriormente, fiz a parte de Economia Brasileira da prova apenas com minhas anotações de aula da disciplina homônima que cursei na UnB.
- A Ordem do Progresso: Cem Anos de Política Econômica Republicana, 1889-1989 (Marcelo de Paiva Abreu): muitos acham o livro de difícil leitura. Não cheguei a lê-lo para o concurso (havia lido apenas na graduação, já não me lembro muito bem do que achei). Acho que até mesmo o resumo disponível no “REL UnB” pode ser complicado. De verdade, em termos práticos, não sei se vale muito a pena.
- A Economia Brasileira (Baer): também uma opção, embora não indispensável.
- Formação Econômica do Brasil: a Experiência da Industrialização (Versiani e Mendonça de Barros): ler “A Industrializaç~o Brasileira Antes de 1930: Uma Contribuiç~o”.
- Pensamento Econômico Brasileiro (Ricardo Bielschowsky): segundo a bibliografia indicada no Guia de Estudos antigo, os capítulos recomendados são: 2, 9, 10 e 11. Não tenho o livro e não li todos esses capítulos, apenas reproduzo a sugestão (na verdade, só li uma parte do capítulo 3).
Sobre o pensamento econômico de Celso Furtado, incluído no Guia de Estudos de 2011, há, por exemplo, o artigo “Celso Furtado e o pensamento social brasileiro”, de Bernardo Ricupero (disponível para download no “REL UnB”) e o livro de Ricardo Bielschowsky (eu li apenas o “Cap.
III.4 – O Pensamento Desenvolvimentista - O Setor Público: Desenvolvimento Nacionalista”; disponibilizei meu fichamento no “REL UnB”).
- Notas de Aula – UVB: encontrei, na internet, as notas de aula de uma faculdade virtual (UVB) das disciplinas Formação Econômica do Brasil (1500-1930), Economia Brasileira (a partir de 1930) e Comércio Internacional. Compilei as notas e disponibilizei para download no “REL UnB”. Apesar de as notas serem, às vezes, um pouco superficiais, acredito que são boa introdução geral aos temas de Economia Brasileira (ou, ainda, boa revisão geral, depois de já ter estudado). Obviamente, é necessário ponderar, de acordo com o edital, o que é útil e o que não é. As notas de Formação Econômica do Brasil, por exemplo, são muito grandes, mas, conferindo no edital, você verá que só cai História Econômica Brasileira a partir do século XIX (nas notas de Formação Econômica Brasileira, destaco os capítulos 11, 12, 13 e 15). O mesmo vale para o arquivo de notas de Comércio Internacional (ler apenas capítulos 2 a 7). Para Economia Brasileira, sugiro os capítulos de 1 a 10.
Para quem desejar treinar um pouco com exercícios de Economia Brasileira, sugiro, além das provas anteriores do CACD (obviamente), as provas da ANPEC (Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia). Não tente fazer as provas das outras disciplinas, achando que estará estudando para o concurso, porque as matérias cobradas no exame da ANPEC de Microeconomia e de Macroeconomia, por exemplo, são muito mais avançadas e requerem cálculos muito mais elaborados que o CACD exige. Faça uso, portanto, apenas das provas de Economia Brasileira (são muitas: há, no site da ANPEC, as provas desde 1990). Fazer todas as provas de 1990 até hoje tomará, com certeza, bom tempo de sua preparação. Não fiz nenhuma por falta de tempo mesmo, mas talvez valha mais a pena selecionar duas ou três provas de Economia Brasileira e tentar fazer, como sondagem de suas maiores dificuldades. As provas anteriores podem ser encontradas no site da ANPEC, http://www.anpec.org.bexame.htm (menu à direita).
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2020.07.23 10:38 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 11 a 4ta fase do CACD e recursos

QUARTA FASE
Em 2011, as duas provas da quarta fase foram aplicadas simultaneamente: questões de 1 a 10 de Espanhol (com dois textos para interpretação) e questões de 11 a 20 de Francês (também com dois textos para interpretação, o que difere da tendência de apenas um texto dos concursos anteriores). Para cada matéria, são cinco questões sobre cada texto, cada questão com valor máximo de 5 pontos. Não há previsão em edital com relação à divisão das pontuações dessas provas, mas, no concurso de 2011, a pontuação foi assim dividida:
- Espanhol: foram quatro critérios de correção com valor de 1,25 pontos cada: CG (Correção Gramatical), CT (Compreensão Textual), OI (Organização de Ideias) e CL (Qualidade da Linguagem).
- Francês: foram três critérios de correção: R (Resposta – adequação do conteúdo da resposta à pergunta, no caso de pergunta interpretativa, ou pertinência da argumentação apresentada nas questões de opinião), G (Gramática – ortografia, verbos, concordância, regência, acento etc.) e S (Estilo – qualidade da redação e da estrutura das frases da resposta do candidato). R vale, em geral, 2 pontos (nas questões interpretativas) e 1 ponto (nas questões de opinião). G vale, sempre, 2 pontos (penalização: -0,25 pontos para erro grave, -0,1 pontos para acento errado ou faltando e -0,5 pontos para palavra inventada). S vale, em geral, 1 ponto (nas questões interpretativas) e 2 pontos (nas questões de opinião). Na prova de 2011, a terceira e a oitava perguntas não tiveram nota S, apenas R (3 pontos) e G (2 pontos), sem motivo explícito para isso.
Muitos preferem escrever apenas as três linhas (que são o mínimo exigido), para evitar o risco de errar. Acho que os pontos que você pode perder por erros em uma linha não compensam os que você pode deixar de ganhar em uma resposta mais completa. No mais, acho que a única recomendação (bem óbvia) é evitar, ao máximo, repetir as palavras do texto. Paráfrase é, sempre, a melhor opção (às vezes, o próprio texto apresenta, em outras partes, sinônimos para uma palavra ou expressão). Cópias do texto podem ser penalizadas.
INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS
Assim que é liberado o gabarito provisório da primeira fase, os candidatos têm cerca de 48h para a interposição de recursos ao gabarito. Os recursos devem ser apresentados de maneira sucinta e objetiva, em até mil caracteres para cada recurso, sem possibilidade de uso de aspas para citações (informações de 2011). Não tenho outra recomendação específica sobre esses recursos, apenas uma informação acerca de uma dúvida comum: os recursos da prova de Inglês (assim como os recursos à correção das provas de Inglês da terceira fase e de Espanhol e de Francês da quarta fase) devem ser escritos em Português.
A correção da segunda fase é dividida, como visto acima, em Gramática e Texto. Como eu havia sido aprovado com boa nota na segunda fase, os professores de Redação aconselharam-me a nem entrar com recurso à nota de texto, ainda que certa nota da parte de texto da redação estivesse, segundo a professora do cursinho, um pouco incoerente em face das notas nos demais quesitos. De todo modo, acabei arrependendo-me um pouco de não haver pleiteado recurso quando vi que um conhecido que também havia ficado muito bem colocado conseguiu mais de um ponto de texto. Faça o que eu digo, não o que faço, e entre com recurso contra tudo o que você achar possível (isso vale para todas as fases do concurso, na verdade). No concurso de 2011, a maior concessão de pontos por recurso à correção da prova de Redação foi de quase cinco pontos, a maior que já vi, o que pode fazer enorme diferença na pontuação final para a aprovação (muitos candidatos não passam por poucos pontos ou décimos). De maneira geral, acho que a média dos candidatos que conseguem alguma coisa é de cerca de 1 a 2 pontos adicionais. Dado o princípio jurídico da proibição da “reformatio in pejus”, o examinador n~o poder reduzir sua nota, se você entrar com recurso; poderá apenas mantê-la ou aumentá-la.
O grande problema para a interposição de recursos na terceira fase é que, à exceção da prova de Inglês, não há nenhuma marcação ou comentário em seu espelho de provas, apenas a nota. Assim, para fazer o recurso, você deve argumentar que a nota obtida não está consistente com a argumentação apresentada, não vejo outro jeito. Acho que, se eles dificultaram nossa vida com isso, temos o direito e o dever de dificultar a vida deles também, solicitando revisão da correção de praticamente todas as questões da terceira fase, de todas as matérias. É óbvio que muitos recursos lhe serão negados, mas só consegue quem tenta. Como você não perde nada por tentar, recomendo que tente tudo o que puder. Fiz recurso para quase todas as questões em que tirei menos de 80% (nas demais, acho que seria pouco provável que me dessem mesmo, então nem tentei). No fim das contas, de 15 recursos, acataram 3, e ganhei 7 pontos a mais (mas um ponto não foi computado por erro do Cespe; como não me fez falta, não tomei maiores providências a respeito). Na terceira fase de 2011, cerca de metade dos candidatos conseguiu aumentar sua pontuação com os recursos. Mais da metade dos que tiveram algum sucesso no pleito ganhou 3 ou menos pontos, e a média de concessão foi de 3,8 pontos. O candidato que ganhou mais aumentou em 13,5 pontos sua nota. Com isso, pode-se ter uma ideia aproximada do que pode mudar com os recursos.
A seguir, algumas indicações e recomendações para os recursos na terceira fase.
Além de não haver nenhuma marcação ou comentário nas provas (exceto na de Inglês), o espaço disponível para recurso é de apenas mil caracteres por questão. O recurso deve, portanto, ser escrito de maneira objetiva e clara. Não adianta nada usar expressões prolixas e vocabulário rebuscado, seja simples e direto. Acho que n~o é um tom muito agradvel dizer algo como “a resposta apresentada cobre, integralmente, todos os pontos abordados pela quest~o” ou coisa parecida. Não tenho experiência com isso, afinal não sou professor e só precisei fazer esses recursos uma vez na vida, mas acho que, se o examinador tirou alguns pontos de sua resposta, é muito pouco provável que ele vá te dar todos os pontos de volta (exceto em questões mais pontuais, como erros de Inglês que são corrigidos ou eventuais contas de Economia corrigidas de maneira errada). Uma vez que você aceita o fato de que é quase impossível que o examinador te restitua todos os pontos que descontou de você, fica mais fcil n~o ser t~o “agressivo”. Acho que um tom bom pode ser algo do tipo: “o candidato reconhece que n~o abordou, integralmente, todos os pontos suscitados pela questão, mas solicita revis~o, por acreditar que a apenaç~o foi excessiva”. Depois disso, é necessário argumentar o motivo pelo qual sua resposta mereceria mais pontos.
Como já disse acima, você tem até mil caracteres para o recurso de cada questão. Nas questões de Inglês, por exemplo, tome cuidado, pois, se você quiser contestar a correção de vários erros de uma mesma questão (da redação, por exemplo), deverá fazê-lo tudo junto, nos mil caracteres. Economizar palavras é, portanto, essencial.
A argumentação deve levantar os principais aspectos tratados em sua resposta que dão conta da proposição sugerida pelo enunciado. Se você não cumpriu parte do que o enunciado pedia, errou conceitos, fatos e dados ou não abordou integralmente algum aspecto, acho desnecessário dizer que não é recomendável citar isso na resposta. Cite apenas os aspectos positivos, aquilo que você apresentou e que responde, satisfatoriamente, ao tópico central da questão. Se o examinador quiser ter o trabalho de ler sua questão de novo, para identificar o que ficou faltando, o trabalho será dele, mas não dê munições para que ele possa, sumariamente, recusar seu recurso.
A argumentaç~o deve ser, preferencialmente, do tipo: “foram abordados os seguintes pontos da resposta: xxxx (linhas 3-5), yyyy (linhas 8-10) e zzzz (linhas 15-25). Além disso, o candidato ainda apresentou discussão acerca da temática kkkk (linhas 30-37), relacionando-a aos pontos anteriormente descritos (linhas 40-50)”. É óbvio que essa n~o é uma fórmula mgica, deve ser adaptada a cada circunstância particular, mas acho importante demonstrar quais são seus argumentos fortes e onde eles estão no texto, para o caso de o examinador querer ler sua resposta novamente. Para ganhar espaço, ao invés de escrever “(linhas 3-5)”, prefira “(l. 3-5)”. Só parafrasear a resposta também não é suficiente. É necessário tentar, na medida do possível, argumentar um pouco sobre os motivos pelos quais aquela resposta deveria ter maior pontuação. A seguir, transcrevo o recurso de minha questão de Geografia que teve a nota majorada em cinco pontos. A questão tratava da navegação de cabotagem no Brasil, e, em minha resposta, fiz algumas referências a hidrovias. Segundo o professor do cursinho de terceira fase, muita gente foi penalizada (até mesmo com a nota zero), por tratar apenas de hidrovias. Como, em meu caso, eu havia tratado não só das hidrovias, mas também da navegação de cabotagem propriamente dita, procurei ressaltar, no recurso, que a menção às hidrovias não está fora de contexto:
Estou ciente de que nem todos os aspectos importantes do tema foram discutidos na resposta, mas, como há diversos elementos de conteúdo relativos à temática, como indicado a seguir, solicito revisão da pontuação atribuída. As hidrovias podem ser consideradas cabotagem quando conectadas a portos marítimos, o que valida a análise apresentada. Entre os aspectos favoráveis à cabotagem no Brasil, destacam-se tópicos como a eficiência energética, menores preços (linhas 38-44) e a alternativa do transporte aquaviário em face das rugosidades dos meios rodoviários, historicamente priorizados no país (linhas 20-29). Por outro lado, como desafios, há a histórica opção rodoviária (linhas 20-29 e 45-47) e a escassez de investimentos de grande porte na infraestrutura portuária (47-49). Nos últimos anos, investimentos no setor têm contribuído para parcial superação de tais dificuldades, ainda que diversos obstáculos ainda persistam à plena expansão do modal aquaviário no país (49-54).
A banca terá de ler dezenas e dezenas de recursos, o que faz necessário tornar o trabalho do examinador mais fácil e menos desagradável. Não se esqueça, portanto, de indicar as linhas em que as respostas indicadas por você podem ser encontradas (não adianta tentar inferir algo e dizer que “est implícito” também; lembre-se de que a banca pode recusar seu recurso sumariamente, sem explicações muito convincentes, então evite motivos para irritar o examinador). Além disso, não acho aconselhável indicar quantos pontos você acha que devem ser majorados ou quantos pontos você precisa para a aprovação, para tentar convencer a banca emocionalmente. Se tem uma coisa que a banca não tem é coração, e esse tipo de informação pode implicar recusa imediata do recurso, com o argumento de que houve identificação do candidato.
Ao fim da resposta, caso ainda haja espaço, você pode indicar algo do tipo: “Por acreditar, portanto, que os pontos acima apresentados foram corretamente discutidos na resposta, solicito, respeitosamente, majoraç~o da nota” ou algo do tipo. Além disso, se você houver tirado menos da metade da pontuação da questão, pode, ainda, alegar que solicita a alteração para maior da pontuação, já que as principais temáticas suscitadas pela questão foram apresentadas, o que não justificaria o fato de a nota atribuída ser menor do que a metade da pontuação máxima da questão. Obviamente, mais uma vez, seja, sempre, cordial.
Quanto ao fato de o recurso ser feito em primeira ou em terceira pessoa, não há diferença, use o que achar melhor (pode, também, alternar). Com relação a alternar o tipo de recurso, vale, também, lembrar que não é recomendável usar a mesma introdução em todos os recursos de uma mesma matéria. Às vezes, o mesmo corretor faz a correção de mais de uma questão de uma disciplina, razão pela qual dois recursos com início idêntico, por exemplo, podem irritar o examinador e implicar recusa dos recursos. Não acho que seja obrigatório citar bibliografia no recurso, a menos que seja para pontos mais específicos. Fazer muitas referências bibliográficas pode parecer que você está tentando ensinar o examinador, o que pode não soar muito bem (embora isso pareça, muitas vezes, bastante necessário).
Os recursos são interpostos por meio de uma plataforma online disponibilizada na página do concurso, no site do Cespe. Você não precisa fazer os recursos todos de uma vez. Pode fazer um, salvá-lo e voltar depois, que os recursos já feitos estarão disponíveis (você poderá, inclusive, editá- los posteriormente, dentro do prazo de elaboração de recursos). Com a divulgação do resultado final da terceira fase, o Cespe também libera as respostas dos examinadores aos recursos pleiteados. Leia todas com atenção para o seguinte: confira, de acordo com as questões em que o examinador disse que iria deferir seu pedido, se sua nota naquela matéria foi, de fato, majorada. Nas respostas a meus recursos de Inglês, os examinadores indicaram que iriam me restituir 2 pontos, mas reparei que minha nota total na prova havia subido apenas 1. Entrei em contato com o Cespe, e fui instruído a solicitar recontagem de pontos pelo SAC, via email (apenas enviei o email solicitando a recontagem, constando, em anexo, cópia do CPF e da identidade). Depois de três dias, responderam que não havia nenhum problema de contagem de pontos, e tornei a entrar em contato, reclamando da contagem errada. No fim das contas, o ponto que me faltou não fez diferença para o resultado final, mas fiquem cientes de que, se isso acontecer com vocês, é recomendável entrar com recurso judicial.
Para a quarta fase, é mais tranquilo fazer os recursos, pois há, teoricamente, indicação clara dos erros e das notas parciais em cada quesito. Caso haja alguma discordância, você pode recorrer facilmente. O problema, na prova de 2011, é que as marcações da maioria das questões de Espanhol estavam ilegíveis. Por isso, não havia como fazer recursos pontuais. O recomendado foi que fizéssemos recursos mais gerais, solicitando revisão das correções atribuídas e recontagem dos pontos. Apesar disso, salvo engano, acho que não houve nenhuma modificação nas pontuações dos candidatos aprovados (os mesmos 26 primeiros colocados após o resultado provisório da quarta fase continuaram em suas posições e foram aprovados).
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.02.22 03:31 altovaliriano Harpa de Rhaegar nas criptas de Winterfell

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/07/31/the-secret-in-the-winterfell-crypts/
Autor: Cantuse
Título original: The Secret in the Winterfell Crypts

Eu tenho uma teoria sólida sobre um possível segredo que mudaria tudo que sabemos sobre as criptas de Winterfell:
A singular harpa de cordas de prata de Rhaegar está no túmulo de Lyanna.
--------------------------------------------------------
– Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
– Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo [...]
(ACOK, Daenerys IV)
Esta citação é sobre Aegon e se dá entre Elia e Rhaegar. Lembre-se do que Marwyn diz: "A profecia é como uma mulher traiçoeira" . Rhaegar pode estar errado sobre Aegon; ou, mais provavelmente, ele acredita que uma ou todas as três 'cabeças do dragão' são/é o príncipe que foi prometido.
Tematicamente, é mais sensato se Jon Snow for o Príncipe que foi prometido. Especialmente quando você considerar sua paternidade. Apenas combine as palavras Stark e Targaryen. Observe também que, se atualmente você acredita que os pais de Jon são Rhaegar e Lyanna, Jon é possivelmente um 'príncipe prometido', com base nas lembranças de Ned sobre as palavras finais de Lyanna: “Prometa-me, Ned” .

A QUESTÃO DA LEGITIMIDADE

Eu estava profundamente em conflito quando li A Dança dos Dragões pela primeira vez.
Eu sempre acreditei na teoria "R + L = J", então sabia que tinha um viés pessoal: que Jon deve ser um protagonista central e um verdadeiro 'Targaryen secreto', que esse Aegon VI ("Jovem Griff”) Era apenas um pretendente. Eu lutei com esse preconceito contra Aegon VI por algum tempo, sem respostas reais à vista. Intelectualmente, sabia que não poderia responder à pergunta de quem é realmente legítimo.
* * *
Comprovando legitimidade
Ocorreu-me então que havia um método mais prático de abordar a questão, a formação de uma pergunta que fornece possíveis respostas ao mistério: "Como uma pessoa prova legitimidade?"
Isso representa um desafio para Aegon e Jon. Olhando para eles de perto:
Não basta aparecer como um Targaryen ou se declarar um; você precisa de legitimidade, precisa de provas. Os senhores de Westeros já duvidam de sua legitimidade, então ele deve provar ou subjugar todos eles. Em algum momento, ganhar vassalos com uma pretensão legítima será mais valioso do que conflito. Também não ajuda que ele seja apoiado pela Companhia Dourada. Diz bastante que ele e seus conselheiros saibam disso, e é por essa razão que ele está inicialmente empenhado em garantir a mão de Daenerys no casamento; assima ele terá o sangue dela e seus dragões para estabelecê-lo.
Ele está supostamente morto, mas lembre-se: se a noção de estabelecer alguma conexão entre Jon e Rhaegar for importante para a história, independentemente do status vital dele, essa teoria ainda será útil. Ninguém além de Howland Reed tem conhecimento da hereditariedadede Jon, então ele não teria necessidade de encontrar algo parecido com essa harpa. Mas para aqueles de nós que gostariam de vê-lo revelado como Targaryen bastardo ou verdadeiro, Azor Ahai ou o príncipe prometido, ele também deve provar isso a si mesmo e/ou aos demais.
O próximo passo lógico é perguntar: "O que reforçaria significativamente uma pretensa ascendência Targaryen?"
Observe que não há Targaryen vivo e universalmente reconhecido (fora Daenerys) que possa garantir a autenticidade de uma pessoa. Isso também é verdade para um não-Targaryen que tenha amplo conhecimento da legitimidade de um candidato. Assim, não há pessoas vivas que possam declarar genuína e legalmente uma pessoa como um verdadeiro Targaryen, apenas pela força da palavra. Isso seria verdade tanto para Jon Connington quanto para Stannis e Howland Reed.
Simplificando, os nobres de Westeros não têm razões intrínsecas para assumir que um candidato é legítimo apenas com base em palavras.
* * *
A necessidade de evidência
Conseqüentemente, os senhores de Westeros precisarão de evidências objetivas e físicas de legitimidade antes que possam ponderar seriamente a autenticidade de um suposto Targaryen.
Mas que tipo de evidência causaria esse tipo de contemplação?
Meus primeiros pensamentos foram para as espadas valirianas Irmã Sombria e Fogonegro.
Infelizmente, ambas as espadas estão associadas a linhagens bastardas de Targaryen, cada uma manchada por histórias que realmente prejudicariam qualquer reivindicação de legitimidade.
As duas também permaneceram invisíveis por vários anos. Portanto, podem haver sérias questões logísticas sobre se elas permaneceram em famílias de sangue Targaryen verdadeiro ou bastardo: não existe uma "cadeia de custódia " confiável para sugerir que um portador atual tenha algum legítimo relacionamento com a dinastia Targaryen.
Portanto, parece que a ideia de que as lâminas Targaryen possam demonstrar legitimidade é, na melhor das hipóteses, incerta. Mas a exploração da ideia não foi sem benefícios: chegamos a uma constatação valiosa.
Nós, leitores, sabemos inerentemente que, se algum tipo de prova exsistir, será algo que é:
  1. Bem conhecido pelos grandes senhores e damas do reino,
  2. Universalmente reconhecido como um símbolo da verdadeira linhagem Targaryen,
  3. Possui uma forte cadeia de custódia,
  4. E de alguma forma demonstra a hereditariedade de um pretendente.
* * *
Usando informações meta-textuais
Também podemos explorar algum conhecimento de fatores que existem fora dos próprios livros .
No quinto livro de uma série de sete livros, seria um pouco sofisticado introduzir uma nova evidência na história, apenas com o objetivo de responder ao enigma da legitimidade. Provavelmente seria visto pelos leitores como uma desculpa esfarrapada, um artifício inventado para que Martin se livrasse de um problema no qual ele mesmo havia se metido.
Martin já declarou que quer evitar escrever esse final para a série porque estava descontente com o final de Lost . Além disso, conhecendo a preferência de Martin por implementar indícios subliminares de eventos futuros, a evidência que será usada é provavelmente algo que está debaixo de nossos narizes . O tipo de coisa que vamos nos surpreender quando olharmos em retrospectiva.
* * *
Um momento Eureka!
Lá estava eu, fazendo um brainstorming de todos os artefatos, volumes e tesouros possíveis dos Targaryen em que eu pudesse pensar. Em certo momento, eu estava em uma divagaão, ruminando sobre as seguintes passagens:
Quando criança, o Príncipe de Pedra do Dragão era extraordinariamente dado à leitura. Começou a ler tão cedo que os homens diziam que a Rainha Rhaella devia ter engolido alguns livros e uma vela enquanto ele estava em seu ventre. Rhaegar não tinha nenhum interesse pelas brincadeiras das outras crianças. Os meistres ficavam assombrados com sua inteligência, mas os cavaleiros do pai trocavam gracejos amargos sobre Baelor, o Abençoado, ter renascido. Até que um dia o Príncipe Rhaegar encontrou algo em seus pergaminhos que o mudou. Ninguém sabe o que pode ter sido, só se sabe que o garoto apareceu no pátio uma manhã, no momento em que os cavaleiros vestiam as armaduras. Foi direito a Sor Willem Darry, o mestre de armas, e disse: “Vou precisar de espada e armadura. Parece que tenho de ser um guerreiro.”
(ASOS, Daenerys I)
– A perícia do Príncipe Rhaegar era inquestionável, mas ele raramente entrava nas liças. Nunca gostou da canção das espadas, como Robert ou Jaime Lannister gostavam. Era algo que tinha de fazer, uma tarefa que o mundo tinha lhe atribuído. Desempenhava-a bem, pois fazia tudo bem. Era essa a sua natureza. Mas não tirava dela nenhuma alegria. Os homens diziam que o Príncipe Rhaegar gostava muito mais da harpa do que da lança.
(ASOS, Daenerys IV)
– Mas que torneios meu irmão ganhou?
– Vossa Graça. – O velho hesitou. – Ele ganhou o maior torneio de todos.
(ASOS, Daenerys IV)
– Sim. E, no entanto, Solarestival era o lugar que o príncipe mais amava. Ia para lá de tempos em tempos, acompanhado apenas de sua harpa. Nemmesmo os cavaleiros da Guarda Real o serviam ali. Gostava de dormir no salão arruinado, sob a lua e as estrelas, e sempre que regressava trazia uma canção. Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
O que surge daí é que parece que Rhaegar tinha a intenção de ganhar o Torneio em Harrenhal por algum motivo, mas estava muito pouco interessado em cavalaria e combate. De fato, é fortemente demonstrado que Rhaegar estava muito mais interessado em tocar sua harpa e ler pergaminhos antigos.
De repente, tive um pensamento radical!
E se Rhaegar nunca quis ser um lutador, mas apenas o fez para conhecer Lyanna. E, portanto, fora esse torneio, ele preferisse apenas continuar tocando sua harpa !?
Essa ideia pode não ser verdadeira e não é realmente importante para a teoria deste ensaio. O que importa é que a harpa assomou-se em minha mente.
Foi quando a epifania me atingiu como uma bigorna:
É aquela maldita harpa.
A idéia rapidamente se formou: a harpa de Rhaegar seria central para estabelecer a autenticidade . Atende quase imediatamente a todos os requisitos que estabeleci acima, em um nível mais preciso e objetivo do que qualquer sugestão concorrente.
* * \*

A força de uma harpa

Então, como a harpa de Rhaegar atende aos três requisitos que eu expus na seção anterior?
  1. Como sabemos que é bem conhecido em Westeros?
  2. Como sua autenticidade pode ser confirmada, como um sinal da verdadeira herança Targaryen?
  3. Como podemos verificar se ela possui uma forte cadeia de custódia, indicando que não caiu nas mãos de um pretendente inescrupuloso?
  4. Como um objeto como a harpa realmente prova a herança do sangue?
Reconhecimento: Um Instrumento Bem Conhecido
Em primeiro lugar, existem muitos personagens importantes que fornecem lembranças ou observações específicas sobre a harpa de Rhaegar:
Quando se ouvia o príncipe tocar sua harpa com cordas de prata e cantar a respeito de penumbras, lágrimas e a morte de reis, era impossível não sentir que ele estava cantando sobre si e sobre aqueles que amava.
(ASOS, Daenerys IV)
Dany não conseguia abandonar o assunto.
– É sua a canção de gelo e fogo, disse meu irmão. Tenho certeza de que era meu irmão. Não Viserys, Rhaegar. Tinha uma harpa com cordas de prata.
O franzir de testa de Sor Jorah aprofundou-se tanto que as sobrancelhas se juntaram
– O Príncipe Rhaegar tocava uma harpa assim – ele anuiu. – Viu-o?
(ACOK, Daenerys IV)
De noite, o príncipe tocou a harpa de prata e a fez chorar. Quando lhe foi apresentada, Cersei quase se afogou nas profundezas de seus tristes olhos púrpura..
(AFFC, Cersei V)
No banquete de boas-vindas, o príncipe pegara sua harpa de cordas prateadas e tocara para eles. Uma canção de amor e perdição, Jon Connington se lembrou, e toda mulher no salão chorava quando ele abaixou a harpa.
(ADWD, O Grifo Renascido)
Cada um dos personagens mencionou especificamente a característica singular da harpa de Rhaegar: suas cordas de prata (Cersei se refere ao instrumento como uma 'harpa de prata', completamente de prata).
Não estamos sequer contando os inúmeros outros óbvios que viram a harpa em qualquer uma das muitas apresentações de Rhaegar.
Dada toda essa ênfase, parece inteiramente razoável concluir que a harpa de Rhaegar poderia ser facilmente reconhecida por vários (talvez muitos) personagens de Westeros.
Dito de outra forma:
A harpa de Rhaegar é facilmente reconhecida por sua característica singular: suas cordas de prata.
Muitos personagens específicos viram e lembram distintamente desse detalhe.
Existem muitos outros personagens inominados que viram a harpa também.
Assim, cumprimos nosso primeiro requisito, a harpa é realmente bem conhecida em Westeros.
* * *
Autenticidade: o sinal de um príncipe Targaryen
O segundo critério é verificar se a harpa é realmente um sinal de ascendência Targaryen.
O maior problema aqui é o óbvio: possuir a harpa (ou qualquer relíquia semelhante) não estabelece automaticamente a linhagem Targaryen . Um ladrão de sepulturas não pode se proclamar descendente de um faraó simplesmente porque saqueou uma tumba egípcia.
Isso cria um problema óbvio para a teoria da harpa (ou qualquer outra teoria de ancestralidade das relíquias de Targaryen). A resolução desse problema requer duas coisas:
É justo dizer que existem vários artefatos dos Targaryen que, após inspeção cuidadosa, podem ser reconhecidos como autênticos: as espadas valirianas, as coroas de Targaryen e assim por diante. No entanto, a maioria deles está ausente da história há décadas, o que significa que há cada vez menos pessoas que continuam vivas para garantir sua autenticidade.
Da mesma forma, outras teorias sobre os objetos existentes que conferem legitimidade também são igualmente dificultadas pela incapacidade de estabelecer sua autenticidade. A idéia popular de que uma capa nupcial Targaryen possa existir, indicando uma união legítima entre Rhaegar e Lyanna, é vulnerável às perguntas extremamente básicas de "Quem realmente a fez?" e "Por que nunca vi isso antes?". Um argumento subseqüente é que qualquer objeto ou evidência que exista também deve ser difícil de falsificar ou replicar.
Essencialmente, o que você precisa é de um objeto que possa ser reconhecido como autêntico por vários indivíduos vivos. Também seria de grande valor se esses indivíduos representassem conjuntos de interesses múltiplos e distintos. Muito parecido com um álibi ou um conjunto de testemunhas de um crime, você não deseja coletar seus fatos de fontes tendenciosas: as pessoas têm muito mais probabilidade de apoiar a autenticidade se sentirem que a afirmação disso é verdadeira e objetiva.
Como observei na seção anterior, a harpa de Rhaegar certamente se qualifica como um objeto que sabemos ter sido visto por muitas pessoas que ainda vivem (muitas delas relativamente jovens). Também foi expressamente mencionado por vários personagens diferentes e opostos. Isso reforça a noção de que esses personagens saberiam que a harpa autêntica seria verdadeira, mesmo que sua posição pública fosse diferente. Também ajuda que os leitores tenham recebido uma descrição da harpa com relativa distinção; assim, os leitores também estão em posição de apreciar a suposta validade de uma harpa.
Então você pode ver que a harpa de Rhaegar tem o status singular de ser uma relíquia quase certamente: afiliada aos Targaryens, reconhecida como autêntica por muitos senhores e senhoras vivos vivos, de diferentes alianças, e pelos próprios leitores.
* * *
Domínio: Uma Cadeia de Custódia
Mesmo que haja consenso entre personagens sobre a autenticidade da harpa, ela não prova nada. Se uma relíquia não prova linhagem, o que provaria? Por que então uma relíquia seria valiosa?
Para estabelecer qualquer confiança de que a propriedade da harpa implica hereditariedade, primeiro devemos mostrar que a harpa não estava em uma posição em que um pretendente inescrupuloso possa tomá-la. Devemos mostrar que ele passou de Rhaegar para seu novo proprietário por meio de um método que não apresentava exposição ou risco de adulteração.
Além disso, a posse ou o recebimento da harpa por qualquer requerente deve ser testemunhada. Especificamente, isso deve ser testemunhado por indivíduos cuja autoridade e honra estão além da censura.
O que isso significa para a harpa é que, onde quer que esteja (se ainda existir), sua aquisição deve ser documentada ou observada por vários senhores proeminentes de Westeros. Também deve ser demonstrado que a harpa esteve em um local onde podemos confiar que não foi violada ou perturbada por falsos pretendentes. Assim, dada a ausência de um verdadeiro dono Targaryen, documentado ou verdadeiro, o melhor lugar para a harpa seria em um cofre ou túmulo de algum tipo. Um que poderia ser razoavelmente determinado como não sendo adulterado.
Dado que a harpa ficou invisível há anos, sua cadeia de custódia seria melhor determinada caso a harpa tivesse sido mantida em segurança em um cofre ou outro equivalente confiável.
Se, de fato, a harpa está localizada em um cofre, túmulo ou outra forma de proteção fisicamente segura; com seu depósito e saque legalmente testemunhados por um quorum de senhores; podemos ter razoável certeza de que o histórico da harpa não está contaminado.
* * *
Patrimônio: Estabelecendo uma Conexão de Sangue
Mesmo que um personagem acredite que a harpa é real e tenha uma sólida cadeia de custódia, isso não significa que quem a tiver recebe automaticamente a herança Targaryen.
Isso seria verdade para qualquer objeto destinado a estabelecer a legitimidade de uma pessoa.
Para tanto, seu objeto deve estar em conformidade com um dos seguintes itens:
Não há indicações ao longo dos livros de que a própria harpa possa apontar para qualquer sucessor. Isso poderia ser dito de qualquer evidência, seja uma capa, uma espada ou uma coroa.
Naturalmente, isso significa que deve haver algo mais que confira ancestralidade sanguínea. A harpa então atua como alavanca, aumentando a validade da reivindicação e, no melhor dos cenários, estabelecendo o que poderia ser razoavelmente chamado de "preponderância de prova".
Embora a descoberta da harpa possa colocar muitas pessoas a ponderar, ela não estabelece relações de sangue por si só. Alguma outra evidência precisa ser usada.
No entanto, a harpa pode ajudar drasticamente a legitimidade dessa evidência.
Discuto essa possibilidade em uma seção posterior deste ensaio. Por enquanto, vamos deixar de lado a questão.
* * \*

Um instrumento deixado para trás

Agora eu gostaria de compartilhar a história de como a harpa de Rhaegar acaba no túmulo de Lyanna.
Primeiro, reconheço que não posso provar dedutivamente que a harpa está no túmulo de Lyanna. Em vez disso, especulei sobre as circunstâncias que a levaram a estar lá, com um alto grau de confiança na resposta resultante. Eu então ponderei essa teoria contra alternativas usando as noções de 'menos complicado' e 'mais relevante para a narrativa' para chegar à conclusão de que isso é mais provável do que qualquer alternativa. É uma peça do quebra-cabeça que resolve mais partes do quebra-cabeça do que qualquer outra opção.
As circunstâncias e os motivos a respeito de como a harpa acaba no túmulo de Lyanna são melhor descritos como uma sequência de eventos:
Primeiro, Rhaegar deixou a harpa na Torre da Alegria
Rhaegar adorava tocar sua harpa. É algo que todo mundo familiarizado com ele diz. Ele foge com Lyanna por quase um ano antes de retornar a Porto Real e subsequente ruína no Tridente. É improvável que Rhaegar deixasse sua harpa para trás quando se dirigiu para a Torre da Alegria.
Após a eclosão da rebelião de Robert, parece que ele esperou até ficar claro que Lyanna estava grávida. Supondo que ele planejasse voltar, é provável que ele não levasse à guerra coisas que ele não planejava usar ou pudesse pegar de volta. Levá-la à guerra ou a Porto Real também coloca em risco de ser destruída caso ele a perca. Ele também pode ter deixado-a para trás como um símbolo para Lyanna de sua afeição e da promessa de voltar.
No mínimo, não houve menção a ela em nenhum momento durante ou após a Rebelião de Robert , o que implica que ela desapareceu em algum ponto. Dado que a harpa sempre foi mencionada como estando na posse de Rhaegar, é lógico que ele estava no controle da disposição da harpa. Embora seja verdade que a harpa poderia simplesmente ter sido destruída no Tridente, alguém poderia imaginar que Rhaegar teria agido para impedir que a harpa chegasse perto da batalha, e se a harpa foi mantida no acampamento de Rhaegar, por que não há menção de como foi descartada?
Além disso, Rhaegar pode ter calculado as chances de sua própria morte. É interessante notar pelas citações acima que Rhaegar não estava interessado em torneios e até foi derrotado neles. Talvez realmente seu treinamento militar se limitasse àquilo que tivesse relação com os segredos que ele descobriu em seus pergaminhos. Tendo em conta que o lugar em que ele venceu mais proeminentemente foi em Harrenhal, parece razoável que ele apenas tenha participado na medida em que aquilo se adequasse a quaisquer profecias que ele houvesse descoberto.
Isso talvez seja um indício de que Rhaegar sabia que Robert poderia derrotá-lo, tanto por ter sido derrotado em torneios antes, quanto pelo fato de que talvez as profecias de Rhaegar indicassem que sua vitória em Harrenhal era o que importava, e não sua vitória no Tridente. Considerando-se que Rhaegar não mostra tal fatalismo em sua conversa final com Jaime, estou inclinado a acreditar que Rhaegar não tinha certeza do resultado glorioso da batalha e havia se preparado de acordo.
A harpa também é uma ferramenta poderosa . Deixá-la para trás também pode ter sido uma tentativa deliberada de deixar um dispositivo que de alguma forma poderia ser usado posteriormente por aqueles que sobreviveram a ele. Isso seria particularmente verdadeiro se Rhaegar pensasse que a harpa poderia ser usada para estabelecer seu consentimento ou a afirmação de algum tipo de evento ou agenda controversa. Isso pareceria particularmente provável se estivesse convencido de que o referido evento ou agenda era fundamental para as profecias com as quais ele era tão fiel.
Considerando-se os argumentos extremamente persuasivos para Jon Snow ser filho de Rhaegar e Lyanna, começa-se a suspeitar que Rhaegar pode ter deixado a harpa para trás como parte de um esquema para estabelecer a hereditariedade ou legitimidade de Jon.
Isso seria baseado no fato de que sua harpa é tão singular que sua presença no lugar errado sugeriria uma conexão com Rhaegar. Se Lyanna - supostamente sequestrada por Rhaegar - tivesse surgido com um bebê recém-nascido e, entre outras evidências, a harpa, teria sido um argumento convincente.
No entanto, isso não aconteceu. Lyanna morreu na Torre da Alegria. Nenhuma criança, harpa ou pretensão surgiu.
Em vez disso, sabemos o que realmente aconteceu: a Batalha do Tridente, a luta na Torre da Alegria. Prometa-me, Ned ; e uma cama de sangue.
Ou não sabemos?
* * *
O pedido de Lyanna no leito de morte
"Prometa-me, Ned."
Imagine alguém dizendo para você "Prometa-me, ". Imagine isso sendo dito várias vezes.
Se você é como eu, a coisa mais imediata que vem à mente é alguém pedindo que você faça algo que você relutaria em fazer ou algo em que eles não confiam que você fará.
Por exemplo, "Prometa que vai limpar essa bagunça" normalmente significa "Eu sei que você não quer fazer isso, mas por favor limpe essa bagunça".
Isso leva a um conjunto bastante óbvio de observações:
As pessoas não exigem que uma pessoa prometa fazer algo que ela faria naturalmente.
Precisamente o oposto, eles exigem a promessa de uma pessoa de fazer algo desconfortável, arriscado, inconveniente ou prejudicial.
Assim, a promessa de Ned a Lyanna provavelmente envolvia algo que não era fácil para ele.
Como outras teorias apontam, pedir para ser enterrado nas criptas de Winterfell parece ser um desejo mundano e prescindível de se fazer em seu leito de morte (um ponto que parecerá irônico depois que você ler essa teoria). Lembre-se de dois pontos que minam essa ideia:
1. A família Stark tem sido enterrada nas criptas de Winterfell há gerações, incluindo parentes como irmãos e irmãs.
[...] estavam agora quase no fim, e Bran sentiu-se submergir em tristeza. – E ali está o meu avô, Lorde Rickard, que foi decapitado pelo Rei Louco Aerys. A filha Lyanna e o filho Brandon estão nas sepulturas ao seu lado. Eu, não, outro Brandon, irmão do meu pai. Não era previsto que tivessem estátuas, pois issoé só para os senhores e reis, mas meu pai os amava tanto que as mandou fazer.
(AGOT, Bran VII)
2. Somente os Senhores de Winterfell e os Reis do Inverno anteriores têm estátuas.
É difícil imaginar que a promessa de Lyanna consistisse em pedir uma estátua a Ned em sua homenagem. Como mencionei, esse é um desejo aparentemente mundano e estúpido. E sinceramente um que Ned realmente teria pouca dificuldade em manter.
Portanto, parece inteiramente plausível, até lógico, que a promessa de Ned a Lyanna envolvesse algo diferente de sua estátua. Certamente algo de uma magnitude mais desconfortável para Ned. E é isso que ajuda a impulsionar as especulações subseqüentes.
Mais do que tudo, Ned odeia ver crianças mortas.
Ned ama muito sua família e está disposto a sofrer severos castigos e desonras quando necessário para proteger seus filhos. Mas isso vai além de sua carne e sangue: observe como ele luta fortemente contra a exigência de Robert de que uma Daenerys grávida seja morta, e como ele arrisca tudo e confronta Cersei sobre seu incesto, tudo porque ele quer evitar danos aos filhos dela.
Não tenho dúvidas de que, mesmo que Lyanna não tivesse pedido, Ned teria acolhido Jon. Não importa quantos desafios ele teria que enfrentar ao adotar Jon, ele o faria.
A promessa de Ned a Lyanna não envolvia criar Jon, já que Ned faria isso de qualquer maneira.
Mas voltando ao que eu disse sobre a natureza de pedir promessas aos outros, Lyanna provavelmente pediu que ele fizesse algo que ele estava apreensivo. O que parece provável é que ela estivesse pedindo para que ele preservasse a herança de Jon, para ser um dia compartilhada com Jon ou outras pessoas, algo que Ned nunca iria querer fazer .
Mais do que tudo, a promessa de Ned envolvia algo que colocaria em risco uma criança.
A criança mais relevante seria o filho em potencial de Lyanna.
A tarefa que colocaria o filho de Lyanna em maior perigo seria estabelecer sua herança. Especialmente se essa criança fosse legítima.
Lembre-se de que Ned já sofreu a perda de seu pai, seu irmão, possivelmente do meio-irmão e da meia-irmã de Jon, e estava testemunhando a morte de sua irmã. Qualquer homem são ficaria compreensivelmente traumatizado. Ele viu muita morte e guerra; muitas crianças mortas.
Com o aparente fim da dinastia Targaryen consolidado, não haveria razão prática para contar a Jon sua ascendência. Fazer isso só reabriria as feridas que estavam começando a curar (naquela época), mancharia a imagem de Lyanna para o reino e provavelmente resultaria na morte de Jon, tanto como Targaryen quanto possivelmente como um pretendente bastardo (pense que a natureza de sua família lembra os bastardos da Rebelião Blackfyre). No mínimo, o desejo de Robert por sangue Targaryen exigiria a morte de Jon.
Existem várias razões possíveis para Lyanna querer que Jon conheça sua linhagem :
Eu suponho que Ned argumentaria verbalmente que nunca contaria a Jon, ou que Lyanna sabia implicitamente que ele não queria. Estou inclinado a acreditar na primeira opção, que Ned iria contra o pedido de Lyanna falando sobre as mortes de Aegon e Rhaenys. Talvez então Lyanna simplesmente exigisse uma promessa ou depois o enganasse de alguma maneira.
* * *
[Continua nos comentários]
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2020.02.08 00:45 altovaliriano Quem mandou Mandon Moore matar Tyrion?

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/1c8sa9/spoilers_all_complete_analysis_who_was_mandon/
Autor: Galanix (moderador do asoiaf)
Título original: Complete Analysis: Who was Mandon Moore's Blackwater patron?

Durante a Batalha da Água Negra, Sor Mandon Moore tenta matar Tyrion na ponte de navios, mas falha devido à intervenção de Podrick Payne. Depois, Tyrion parece totalmente convencido de que Cersei foi quem colocou Moore nisso, mas não acredito que este seja esse o caso.

QUEM FOI MANDON MOORE?

Jaime o descreveu como um dos homens mais perigosos da Guarda Real, porque seus olhos não revelavam nada. Ele geralmente não era querido e até riu de Barristan depois que este foi expulso da Guarda Real. Durante a revolta em Porto Real, após a partida de Myrcella, Mandon abandonou Sansa (a quem ele foi encarregado de proteger) e, em vez disso, protege Joffrey. Tyrion mais tarde o repreende por isso.
Varys nos dá a melhor panorama sobre Sor Mandon quando Tyrion o questiona:
Bronn tinha desenterrado tudo que pôde sobre Sor Mandon, mas não havia dúvida de que Varys poderia lhe dizer muito mais... se decidisse dividir o que sabia.
– O homem parece ter sido bastante desprovido de amigos – disse Tyrion, com cautela.
– Lamentavelmente – disse Varys –, oh, lamentavelmente. Talvez conseguisse encontrar alguns familiares se revirasse algumas pedras no Vale, mas aqui... Lorde Arryn trouxe-o para Porto Real e Robert deu-lhe seu manto branco, mas temo que nenhum dos dois gostasse muito dele. Nem era o tipo de homem que os plebeus aplaudem nos torneios, apesar de sua indubitável perícia. Ora, até seus irmãos da Guarda Real nunca chegaram a nutrir por ele amizade. Certa vez, ouviram Sor Barristan dizer que o homem não tinha nenhum amigo fora a espada e nenhuma vida para além do dever... mas, entenda, não creio que Selmy dissesse isso inteiramente como elogio. E isso é estranho, se pensarmos no assunto, não é? Daria para dizer que são essas as exatas qualidades que procuramos para a nossa Guarda Real... homens que não vivem para si, mas para o seu rei. Visto sob essa luz, nosso bravo Sor Mandon era o perfeito cavaleiro branco. E morreu como um cavaleiro da Guarda Real devia morrer, de espada na mão, defendendo um homem do sangue do rei. – O eunuco brindou-o com um sorriso bajulador e observou-o atentamente.
Tentando assassinar um homem do sangue do rei, você quer dizer. Tyrion perguntou-se se Varys saberia mais a respeito do que estava dizendo.
(ASOS, Tyrion II)
A partir disso, sabemos que Sor Mandon veio originalmente do Vale e foi trazido a Porto Real por Jon Arryn. Também vemos que ele tinha poucos amigos e aparentemente não tinha lealdade, a não ser ao seu próprio dever. Quem o mandou matar Tyrion? Vamos explorar os candidatos ...

MOTIVOS PRÓPRIOS

É possível que Sor Mandon tenha matado Tyrion por sua própria vontade. Ele é geralmente um personagem não reativo, mas alguém poderia poderia arguir que Tyrion o antagonizou. Sor Mandon estava aparentemente familiarizado com Sor Vardis Egen - o homem que Bronn matou no julgamento de Tyrion no Ninho da Águia. Essa informação é usada para zombar de Ser Mandon quando Tyrion o conhece:
– Sor Mandon, não conhece os meus companheiros. Este é Timett, filho de Timett, Mão Vermelha dos Homens Queimados. E este é Bronn. Lembra-se de Sor Vardis Egen, que era capitão da guarda doméstica de Lorde Arryn?
– Conheço o homem.
Os olhos de Sor Mandon eram cinza-claros, estranhamente descorados e sem vida.
– Conhecia – corrigiu Bronn, com um fino sorriso. Sor Mandon não se rebaixou a mostrar que o tinha ouvido.
(ACOK, Tyrion I)
Mais tarde, Sor Mandon é designado como guarda pessoal de Sansa quando ocorre a revolta após a partida de Myrcella. Tyrion o repreende e a Sor Boros por não terem protegido:
– Sor Mandon, você era o escudo dela.
O homem permaneceu impassível: – Quando atacaram Cão de Caça, pensei primeiro no rei.
[...]
Tyrion tinha engolido o máximo que conseguia.
– Que os Outros levem a porra de seus mantos! Tire-o, se tem medo de usá-lo, maldito imbecil… Mas encontre Sansa Stark ou, juro, mandarei que Shagga abra essa sua cabeça feia para ver se há alguma coisa aí dentro além de chouriços.
(ACOK, Tyrion IX)
Com base nas citações acima, é possível que Sor Mandon tivesse ressentimento de Tyrion e decidiu lidar com o assunto por conta própria no Água Negra. No entanto, não acho que Sor Mandon seja do tipo que tome uma atitude tão ousada contra alguém da família real sozinho. Além disso, essa é a opção apresenta com menos significado literário e tudo me parece fútil se ninguém mais estiver por trás disso.

CERSEI

Claramente, Cersei tinha os motivos para matar Tyrion. Em geral, havia pouco amor entre os dois. Ele havia recentemente tomado Tommen como refém, mandado Myrcella para Dorne e ela acreditava que ele era seu valonquar .
O próprio Tyrion acredita que ela é a opção da mais óbvia:
Cersei deve lhe ter pago para se assegurar de que eu nunca voltaria da batalha. Por que outro motivo teria feito aquilo? Nunca fiz a Sor Mandon nenhum mal, que eu saiba. Tyrion tocou o rosto, puxando a carne esponjosa com dedos grossos e desastrados. Outro presente de minha querida irmã.
(ACOK, Tyrion XV)
Ali, na Fortaleza de Maegor, todos os criados eram pagos pela rainha, e por isso qualquer visitante podia ser outra das marionetes de Cersei, enviada para acabar o serviço que Sor Mandon tinha começado.
[...] Já estive aqui duas vezes e encontrei-o morto para o mundo.
– Morto, não. Embora minha querida irmã tenha tentado. – Talvez não devesse ter dito aquilo em voz alta, mas Tyrion já não se importava. Cersei estava por trás da tentativa de Sor Mandon de matá-lo, sabia disso emseu âmago.
(ASOS, Tyrion I)
No entanto, existem algumas razões pelas quais acho que Cersei não é a melhor opção:
Até Tyrion achou estranho que Cersei usasse Ser Mandon em vez dos outros três:
Sabia que Sor Meryn e Sor Boros pertenciam à irmã, e mais tarde Sor Osmund, mas permitira-se acreditar que os outros não tinham sido completamente perdidos pela honra.
(ACOK, Tyrion XV)
Além disso, quando Lancel relata a Cersei sobre o estado da batalha, ela diz para ele comunique a Tyrion como se esperasse que ele ainda estivesse vivo:
Quando Sor Lancel Lannister disse à rainha que a batalha estava perdida, ela virou a taça de vinho vazia que tinha nas mãos e disse: – Vá dizer isso ao meu irmão, sor – sua voz soava distante, como se a notícia não lhe interessasse grandemente.
(ACOK, Sansa VII)
Além disso, se Cersei queria que Tyrion morresse, matá-lo enquanto ele protegia a cidade e sua própria família parece estar fora do compasso até para ela. Mas se não foi Cersei, quem teria sido?

QUEM MAIS?

Tyrion certamente tinha seu quinhão de inimigos além de Cersei. Muitas pessoas tinha motivo para matá-lo:
Eu não acho que era qualquer uma das pessoas acima. Tywin estava fora guerreando e parece estranho nomear Tyrion como Mão para consertar as coisas apenas para matá-lo em um momento de incerteza. Pycelle estava trancado em uma masmorra e não tinha nenhum relacionamento com Sor Mandon até onde sabemos.
Joffrey certamente poderia ter ordenado a Sor Mandon e, tão cumpridor de seu dever como Mandon era, ele pode ter executado a ordem. Não há nenhuma evidência real a favor ou contra Joffrey, apenas considero esta uma escolha chata e sem inspiração.
Além disso, Joffrey estava cagando nas calças de medo durante a batalha e ele não queria Tyrion morto naquele momento em particular, porque o anão parecia ser o único capaz de manter a ordem das coisas.
Assim, restam duas pessoas que geralmente parecem estar por trás de tudo...

VARYS

Sabemos que a motivação de Varys neste ponto da história era enfraquecer o reino para que Aegon pudesse conquistá-lo mais facilmente. Mais tarde, ele mata Kevan por ser uma Mão muito competente e, sem dúvida, manipulou as circunstâncias para que Tyrion matasse Tywin pelas mesmas razões. Talvez ele quisesse matar Tyrion no Água Negra por ser uma mão competente também.
Desde a primeira citação acima, vimos que Tyrion suspeita que Varys sabe mais do que está falando sobre Sor Mandon. Há também a fala sobre como Varys "O eunuco brindou-o com um sorriso bajulador e observou-o atentamente.". Então, se Varys sabe mais do que está dizendo, por que ele está escondendo isso de Tyrion, a menos que ele seja o responsável?
Uma explicação é que, mesmo que Varys saiba que Mindinho fosse o mandante, serve a seus próprios interesses permitir que Tyrion pensasse que foi Cersei. Fica claro pelo que acontece mais tarde que Varys está preparando Tyrion para se tornar um ativo a ser usado em benefício de Aegon. Então, deixar Tyrion pensar que Cersei tentou matá-lo apenas promove a agenda de Varys, fazendo com que Tyrion se sentisse alienado de sua família e aumentasse sua probabilidade de se voltar contra eles.
Aparentemente, Varys não teve nenhum relacionamento com Sor Mandon, mas Varys é um agiota de informações, então ele possivelmente arranjou algo contra ele. Suponho que o tudo se resume a saber se você realmente acredita que Varys realmente queria Tyrion morto.
Eu sou da opinião de que ele estava preparando Tyrion para jogar a favor de seu time no segundo em que chegou a Porto Real, e não acho que ele quisesse acabar com uma peça tão valiosa quanto Tyrion ainda.
O que nos leva a ...

MINDINHO

Sor Mandon foi trazido do Val para Porto Real junto com Jon Arryn. Mindinho também foi levado a corte por Jon Arryn na mesma época, por isso é lógico que Mindinho e Sor Mandon tivessem algum tipo de relacionamento. Varys diz sobre Sor Mandon que " Lorde Arryn trouxe-o para Porto Real e Robert deu-lhe seu manto branco, mas temo que nenhum dos dois gostasse muito dele.". Se Jon Arryn nem sequer gostava de Sor Mandon, é bem possível que ele tenha entrado no serviço de Jon Arryn por recomendação de outra pessoa, e essa outra pessoa talvez fosse Mindinho.
Mindinho esteve em Ponteamarga durante a maior parte do tempo que antecedeu a Batalha do Água Negra, por isso levanta a questão de saber se ele poderia ter enviado a ordem a Sor Mandon para matar Tyrion. Com base em como ele foi capaz de comunicar instruções a Sansa via Dontos em Tormenta de Espada, podemos assumir que ele poderia ter enviado a ordem a Ser Mandon. Se não foi através do Dontos, teria sido através dos Kettleblacks, um dos quais (Osmund) está na Guarda Real com Sor Mandon.
Mas qual era o motivo de Mindinho? Em A Guerra dos Tronos, Mindinho diz a Catelyn que ele perdeu sua adaga valiriana de punho de osso de dragão (a mesma usada pelo fracassado assassino de Bran) em uma aposta para Tyrion. Isso se revelou uma mentira. A verdade é que Tyrion perdeu a adaga em uma aposta para Robert, e foi Joffrey quem deu a adaga ao assassino. É essa mentira que faz Catelyn prender Tyrion na Estrada do Rei.
Quando Tyrion chega a Porto Real como Mão, a questão da adaga surge com Mindinho:
– Essa também é uma bela faca.
– Ah, é? – havia travessura nos olhos de Mindinho. Puxou a faca e olhou-a num relance casual, como se nunca a tivesse visto antes. – Aço valiriano e um cabo de osso de dragão. Um poucosimples, no entanto. É sua, se quiser.
– Minha? – Tyrion deu-lhe um longo olhar. – Não. Penso que não. Minha, nunca – ele sabe, o canalha insolente. Ele sabe, e sabe que eu sei, e pensa que não posso encostar nele.
(ACOK, Tyrion IV)
Proteger essa mentira pode ser um motivo para Mindinho matar Tyrion, no entanto, ele não parece muito preocupado com isso. O fato de ele continuar carregando a adaga consigo na frente de Tyrion quase parece que ele o está provocando. A verdadeira mentira que Mindinho está tentando proteger vem mais tarde na conversa:
– Lysa é mais tratável do que Catelyn, sem dúvida… mas também mais temerosa, e, pelo que sei, odeia-o.
– Ela crê que tem bons motivos para isso. Quando fui seu hóspede no Ninho da Águia, insistiu que eu tinha assassinado seu marido e não se mostrou disposta a dar ouvidos a negações – Tyrion inclinou-se para a frente. – Se lhe entregar o verdadeiro assassino de Jon Arryn, poderá pensar melhor de mim.
Aquilo fez Mindinho endireitar-se.
– O verdadeiro assassino? Confesso que me deixa curioso. Quem tem em mente?
Foi a vez de Tyrion sorrir:
– Os presentes dou aos meus amigos, livremente. Lysa Arryn terá de compreender isso.
(ACOK, Tyrion IV)
Mindinho raramente é pego de surpresa e acho que Tyrion realmente o abalou aqui. A ironia é que Tyrion pensou que fora Pycelle quem envenenou Jon Arryn, não Mindinho. Mais tarde, Mindinho parece chateado quando descobre que Tyrion mentiu para ele sobre o noivado entre Myrcella-Robert Arryn:
– Gosto tanto de você como sempre gostei, senhor. Embora não aprecie que me façam de bobo. Se Myrcella se casar com Trystane Martell, dificilmente poderá se casar com Robert Arryn, não é mesmo?
– Não sem causar um grande escândalo – admitiu. – Lamento meu pequeno estratagema, Lorde Petyr, mas, quando conversamos, não tinha como saber que os homens de Dorne aceitariam minha oferta.
Aquilo não apaziguou Mindinho.
– Não gosto que mintam para mim, senhor. Deixe-me fora do seu próximo logro.
(ACOK, Tyrion VI)
Diante disso, fica claro que Mindinho tinha motivo, meios e oportunidade. Eu acho que ele é o candidato mais provável a ter ordenado a Sor Mandon que matasse Tyrion no Água Negra. É até possível que Mindinho tenha planejado que Tyrion fosse o culpado pelo assassinato de Joffrey mais tarde, o que seria a terceira vez em que ele tenta arruinar a vida de Tyrion.

TL; DR - Mindinho era quem estava por atrás de Mandon Moore na tentativa de matar Tyrion no Água Negra.

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2020.01.11 04:00 altovaliriano A identidade do Caçador Louco

Esta é uma micro-teoria, sobre um micro-personagem.
Antes de conhecermos Caçador Louco pela primeira vez, ouvimos seu apelido diversas vezes, desde o começo do capítulo (ASOS, Arya V). Somente com o decorrer do capítulo ficamos sabendo que ele também é considerado louco:
"[...] Foi o Caçador Louco que apanhou esses lobos."
"O Caçador Louco vai ouvir falar disso – ameaçou um homem. – E não vai gostar. Não vai gostar, não."
"[...] O Caçador Louco voltou, com mais um homem para as gaiolas."
(ASOS, Arya V)
Quando finalmente o homem aparece, estamos à procura de um líder de reputação das Terras Fluviais. Alguém temido em Septo de Pedra, a ponto de ser considerado como alguém influente o suficiente para que homens da Irmandade Sem Estandartes sejam ameaçados com a promessa de sua fúria.
Ao invés disso sua descrição é completamente decepcionante, bem como sua capacidade de assustar a Irmandade:
O Caçador revelou-se um homem atarracado, vestido de couro remendado castanho-amarelado, com os cabelos a rarear e um queixo recuado, além de briguento. No Septo de Pedra, ela achara que Limo e Barba-Verde ficariam em pedaços quando o enfrentaram ao pé das gaiolas para corvos, para reclamar o seu prisioneiro em nome do senhor do relâmpago. Os cães tinham-nos rodeado, farejando e rosnando. Mas Tom das Sete acalmou-os com sua música, Tanásia atravessou a praça como avental cheio de ossos e carneiro gordo, e Limo apontou para Anguy, à janela do bordel, em pé com uma flecha preparada. O Caçador Louco amaldiçoou-os todos, chamando-os de lambe-botas, mas acabou concordando em levar o homem que tinha capturado ao Lorde Beric para ser julgado.
(ASOS, Arya VI)
Em inglês, a expressão que se traduziu como "queixo recuado" foi weak chin, que só aparece em toda a saga apenas 6 vezes. Thoren Smallwood e Pycelle são descritos tendo esta característica, além do próprio Caçador Louco. Porém, metade das vezes em que weak chin aparece no texto é para descrever um Frey, a saber: Aenys, Cleos e Emmon Frey.
Este detalhe é curioso, pois o porte baixo, cabelos ralos ou inexistentes e comportamento irritadiço também são traços encontrados em outros Freys. Assim, muitos leitores começaram a suspeitar que o Caçador Louco poderia guardar algum sangue Frey consigo... apenas para serem surpreendidos com a descoberta de algo que estava nos apêndices dos livros desde A Fúria dos Reis:
– o filho de Aenys, AEGON NASCIDO-EM-SANGUE, um fora da lei,
A escolha de palavras é muito interessante. Aegon Frey (não confundir com Aegon "Guizo)", filho de Stevron) não é descrito como um mercenário ou cavaleiro livre. Tampouco é descrito como um homem da Irmandade sem Estandartes. Assim como o Caçador Louco não faz parte da Irmandade.
Por outro lado, Aegon Nascido-em-Sangue é filho de Aenys Frey, o único Frey cujo weak chin é citado duas vezes – sendo que ambas as citações foram feitas em A Dança dos Dragões. Ou seja, dois livros mais tarde. Em outras palavras, se GRRM está tentando acobertar conexões entre o Caçador Louco e Aenys Frey, ele está fazendo tudo certo.
Entretanto, a história do Caçador Louco permite que essa conexão seja feita? Aparentemente, não, pois o Caçador Louco teria uma irmã que era de conhecimento da Irmandade, o que tornaria difícil que boa parte das pessoas não soubesse que um ramo da Casa Frey estava entre a Irmandade:
– Quando os ocidentais chegaram, estupraram a mulher e a irmã do Caçador, passaram fogo em suas colheitas, comeram metade das ovelhas dele e mataram a outra metade por vontade de fazer mal. Também mataram seis cães e atiraram suas carcaças no poço. [...]
(ASOS, Arya V)
Alguns fãs tentaram arguir que a irmã, na verdade, seria sua cunhada. Mas a interpretação de texto revela claramente, tanto em inglês quanto em português, que este não é o caso.
Ainda assim, outros leitores sugeriram uma possibilidade intrigante. GRRM pode estar omitindo fatos relevantes de propósito para confundir os leitores. A irmã poderia, simplesmente, ser uma meia-irmã bastarda, o que não seria um grande salto de fé em comparação com o autor esconder o fato de que Aenys Frey tinha uma descrição similar a do Caçador Louco por 2 livros inteiros.
Assim, as portas continuam abertas.
O que nnguém parece capaz de explicar, no entanto, é qual seria o significado de se ter um Frey em meio à Irmandade Sem Estandartes? Era para que Senhora Coração de Pedra vire sua vingança contra um aliado da Irmandade e as pessoas sintam que sua sede por sangue Frey se tornou tão desenfrada e perigosa quanto a obsessão de Melisandre por sangue real? Ou seria para que Arya visse que nem todos os Freys são iguais quando retornasse a Westeros para vingar a morte do irmão mais velho e da mãe?
O que vcs acham?
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2019.11.11 05:53 jbonanzza Uma possível explicação(mesmo que lunática) sobre o que pode está por vir na próxima década.

boa noite sub,
Dado o momento histórico e que estamos vivenciado (e eu odiando por um dia desejar viver em um período histórico importante para a especie humana), me recordei um texto que li em meados de 2014/2015 sobre um relatório supostamente da CIA que informava sobre o avanço da 3 GUERRA MUNDIAL ou A SEGUNDA GUERRA FRIA, sobre como ela não seria espalhada por meios de tanques, misseis ou fileiras de soldados avançando contra um país inimigo ou sobre a ameça do hecatombe nuclear, mais sim infiltrando no governo inimigo agentes ou mesmo partidários alinhados com seus objetivos, seria uma guerra de narrativas, na qual ninguém conseguira confiar prontamente nas informações divulgadas, uma guerra na qual ocorreria nas ruas de forma silenciosa, dividindo as nações ao meio, quebrando o senso de unidade dos países, impedindo qualquer contrata ataque efetivo, já que o inimigo literalmente moraria na rua rua, estaria no seu trabalho, frequentaria a mesma igreja que você e nenhuma medida de contenção seria possível, visto que a opinião publica não saberia se posicionar de modo unilateral a fim de gera um esforço de guerra efetivo para um combate direto. Se tratava de um modelo de guerra nunca anteriormente visto, já que as pessoas estariam em preocupadas com o modelo de guerra anterior, mais tal qual a guerra de falanges e cavalarias se tornou obsoleta para as metralhadoras e bombardeios, sendo sucedidas para as trincheiras, essa que rapidamente se tornou inútil contra a guerra relâmpago e armas ligeiras, e tantas outras em sequência, hoje entramos em sobra de duvida na guerra cibernética e midiática, na qual a tecnologia e meios de comunicação consegue fazer mais estrago e trazer mais terror aos civis em métricas similares a possibilidade de um bombardeio atômico ou a noticia de uma força milita em curso contra um pais, a sociedade humana se encontra fragmentada em vários núcleos e com pouca ou nenhuma esperança pelo fim dos conflitos políticos, pelo contrario sabemos que a próxima década será ainda pior do que a que está atualmente se encerrando.
Ok falei demais aqui, não conseguir encontra mais o texto e são 2 da manhã, vou trabalha amanhã e entra na deep agora vai me deixa sem dormir para tenta localiza-lo. Sendo assim vou deixa um texto de um blog que possui uma analise sobre, um link na Wikipedia sobre guerra psicológica e um link de um site assumidamente esquerdista, apenas para um contrante sobre como este lado politico encara essa suposta teoria da conspiração.
“O papel dos meios não-militares para alcançar os objetivos políticos e estratégicos tem crescido e, em muitos casos, têm até excedido o poder da força das armas em sua eficácia”.
_"Valery Gerasimov, general russo, em artigo “The Value of Science in Prediction” sobre o crescimento do digital nas guerras contemporâneas.
“Há dois tipos de instituições, as que sabem que foram hackeadas e as que não sabem, mas já foram hackeadas de qualquer forma”.
Dmitri Alperovitch, co-fundador e CTO da CrowdStrike, empresa norte-americana especializada em segurança tecnológica.
Quando falo da Terceira Guerra Mundial não estou me referindo exatamente a que Donald Trump iniciou com seu ataque a Síria. Estou me referindo a guerra digital que invadiu a internet profunda, a deep web, fazendo a alegria dos hackers da Macedônia nas eleições norte-americanas, como hoje sabemos, mas que também ocupa os campos minados da preparação e estimulo a conflitos armados em várias regiões do Planeta. E que já está alimentando a guerra de Trump e Putin não é de hoje.
Todos os grandes governos e grupos militarizados do mundo mantém hoje tanto um permanente monitoramento dos atos de guerra, como também grupos de ação ativos na internet profunda. Fazem isso seja para arregimentar seguidores, como é o caso do Estado Islâmico, seja para fomentar contra-informação e ódio, aquecendo a ira por justiçamentos via conflitos bélicos. Fora a organização estratégica de combates e ações militares de campo propriamente ditas, apesar de estarem no aparentemente distante mundo virtual.
Na deep web você compra armas e bombas. E aprende a usá-las. Na deep web o Governo norte-americano fomentou informações sobre a existência de armamento nuclear no Iraque, o que ajudou a estimular a Guerra do Iraque. Na deep web Putin escancaradamente hackeou as eleições dos EUA (todos os órgãos de segurança do País sabiam disso, mas Obama teve receio de trazer o assunto à tona para não ser acusado de estimular a campanha de Hilary. Bom, deu Trump). Na deep web um grupo de hackers especializado em guerras chamado Duke invadiu, em 2014, o sistema digital de controle do Departamento de Estados dos EUA e, segundo as próprias autoridades norte-americanas, ficaram “donos” do sistema.
Segundo analistas do Pentágono, Departamento de Defesa e CIA, relata a revista New Yorker em excelente reportagem sobre o tema, Putin usa a deep web há alguns anos e seu objetivo não é simplesmente influenciar nos resultados das eleições dos EUA, como fez com êxito, mas desestabilizar todo o elo de alianças do Ocidente, minando-o com desinformação e fake news, estimulando revoltas armadas pontuais, enfraquecendo a imagem das suas lideranças. (Putin entendia Trump, pelo menos até os recentes ataques a Síria, como um boneco, um agente da desestabilização do maior País do mundo no comando da própria Casa Branca. Oba!). Num ataque militar a Georgia, enquanto aviões e tanques russos invadiam o território físico do País, hackekrs contratados pela Rússia na deep web derrubavam todos os seus sistemas de defesa no mundo digital.
Tá dando pra entender como as duas citações que usei aqui para iniciar este artigo têm razão?
Ainda como relata a New Yorker, também no lado russo há medo de tudo isso. Como declara Sergey Rogov, acadêmico chefe do instituto de estudos US/Canada em Moscou, um especialista em análises de guerra, “eu vivi boa parte da minha vida sob a égide da Guerra Fria e agora estamos de volta aqueles anos, num estado de instabilidade e risco potencial de conflito como eu nunca havia visto desde então”.
No SXSW deste ano, dois painéis, pelo menos, tocaram nesse tema (e como ando mais do que preocupado com ele e a deep web, eu assisti aos dois). O do especialista e consultor do Governo dos USA, Christopher White, em que vimos ao vivo a atividade da deep web em multicoloridos dashboards em tempo real. Ali, guerras estavam sendo arquitetadas. E o painel The Future of Warfare, de Will Rogers, diretor de Atividades Especiais do Pentágono, outro especialista do Governo norte-americano, em que ele nos mostrou, não sem certo orgulho, o grau de excelência de tecnologia digital do sistema de vigilância e segurança dos EUA. Nele, vimos que guerras reais podem parecer vídeo games, já que tudo é digitalizado e cada ação vira uma missão, uma fase do jogo.
Também os EUA têm seus grandes feitos na digitalização da guerra. São inúmeros, mas para ficar em apenas dois exemplos, em 2008, o país lançou um cyber-ataque contra o Irã que retardou toda e qualquer resposta militar de seu arsenal nuclear. Mantém hoje ativo, desde 2011, um sistema de contra-ataque cyber contra a China, outro inimigo que hackeia os EUA sempre que pode, permanentemente.
Estamos em um ponto de temperatura e pressão em que o mundo da internet profunda e o cyberwarfare instalado hoje no Planeta podem conduzir a conflitos armados num estalar de dedos. Ou num simples e hoje relativamente dominado ataque hacker.
Para finalizar aqui, fiquemos com algo assustador na cabeça: a ligação da tecnologia digital virtual com o campo de batalhas real é hoje de cem por cento. E na deep web, a Terceira Guerra Mundial já começou faz tempo"

Guerra psicológica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_psicol%C3%B3gica
Analise de blog de esquerda sobre uma possível Terceira Guerra.

Rumo à Terceira Guerra Mundial?, por Ruben Bauer Naveira

https://jornalggn.com.banalise/rumo-a-terceira-guerra-mundial-por-ruben-bauer-naveira/
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2019.10.04 00:10 KatakanBR1 🚨🚨Post contra os Transexuais 🚨🚨

NÃO, as pessoas não nascem Transexuais.
As pessoas com transexualismo, após a mudança de sexo, apresentam riscos consideravelmente mais altos de mortalidade, comportamento suicida e morbidade psiquiátrica do que a população em geral/ Mulheres para homens, mas não homens para mulheres, tiveram um risco maior de condenações criminais do que seus respectivos controles sexuais de nascimento. [12]
Por enquanto é só.... mais talvez eu expanda meu texto
Citações:
1.Diamond, M. “Transsexuality Among Twins: identity concordance, transition, rearing, and orientation.” International Journal of Transgenderism, 14(1), 24–38.
2.https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.3109/09540261.2015.1115754?scroll=top&needAccess=true&journalCode=iirp20
3.https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00332925.2017.1350804
4.https://blogs.bmj.com/bmjebmspotlight/2019/02/25/gender-affirming-hormone-in-children-and-adolescents-evidence-review/
5.https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26568492
6.https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27845262
7.https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnhum.2017.00528/full
8.De Vries ALC, Steensma TD, Doreleijers TAH, Cohen-Kettenis, PT. Puberty suppression in adolescents with gender identity disorder: a prospective follow-up study
9 https://williamsinstitute.law.ucla.edu/wp-content/uploads/AFSP-Williams-Suicide-Report-Final.pdf
10 https://www.cdc.gov/violenceprevention/pdf/suicide-datasheet-a.pdf
11 https://experts.umn.edu/en/publications/effects-of-perceived-discrimination-on-mental-health-and-mental-h-2
12.https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0016885
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2019.08.10 07:44 altovaliriano Loucura de Daenerys: realidade, politicagem ou ambas?

Após terminar Festim dos Corvos, me pareceu óbvio que Martin estava construindo terreno contra a reinvidicação de Daenerys para o trono (via insucesso de Cersei e Asha). Quando eu terminei Dança dos Dragões, concluí que o jogo político de Westeros apelaria para a loucura dos Targaryen, prescindindo absolutamente de provas, para descartar Daenerys em favor de Aegon.
Conforme o tempo passava, comecei a alimentar o desejo de que Daenerys parasse de ser personagem POV após "abraçar" o lema da família ("Fogo e Sangue"). Assim Martin nos manteria na ambiguidade, nos forçando a mudança de comportamento dela com base no POV dos outros personagens.
Porém, há opinião para todo lado. Por isso venho perguntar: vocês acham que a loucura será real, apenas uma forma de manchar a reputação de Daenerys ou será ambas as coisas?

Me deêm a liberdade de juntar aqui algumas citações:
(ASOS, Daenerys VI)
– Seu pai é conhecido em Westeros como “o Rei Louco”. Ninguém nunca lhe disse isso?
– Viserys disse. – O Rei Louco. – O Usurpador chamava-lhe assim, o Usurpador e seus cães. – O Rei Louco. – Era mentira.
– [...] A verdade é que queria observá-la durante algum tempo antes de lhe jurar a minha espada. Para me certificar de que não era... [...] louca – concluiu ele. – Mas não vejo na senhora a mácula.
– A mácula? – irritou-se Dany.
– Não sou um meistre para lhe citar história, Vossa Graça. Minha vida foram as espadas, não os livros. Mas qualquer criança sabe que os Targaryen sempre dançaram demasiado perto da loucura. Seu pai não foi o primeiro. O Rei Jaehaerys disse-me um dia que a loucura e a grandeza eram dois lados da mesma moeda. “Sempre que um novo Targaryen nasce”, disse ele, “os deuses atiram uma moeda ao ar e o mundo segura a respiração para ver de que lado cairá”.
Jaehaerys. Este velho conheceu o meu avô. Aideia obrigou-a a refletir. Amaior parte daquilo que sabia de Westeros tinha vindo do irmão, e o resto de Sor Jorah. Sor Barristan devia ter esquecido mais do que os outros dois algum dia souberam.
(ASOS, Daenerys VI)
– Meu pai era realmente louco? – perguntou antes de conseguir evitar. Por que é que eu perguntei isso? – Viserys dizia que essa conversa de loucura era uma manobra do Usurpador...
– Viserys era uma criança, e a rainha protegeu-o o máximo que pôde. Agora creio que o seu pai sempre teve em si um pouco de loucura. Mas era também encantador e generoso, de modo que suas pequenas falhas eram esquecidas. Seu reinado começou tão promissor... mas à medida que os anos iam passando, as falhas tornaram-se mais frequentes, até que...
(ADWD, Daenerys II)
Dany olhou para trás, em direção ao pé de caqui. Não havia nenhuma mulher ali. Nenhuma túnica com capuz, nenhuma máscara laqueada, nada de Quaithe.
Uma sombra. Uma memória. Ninguém. Ela era do sangue do dragão, mas Sor Barristan a avisara de que esse sangue tinha uma mácula. Estarei ficando louca? Eles haviam chamado o pai dela de louco certa vez.
– Estava rezando – disse para a garota naathi.
(ADWD, O Soprado pelo Vento)
Quanto mais Quentyn ouvia sobre Daenery s Targaryen, mais temia tal encontro. Os yunkaítas afirmavam que ela alimentava seus dragões com carne humana e que se banhava no sangue de virgens para manter a pele suave e flexível. Feijões ria disso, mas gostava das histórias sobre a promiscuidade dela.
– Um de seus capitães vem de uma linhagem na qual os homens têm membros com um metro de comprimento – contou para eles –, mas nem isso é grande o suficiente para ela. Ela cavalgou com os dothrakis e cresceu acostumada a ser fodida por garanhões, então agora nenhum homem pode preenchê-la.
E Livros, o esperto espadachim volantino que sempre parecia estar com o nariz enfiado em algum pergaminho farelento, achava que a rainha dragão era assassina e louca.
– O khal matou o irmão dela para que ela fosse rainha. Então ela matou o khal para se tornar khaleesi. Ela pratica sacrifício de sangue, mente com tanta facilidade quanto respira, se volta contra ela mesma por um capricho. Rompe tréguas, tortura enviados... o pai dela era louco também. Isso corre no sangue.
Isso corre no sangue. O Rei Aerys II era louco, toda Westeros sabia disso. Havia exilado duas de suas Mãos e queimado uma terceira. Se Daenerys é tão assassina quanto seu pai, ainda devo me casar com ela? O Príncipe Doran nunca falara sobre essa possibilidade.
(ADWD, Epílogo)
– [...] Temos essas histórias vindas do leste também. Uma segunda Targaryen, e uma cujo sangue nenhum homem pode questionar. Daenerys Nascida da Tormenta.
– Tão louca quanto o pai – declarou Lorde Mace Tyrell.
Que seria o mesmo pai que Jardim de Cima e a Casa Tyrell apoiaram até o amargo fim e muito além.
– Ela pode ser louca – Sor Kevan disse –, mas com tanta fumaça à deriva no oeste, certamente há algum fogo queimando no leste.
Grande Meistre Pycelle balançou a cabeça.
– Dragões. Essas mesmas histórias alcançaram Vilavelha. Demasiadas para não serem levadas em conta. Uma rainha de cabelos prateados com três dragões.
– Do outro lado do mundo – falou Mace Tyrell. – Rainha na Baía dos Escravos, sim. Seremos gratos se ficar por lá.
– Nisso concordamos – disse Sor Kevan –, mas a garota é do sangue de Aegon, o Conquistador, e não acho que ficará satisfeita em permanecer em Meereen para sempre. Se ela alcançar esta costa e unir forças a Lorde Connington e esse príncipe dele, falso ou não..
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.06.16 03:03 viniciusvmt1998 Aonde consigo ler as conversas vazadas do moro?

Procurei no Google, mas só acho as matérias sobre, com comentários e pequenas citações. Queria ler a conversa mesmo entre os dois, aonde consigo?
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2018.10.22 21:37 adolforobert Informação útil pros acadêmicos

Boa tarde rapaziada!
Como todo bom universitário brasileiro, to me ferrando pra terminar o TCC porque fui deixando tudo pro final e estou correndo atrás de muita coisa. Como estou com o c* na mão desnecessariamente, resolvi postar aqui um compilado de links de bibliotecas gratuitas, conferência de plágios, sinônimos, normas e tudo mais, pra quem quiser não passar o mesmo aperto que eu. Esses links foram reunidos pelos profissionais da Biblioteca aqui da facul, todo crédito pra eles. Eu só reuni e postei.
Espero que ajude alguém!
EDIT: Obrigado a todos que estão sugerindo mais links pra esse compiladão! Vou adicionando eles no final, e qualquer coisa é só ir mandando.
EDIT 2: valeu pelo feedback pessoal! Chegando no Pc já coloco todos os links novos aqui.
EDIT 3: Atualizado novamente!
https://drive.google.com/drive/mobile/folders/1yuB0njuvXlsqMkMsj6q-2kcmF4iL946Y
https://languagetool.org/
http://linguistica.insite.com.bcorpus.php
http://pt.wordcounter360.com/
http://www.writewords.org.uk/word_count.asp
https://www.ilovepdf.com/pt
https://smallpdf.com/pt
http://www.plagium.com/
http://plagiarisma.net/
https://sucupira.capes.gov.bsucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf
https://www.mendeley.com
www.myendnoteweb.com
https://www.zotero.org/
https://www.researchgate.net/
https://www.academia.edu/
https://avxhm.se/
https://pt.scribd.com/
https://archive.org/details/americana
http://gen.lib.rus.ec/
https://www.pdfdrive.net/
https://www.4shared.com/web/q#category=5
https://www.passeidireto.com/
Contribuição do u/mathlc :
Editor de LaTeX online: http://overleaf.com
Abreviar títulos de periódicos: https://marcinwrochna.github.io/abbrevIso/
Citações formato ABNT para LaTeX: https://www.abntex.net.b

Contribuição do u/l07k :
Sci-Hub - um site/sistema desenvolvido por Russos pra abrir artigos acadêmicos pagos. Basta pegar o número do DOI ou a URL do artigo pago e colar ali.
Library Genesis - um sistema de busca/download de livros, na maioria em inglês, mas é possível achar em português também!

Contribuição do u/ProfessionalToner :
http://www.citethisforme.com/pt - "Esse aqui salva vidas. Eu coloco o DOI e ele me dá a citação em ABNT."

Contribuições dos u/FabulousSucculent e u/let__it__be que eu não acredito que esqueci, já que é incrivelmente útil:
http://novo.more.ufsc.bhomepage/inserir_homepage - para citações e referências, inclusive da internet.
Contribuição do u/Haceus :
khanacademy
Contribuição do u/xloadx :
www.periodicos.capes.gov.br - para artigos online
Contribuição do u/FireLume :
http://gen.lib.rus.ec/
Contribuição do u/alons-ydoctor :
https://pt.sharelatex.com/project. - editor de LaTeX
Contribuição do u/ThgiBR :
https://guiadamonografia.com.bcomo-instalar-norma-6023/ - plug in de referências da ABNT
Contribuição do u/fan_of_the_pikachu :
O drive com as normas da ABNT está off, vou tentar dar um jeito e posto aqui a atualização!
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2018.10.09 06:17 Snydder (Muro de texto, mas com TL;DR) A desonestidade de algumas pessoas pode nos custar a nossa democracia. E não, o Bolsonaro não é o perigo.

Vi esse texto magnífico no Facebook, escrito pelo Bruno Kenji Nishiyama, e gostaria de compartilhar com vocês:
"Bom dia! Estou escrevendo esse texto para as pessoas com caráter e que realmente se preocupam (e precisam se preocupar) com a situação econômica do país, ou seja, as pessoas que trabalham, estudam e pretendem ter uma vida digna nesse país. Se você é do tipo que ja sofreu a lavagem cerebral e não se importa com as pessoas passando fome na rua, com os desempregados, etc pode me bloquear, excluir ou ignorar.
Quero tentar te convencer, nao a votar no Bolsonaro, mas a NAO VOTAR NO PT. Se você acha que é falta de respeito com tal minoria o voto no Bolsonaro, eu gostaria que você parasse pra refletir o que o seu voto no Haddad representa. Já que obviamente para estar pensando em votar no Haddad você nao pensou nisso ainda, eu vou tentar te mostrar. Seu voto no PT representa o apoio a um plano de governo nacional e internacional, que devastou (e ainda devasta) nosso continente, votar num partido que apoia publicamente narcoditaduras socialistas como a Venezuelana é uma ofensa, nao uma ofensa a x ou a y, é uma ofensa a um país inteiro, que sangra diariamente nas mãos de um ditador amigo e aliado de Lula e sua trupe, seu voto no PT, é um voto de auxilio a manutenção do poder dos ditadores bolivarianos, talvez a maior aberração histórica da nossa América Latina. Seu voto no PT é um tapa na cara de 64% da população venezuelana, que em 2014 ja haviam perdido em média 11kg por causa do regime que seus candidatos apoiam. Nao adianta nada pagar de bonzinho dizendo que o Brasil tem que receber os refugiados venezuelanos, se voce apoia um candidato que é aliado do governo venezuelano responsável por esses refugiados. Nossos irmãos venezuelanos, cubanos, nicaraguenses, etc já nos alertaram, porém a cegueira ideológica (ou talvez o mau caratismo) de certa parte da população brasileira é tamanha que ainda assim apoiam essa ideologia.
Então eu te garanto, seu voto no PT é um voto que representa tanto o anseio por viver sob uma ditadura socialista bolivariana como a de Maduro, quanto um voto que representa o ódio e o descaso direcionado aos mais de 600 mil refugiados venezuelanos somente na Colômbia (números que se comparam aos refugiados sirios na alemanha) e aos que ainda padecem nas mãos dessas ditaduras de esquerda, que mutilam sua população para se manter no poder. Meus parabéns, você é cúmplice de uma das maiores crises humanitarias que nosso continente já viveu. Sua dívida histórica com os nossos vizinhos é eterna e eu sinto vergonha de ser seu amigo por isso."
Eu escrevi algumas coisas para complementar com minhas palavras quando compartilhei, e acho interessante postar aqui pois pode agregar mais à essa discussão.
"Talvez, como ele disse no final, eu não sinta vergonha de ter amigos que votam no PT nesse segundo turno, mas ainda acho que esse partido já se saturou por aqui. Governaram por mais de uma década e o país nunca esteve tão ruim.
Vamos unir a população! É melhorando a empregabilidade com a facilitação do empreendedor para abrir um novo negócio que geramos empregos. Fazendo negócio com o mundo todo, não só com países que matam sua população como a venezuela, faremos a economia girar. Só com o Bolsonaro no segundo turno, o dólar caiu um pouco mais ainda!
Temos que ter um país que ensina as pessoas a serem independentes, não um que só dá esmola. Sim, o bolsa família ajudou e ajuda muita gente, mas isso tem que ser o ponto de início! Com escolas melhores, mais empregos e menos protecionismo / impostos, tenho certeza que a situação poderá melhorar muito nesses 4 anos seguintes.
Concordo, ele não é o mais preparado. Ele pode não ser o candidato perfeito, mas é o que temos. Se o Amoêdo tivesse alguma chance, apesar de não concordar com a liberação das drogas, eu votaria nele. Mas mesmo assim, o Bolsonaro está disposto a colocar gente competente para cuidar de aspectos que ele admite que não domina, e ainda bem que ele é muito transparente nesse quesito. Já dizia Lula: "O ruim da mentira é que você tem que contar outras para justificar a primeira".
NÃO. SEJAM . MASSA. DE. MANOBRA.
LGBTS não vão ser exterminados. Perseguidos. Não é o Bolsonaro que quer mudar a constituição e regular a mídia.
Pensem bem. Vamos tentar algo diferente do que já está há mais de uma década no nosso país. Não podemos admitir que o país seja comandado a partir da cadeia! Vamos, pessoal!"
É isto.
TL;DR: Parem de acreditar em mentiras da mídia, pesquisem o significado de fascismo, assistam vídeos. Vejam o plano de governo do Haddad. Vejam o plano de governo do Bolsonaro. Tentem ir além do que é dito boca a boca em redes sociais, busquem a verdade por si mesmos(as)! Ninguém quer perseguir LGBTs, ninguém quer exterminar mulheres. Vocês no fundo sabem que isso é a mídia forçando a barra! Há no plano de governo Haddad por exemplo, inúmeras citações que incluem por exemplo, controle da mídia e da internet (marco civil), sendo os dois principais. Isso não é encontrado no plano do Jair. Muito pelo contrário, na página 7 se eu não me engano, é promovida com muita ênfase a liberdade de expressão e o repúdio ao controle dos meios de comunicação, por exemplo. É isto.
Fascismo: https://youtu.be/p9K71TRrW0g
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2017.08.04 15:28 feedreddit “Verdadeiramente assustador”: Ex-Comandante da PMERJ critica visão de general para a ocupação militar no Rio

“Verdadeiramente assustador”: Ex-Comandante da PMERJ critica visão de general para a ocupação militar no Rio
by Cecília Olliveira via The Intercept
URL: http://ift.tt/2vwrViD
Não existe plano para segurança do Rio. Não para cidadãos comuns. Isso ficou muito claro esta terça (01) durante o evento “Brasil de Ideias”, que reuniu ministros e autoridades para “debater” a segurança do país, em Copacabana, para uma plateia de empresários.
Dentre os palestrantes nenhum falou sobre planejamento estratégico ou investimentos da operação das Forças Armadas no Rio de Janeiro, que, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, dura até 2018. Também não foi dita uma única palavra sobre os motivos da “crise” no estado: a corrupção generalizada perpetrada pelo PMDB’ que deixou o Rio numa miséria política e institucional como poucas vezes vista país afora, e a total falta de planejamento. Nenhuma palavra sobre um ex-governador preso, um governador que se equilibra no cargo para não perder o foro privilegiado e um vice que aparece nas listas da Odebrecht.
Em 2006 o Exército e polícias ocuparam nove favelas em busca de armas. Na imagem, Exército na Favela de Manguinhos, na Zona Norte da cidade do Rio.
Foto: Vanderlei Almeida/AFP/Getty Images
Pelo contrário, tinha ali um representante do governo passado. Índio da Costa foi parte do secretariado de Cabral, embora pareça não se lembrar o suficiente disso. Estiveram presentes ainda o Ministro do TCU, João Augusto Ribeiro Nardes; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Westphalen Etchegoyen;o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; e o Diretor de Operações do Comitê Rio-2016, General Marco Aurélio Vieira.
Por outro lado, sobrou senso comum, críticas genéricas e citações de dados sem fonte. Mas isso não foi problema. Os líderes políticos, representantes de entidades empresariais, CEOs e presidentes de grandes empresas do Rio de Janeiro não se atentaram a estes “detalhes”.
Licença para matar?
“Produzimos teses, produzimos dissertações, produzimos monografias e eu pergunto: quanto reduzimos da criminalidade? Quanto avançamos nisso? Nós precisamos agir. Nós precisamos fazer”, frisou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Westphalen Etchegoyen.
Para ele, existem dois fatores críticos para o sucesso da operação das Forças Armadas no Rio: a adesão da sociedade e “a compreensão que a mídia terá do que tem sido feito”. Isto porque, de acordo com o ministro, haverá “insucessos” e “incidentes”. “Nós estamos numa guerra. Vai acontecer. É previsível que aconteçam coisas indesejáveis, inclusive injustiças. Ou a sociedade quer ou não quer. Os ismos que interpretaram a realidade, integrados com o politicamente correto, é que nos impede de discutir qualquer coisa”, finaliza.
A fala do ministro-general vai de encontro ao que o ex-secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame disse em 2007: não se pode “fazer um bolo sem quebrar ovos” – em referência ao alto número de balas perdidas em operações policiais.
Poucos dos presentes estranharam as afirmações. “Isso é alarmante. É uma perspectiva bélica, que entende que política de segurança se faz sob a perspectiva militarizada e que desconsidera que a própria vocação do Exército não está ligada ao enfrentamento do próprio cidadão brasileiro. As Forças Armadas não estão destinadas a fazer guerra contra seus nacionais. Aliás, as Forças de nenhum país do mundo estão. Isso é um patamar mais alto da incompreensão da segurança pública brasileira. É verdadeiramente assustador”, disse, depois de um tempo em silêncio, Íbis Silva Pereira, coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete do Comando Geral e, por dois meses, Comandante da própria corporação.
“São pessoas que morreram para nos defender. Alguns criminosos? Sim, alguns criminosos. Mas estavam lá para nos defender”.Apesar de Etchegoyen criticar o “excesso” de produção acadêmica, ele parece não ter aproveitado a oportunidade de ler o que desconsidera e insiste em fórmulas velhas, comprovadamente sem resultado. Para o ministro, “a questão urbana do Rio de Janeiro” – claramente uma referência às favelas – “é uma das raízes do que a gente está vivendo”. E mais: “Eu tenho dúvida sobre o quanto a questão social é tão causa do que a gente vive. Pobreza não é propensão ao crime”. Vale lembrar que a “questão social” não se resume a pobreza, mas remete também ao acesso a direitos garantidos na Constituição – como educação e saúde – e também a serviços públicos como saneamento, coleta de lixo, eletricidade, outrora previstos no pacto da UPP Social e pouco executados.
Robson Rodrigues, que chegou a ser o número dois da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ficou surpreso com a fala do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. “Isso é uma democracia. Fariam isso [“coisas indesejáveis, inclusive injustiças”] na Vieira Souto? Na Delfim Moreira? Isso é um problema sério. Uma falsa interpretação adequada do contexto”, reitera. Rodrigues é formado em direito e doutorando em antropologia. Foi chefe do Estado Maior da PM e do Comando de Polícia Pacificadora.
Para Rodrigues, se as dissertações, evidências e inteligência que são produzidas pela Academia fossem utilizadas adequadamente, estaríamos numa situação melhor hoje. “O problema é quando há desvio político das ações que devem ser técnicas. E para serem técnicas precisam ter evidências. Você precisa trabalhar com uma análise muito racional desses fatos. Não adianta ir com emoções e com a força bruta”, reitera.
O Ministro do Tribunal de Contas da União João Augusto Ribeiro Nardes também não ficou para trás. Sem nenhum pudor relativizou crimes cometidos por policiais com uma naturalidade assustadora. “As polícias que nós temos são as que estão nos defendendo e nós temos que valorizá-las. Valorizar significa reconhecer. Punir quem tiver que punir. Responsabilizar quem tiver que ser responsabilizado”. E emendou: “São pessoas que morreram para nos defender. Alguns criminosos? Sim, alguns criminosos. Mas estavam lá para nos defender”. Por outro lado, disse: “Valorizar o bom policial é punir o mau policial. Não estou defendendo o mau policial. Pelo contrário”. Mais uma vez, isso casa com um discurso já conhecido, proferido por Beltrame: “Um tiro em Copacabana é uma coisa. Na Favela da Coreia é outra“.

“É uma fala de senso comum, punitivo. Ele reproduz o que pensa pelo menos 53% da população brasileira. Que defende que bandido bom é bandido morto e que pensa que polícia existe para confrontar o tráfico de drogas. A gente espera que uma autoridade desse nível tenha uma compreensão da realidade um pouco mais profunda. Eu fico muito estarrecido”, disse Coronel Íbis, ainda incrédulo.
Sem surpresas
“A pessoa mais moderada no grupo lá que discute a política é o Etchegoyen”, disse, sorrindo, Osmar Terra. O perfil da pessoa “mais moderada”, escritopor Lucas Figueiredo e publicado há um ano no The Intercept é estarrecedor. “Promovido por Dilma a chefe do Estado-Maior do Exército após chamar o trabalho da Comissão da Verdade de “leviano” e “patético” , ele foi nomeado por Temer como ministro-chefe do GSI, Etchegoyen é parte de um clã de militares radicais e de viés autoritário que há um século ocupa altos postos no Exército. Alcides Etchegoyen, seu avô, tentou impedir a posse do presidente Washington Luís em 1926. Depois, substituiu o nefasto Filinto Müller na chefia da Polícia do Distrito Federal, na ditadura do Estado Novo, em 1942, e fez parte do grupo que buscou a renúncia de Getúlio Vargas, em 1954.
Leo Etchegoyen, pai do ministro-chefe do GSI, comandou a Polícia do Rio Grande do Sul logo após o golpe de 1964, período em que recebeu Dan Mitrione, instrutor de tortura do governo norte-americano, para um “curso” na Guarda Civil do estado. O general Cyro Guedes Etchegoyen, tio do ministro Sérgio Etchegoyen, é apontado como responsável pela Casa da Morte, centro de tortura e eliminação de presos políticos que funcionou clandestinamente em Petrópolis (RJ) no período mais agudo da ditadura (lá, dissidentes eram mortos na pancada, com choques elétricos ou injeção para sacrificar cavalos)”.
Ou seja, temos um “caçador de comunistas” lidando com a política de segurança pública nacional.
Desprezo por dados e planejamento
Matéria publicada ontem no Jornal Extra analisou 11 ações implementadas para reforçar a segurança no Rio de Janeiro nos últimos 25 anos. Em apenas uma houve redução no número de roubos a pedestres, de veículos, de cargas e homicídios, os quatro indicadores criminais analisados para o levantamento. Nas demais, pelo menos a metade dos índices observados piorou. Nos maiores eventos ocorridos nesse período — a Copa do Mundo de 2014 (5300, incluindo o Espírito Santo) e a Olimpíada de 2016 (22 mil homens) —, todos os crimes apresentaram aumento.
Os investimentos para estes megaeventos custaram 316 milhões de reais. O Rio de Janeiro foi a cidade que mais recebeu recursos do Ministério da Justiça: em torno de R$ 108 milhões. Em 2014, o Exército ocupou a Maré e ali ficou por 15 meses. Foram 850 homens por turno, inicialmente com um gasto diário de 1.7 milhão. No total foram 559 milhões jogados fora. O tráfico resistiu, a UPP prometida nunca chegou, 27 militares foram feridos, nove pessoas morreram neste período, entre elas o sargento Michel Augusto Mikami, de 21 anos Soldados denunciaram más condições de trabalho.
A Secretaria de Segurança teve orçamento recorde no estado e ultrapassou o investido em Educação e Saúde. Foram 35 bilhões investidos de 2007 a junho de 2016. Ou seja: a falta de dinheiro pode piorar a situação hoje, mas não é responsável por ela. A falta de planejamento – outrora da Secretaria de Segurança Pública e Governo do Estado e agora da União – também são fatores determinantes.
Forças Armadas ocuparam a Maré por 15 meses. Foram 850 homens por turno, inicialmente com um gasto diário de 1.7 milhão.
Foto: AFP/Getty Images
Nada disso impede o investimento agora de 70 milhões por mês nesta operação das Forças Armadas no Rio até o fim do ano. Ao que os dados – desprezados pelos ministros – indicam, serão no mínimo mais 350 milhões no lixo. O que significa perdas ainda maiores, que poderiam ser usadas para pagar os salários atrasados dos servidores estaduais da segurança pública, pagar o combustível e manutenção das viaturas e helicópteros para patrulhamento. A polícia tem racionado até comida.
Coronel Ibis chama a atenção para o equívoco da política pública de segurança, que leva o estado do Rio a focar no varejo, colocando vidas de policiais e moradores de favelas em risco constante e desperdiçando recursos ao invés de trabalhar com inteligência e coordenação. “O proibicionismo é uma estupidez. E dentro dessa irracionalidade existe uma outra. Se vc pegar o total de apreensões de drogas feitas no estado entre 2010 e 2016 vai ver que a máquina de repressão do Rio está mal orientada. Isto porque 5% das apreensões correspondem a 80% da massa de substâncias ilícitas apreendidas. Isso significa que 95% correspondem a pequenas quantidades. Em 2015, foram mais de 28 mil registros. 50% corresponde a uma média de 10 gramas”, reitera ele, que diz: “Nós estamos movimentamos a máquina pública, até mesmo dentro da lógica do proibicionismo, de uma forma imbecil. Ao invés de direcionar para as grandes apreensões, a gente desperdiça recursos, materiais humanos, empurramos as polícias para dentro das favelas pra matar e morrer e para quê? Para apreender menos de 100 gramas”.
Ou seja, embora os ministros tenham sido unânimes em frisar que é preciso trabalhar com inteligência para enfrentar a escalada da violência no Rio, conhecimento e dados são desprezados. Etchegoyen disse que “não vamos ter um resultado definitivo de hoje para amanhã. Não vamos ter em um ano”. A falta de segurança é uma estratégia para quem vive de vender soluções. E exatamente por isso estamos na estaca zero. Pelo visto só vai melhorar se o carioca rezar. E muito.
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2016.10.31 17:01 Y-Ookami Tutorial de como o Reddit funciona [Dicas; Termos; Mecânicas; RES; Formatação de Posts/Comentários; Etc]

Primeiramente, gostaria de agradecer aos usuários rodr93 e walyssonpaiva que me incentivaram a criar este post, e aos Moderadores por apoiarem a ideia e ajudarem com a visibilidade. Se não fossem por essas pessoas eu nem me importaria em escrever tudo isso, então se algo escrito aqui lhe for útil e você se sentir grato, por favor agradeça essas pessoas também. ^-^
O Reddit está ficando mais popular no mundo todo e cada vez mais pessoas pensam em fazer parte desta grande comunidade, porém, porque o Reddit funciona de uma maneira diferente de outras mídias sociais, é comum as pessoas ficarem confusas com o formato do site e perderem o interesse. O objetivo desta Postagem é não só explicar o site para novos usuários, mas também ampliar o conhecimento daqueles que já estão familiarizados com a coisa toda mas não sabem exatamente como usar certas ferramentas, tudo de uma forma bem simples.
Aqui vai o índice. Talvez você não queira ler toooOOOoodo o Post, mas pelo menos veja se há algo que lhe chama a atenção:
Termos Importantes
  • Subreddits (& Defaults)
  • Moderadores ou Mods (& AutoModerator)
  • Admins
  • Reddiquette ou Redditiqueta (& Regras Oficiais do Reddit)
  • Upvotes & Downvotes
  • Reddit Gold
  • all
  • Front Page & Inscrições
Karma
  • Karma de Postagens
  • Karma de Comentários
  • Karma Breakdown
  • Karma Falso
Postagens & Tipos de Postagens
  • Posts de Links
  • Posts em Texto
  • Posts Editados
  • Repostagens ou Reposts
  • X-Posts ou Crossposts
  • Stickied Posts ou Stickys
  • Salvar Postagens
Formatação de Posts/Comentários
  • Quebra de Linha
  • Novo Parágrafo
  • Fonte em Itálico
  • Fonte em Negrito
  • Fonte em Negrito-Itálico
  • Texto Tachado
  • Superscript
  • Links em Texto
  • Menções
  • Citações
  • Cabeçalhos
  • Listas
  • Linhas Horizontais
  • Código Embutido
  • Cancelando Caracteres Especiais
  • "Emojis" Especiais
Reddit Enhancement Suite
  • Prévia de Posts/Comentários
  • Ver Links Sem Entrar Neles
  • Marcar Usuários
  • filteReddit (Filtrar Subreddits)
  • Barra de Subs Customizada
  • Botão "Source"
  • Easter Egg
Miscelânea
  • Acrônimos
  • Permalinks
  • Reportar Postagens
  • Meta
  • Flairs
  • Multis
  • Subreddits Privados
  • Karma Whoring
  • Circlejerk
  • Shitposts
Talvez possa parecer complicado, mas não se intimide! É tudo bem simples e você também não precisa aprender tudo de uma vez. Caso ainda tenha dúvidas depois de ler este tutorial, tanto eu quanto outros usuários poderemos te auxiliar. ^-^

Termos Importantes

Existem várias "palavras-chave" que cercam o Reddit e fazem parte do que o site é e/ou como ele funciona. "Karma" e "Posts" também são termos bastante usados, mas decidi expandi-los de uma maneira melhor em suas próprias seções logo abaixo. Dito isso, vamos lá:
Subreddits ou Subs: O Reddit é formado por várias comunidades de vários tamanhos diferentes, essas comunidades são os Subreddits. Cada Sub trata de um assunto diferente, independente do que ele seja (Jogos, cantores, facebook de indianos, experimentos, etc.), cada Sub também tem suas próprias regras que devem ser seguidas (Alguns mais liberais, outros mais estritos), seu próprio "modo de ser" (Informativos, sérios, zoeiros, casuais, etc.) e são controlados por um grupo de Moderadores. Dentro de um Subreddit você vai encontrar postagens e discussões relacionadas ao tema do Sub em que estão, explicações de como aquela comunidade se comporta e talvez uma pequena wiki com mais detalhes sobre o Sub. Dentro de um Subreddit você também pode organizar a ordem das Postagens pelas mais populares, mais novas ou mais controversas, o que pode te dar vários ângulos do que está acontecendo pela comunidade (Para fazer isso apenas clique nas respectivas abas abaixo do banner principal do Sub). A lenda diz que existe um Sub para quase tudo, mas caso você descubra algo que ainda não tenha seu próprio Sub, você mesmo pode criá-lo! Vale também mencionar os "Defaults", que são os Subreddits com o maior número de inscritos (já falo melhor disso!) e tráfego, e que também são os Subs que aparecem naquela barra de links para Subreddits no topo da página.
Moderadores ou Mods: São os usuários com maior poder dentro de um Sub, que se dispõem ao papel de organizar e cuidar da sua (ou suas, se for mais de uma) comunidade e fazem com que ela não saia dos trilhos. Todo Subreddit tem pelo menos um Moderador, e quanto maior um Sub fica, geralmente mais Mods são necessários para manter a ordem. Mods podem criar e modificar (se necessário) as regras de um Sub; Cuidam do spam e Postagens inapropriadas; Podem mudar o design do Sub; Podem advertir ou banir usuários; Trancar postagens; Etc. É possível entrar em contato com os Moderadores através do Modmail, que geralmente pode ser acessado clicando em um botão dizendo "message the moderators", localizado na sidebar (Nome dado à coluna localizada na direita dos Subs). Moderadores também podem fazer dois tipos de comentários, um normal (Igual a todos usuários) e um "oficial" (Que representam um pensamento compartilhado entre os Mods)... Os comentários oficiais são aqueles onde o nome do moderador é envolvido por uma "etiqueta" verde e tem um "[M]" do lado. Também vale a pena mencionar o AutoModerator, que é um bot configurado pelos Mods para fazer o trabalho deles ficar um pouco mais fácil, automaticamente realizando certas ações como deletar certos tipos de postagens e outras coisas mais simples... Alguns Moderadores também usam o AutoModerator para fazer algumas brincadeiras, mas aí vai de Sub pra Sub.
Admins: São as pessoas que trabalham no Reddit (tanto o site quanto a empresa), e também são uma espécie de "Super Moderadores". Eles monitoram o site, introduzem mecânicas novas quando possível, consertam bugs e fazem anúncios para explicar mudanças que afetam o site como um todo. Admins tem poder absoluto sobre o site e podem atuar diretamente em Subreddits se for realmente necessário, mas eles geralmente mantêm distância e preferem dar uma certa autonomia aos Subs. Se problemas mais sérios aparecem e usuários ou Mods não conseguem resolve-los, os Admins podem ser contatados através do "Contact Us" no rodapé da página para tentar ajeitar as coisas. Assim como Moderadores, Admins também podem fazer comentários "normais" e "oficiais", a diferença é que os comentários oficiais dos Admins tem o seu nome de usuário coberto por uma "etiqueta" vermelha e um "[A]" aparece do lado.
Reddiquette ou Redditiqueta: É basicamente o "Manual de Boas Maneiras" do Reddit criado pelos próprios usuários, contendo informações do que fazer e o que evitar. Aqui está a versão em PT-BR. Você não é obrigado a seguir ela ao pé da letra, mas vários Subs e o próprio Reddit incentivam os usuários a segui-la de alguma forma, já que ela ajuda a criar uma experiencia bem mais interessante, amigável e harmônica não só para o site, mas também para os outros usuários. A Redditiqueta também é, de certa forma, uma extensão das regras oficiais do Reddit que DEVEM ser seguidas em qualquer situação. No final das contas, a mensagem da Redditiqueta é bem simples e clara - Tenha bom senso e não seja uma pessoa desagradável.
Upvotes & Downvotes: Uma das características principais do Reddit é como os usuários podem dizer se acham uma Postagem ou comentário interessante ou não através de um sistema de votação... É aí que os Upvotes/Downvotes entram em cena. Quando você vê uma Postagem ou comentário, você também pode observar duas setas à esquerda do mesmo - Uma apontada para cima (Upvote), outra para baixo (Downvote). Dar um Upvote (isto é, clicar na seta para cima) quer dizer que você acha aquele conteúdo interessante ou de boa qualidade, enquanto que dar um Downvote (clicar na seta para baixo) diz que aquele conteúdo é irrelevante ou de baixa qualidade. Postagens/Comentários com mais Upvotes recebem mais visibilidade, ficando nas Front Pages (já falo disso também!) de um Sub por mais tempo (Para Posts) ou sendo colocados acima de outros comentários (Para comentários). Posts/Comentários com muitos Downvotes recebem menos visibilidade, sendo "enterrados" por outros posts com mais Upvotes (Para Posts) ou ficando bem embaixo de outros comentários com mais Upvotes (Para comentários). Muitas pessoas dão Upvotes e Downvotes baseados no seus gostos pessoais ao invés da qualidade do conteúdo produzido, o que é contra a Redditiqueta e, em geral, um péssimo costume que só diminui a variedade e qualidade das discussões e conteúdo... Então por favor, evite fazer isso. Upvotes/Downvotes também estão relacionados ao "Karma", mas nós falamos disso depois!
Reddit Gold: Caso veja uma Postagem ou comentário que goste bastante, você pode dar um "Reddit Gold" (Ouro do Reddit) para o conteúdo e o usuário que o produziu clicando em "Give Gold" logo abaixo do conteúdo em si. O Reddit Gold é comprado com dinheiro de verdade e, para falar a verdade, não tem muitos usos, sendo apenas uma maneira de poder ajudar o Reddit a pagar seus servidores (e talvez outras coisas do tipo). Apesar de ninguém ser obrigado a compradar Ouro, o Reddit curiosamente tem uma "Meta Diária de Ouro" que pode ser vista no all. Até onde eu sei, um usuário que recebe Ouro pode desativar os anúncios do site, criar o seu próprio Snoo (Nome do mascote/alien do Reddit) customizado e filtrar certas Postagens do all. Vale dizer que os benefícios do Ouro só duram por tempo determinado, dependendo de quanto você comprou ou conseguiu. Postagens ou comentários que recebem Ouro tem uma pequena moeda dourada perto do nome do usuário.
all: É um Subreddit especial, sem moderação, que pode ser facilmente acessado por um link na barra de Subs no topo da página. Por padrão ele mostra as Postagens mais populares de TODOS os Subs existentes naquele exato momento, mas, igual à Subs normais, você também pode classificar as Postagens para ver as mais controversas, mais novas, etc. Se estiver curioso(a), você também pode ver quais são as Postagens do Reddit que receberam mais Upvotes em todos os tempos... Apenas clique em "no topo" e escolha "de todos os tempos" na parte da esquerda (Isso funciona para qualquer Sub, na verdade).
Front Page & Inscrições: Front Page ("Página principal", não literalmente) pode significar duas coisas - Front Page de um Subreddit ou Front Page do Reddit, depende do contexto. A Front Page de um Sub é aquela que aparece quando você entra em um Sub, mostrando as Postagens mais populares. A Front Page do Reddit é aquela que aparece quando você entra em reddit.com ou clica no "FRONT" na barra de Subs no topo da página, mostrando as Postagens mais populares apenas dos Subs em que você está inscrito, além de dizer quais Subs estão em tendência no dia... Ou seja, a Front Page do Reddit é quase que um Subreddit personalizado. Explicando melhor... Quando você entra no Reddit pela primeira vez, ele automaticamente te inscreve nos Defaults (mencionados acima). A partir do momento em que você cria uma conta, também ganha a habilidade de se inscrever ou desinscrever de Subreddits clicando nos botões "Subscribe" ou "Unsubscribe" respectivamente, localizados na sidebar dos Subs. Se você se desinscrever de todos os Subs que o Reddit te inscreve e se inscrever apenas naqueles que te interessam, você pode transformar a Front Page do Reddit no seu próprio Subreddit customizado, formado apenas pela junção do conteúdo que você mais gosta. Para saber exatamente em quais Subreddits você está inscrito, apenas clique em "MY SUBREDDITS" na barra de Subs.

Karma

"Karma" é um sistema de pontuação usado no Reddit. Todo usuário tem a sua pontuação, e ela pode ser vista tanto no perfil de alguém (Seja o Karma dos outros ou o seu) quanto ao lado do envelope no topo da página onde você vê suas mensagens recebidas (Seu Karma). O Karma não serve para nada, sendo apenas usado pelo Reddit como uma forma de incentivar os usuários a criarem conteúdo. Existem dois tipos de Karma - De Postagens e de comentários, mas achei melhor também falar de duas coisas relacionadas:
Karma de Postagens: É o total da sua pontuação por Postagens. Quando uma Postagem criada por você ganha um Upvote, seu Karma de Postagens sobe em um ponto... Downvotes recebidos tem um efeito inverso, diminuindo um ponto do total. Isso vale tanto para Postagens em links ou em texto (Já comento melhor sobre isso!). Vale falar que o Karma de Postagens nunca tem um valor abaixo de zero, independente do número de Downvotes que suas Postagens receberem.
Karma de Comentários: É o total da sua pontuação por comentários. Quando um comentário criado por você ganha um Upvote, seu Karma de comentários sobe em um ponto... Downvotes fazem o contrário, igual ao Karma por Postagens. É importante dizer que, ao contrário da pontuação por Postagens, a pontuação por comentários PODE ter um valor negativo (abaixo de zero) caso você receba muitos Downvotes pelos seus comentários. Usuários com um Karma de comentários muito abaixo de zero geralmente não são vistos sob uma luz positiva (Podem ser considerados trolls, spammers, etc.), e vários Subs tem configurações especiais que automaticamente apagam Postagens e/ou comentários feitos por usuários que estão nessa situação.
Karma Breakdown: É apenas uma ferramenta do Reddit que deixa os usuários verem exatamente a distribuição de Karma ganho (Seja de Postagens ou comentários) entre os vários Subreddits que foram interagidos. Para vê-lo, apenas vá no seu perfil e clique em "show karma breakdown by subreddit", localizado à direita.
Karma Falso: O Reddit usa um algoritmo que ajuda conteúdos novos (Postagens principalmente) a terem mais visibilidade e tomarem o lugar de conteúdos que já ficaram com boa exposição por algum tempo. Um dos efeitos desse algoritmo é seus comentários ou Postagens receberem alguns Upvotes e Downvotes que não mudam a pontuação do seu Karma. Isso não é nada de mais, na verdade... Apenas pode parecer bizarro se você não souber o que está acontecendo. De qualquer forma, você pode usar o Karma Breakdown para ter uma ideia mais exata dos detalhes da sua pontuação.

Postagens & Tipos de Postagens

"Postagens" ou "Posts" são a principal forma de criação e compartilhamento de conteúdo no Reddit... Isto que você está lendo é um Post! Você pode criar uma Postagem através de botões na sidebar de um Subreddit, mas é importante falar que os títulos dos Posts NÃO podem ser editados por ninguém (Nem Mods ou Admins), então tome cuidado. Existem dois tipos principais de Posts - Links ou em texto, mas também vou falar de outras variações e termos associados:
Posts de Links: São Posts que são apenas um link para um conteúdo externo, como vídeos, imagens, notícias ou artigos de outros sites, etc. Posts de Links não podem ser acompanhados por um corpo de texto (Como uma descrição, por exemplo), sendo apenas formados pela URL que o link deve te levar e o título que você dá ao Post.
Posts em Texto: São Posts compostos apenas por um corpo de texto (Além de um título, claro), como este aqui que você está lendo! Tecnicamente, você pode fazer um Post em Texto que contém um link para alguma coisa, mas mesmo assim ele ainda será considerado um Post em Texto, já que é a habilidade de poder digitar um corpo de texto que faz com que esse tipo de Post seja o que ele é.
Posts Editados: Para saber se um Post (comentários também, na verdade) foi editado, veja se um * (Asterisco) aparece em algum lugar à esquerda do nome do usuário que fez o Post (ou à direita, para comentários). Se você colocar a seta do mouse sobre o asterisco, também poderá ver quando exatamente aconteceu aquela edição. A Redditiqueta também pede que, se possível, o usuário faça uma pequena nota de rodapé explicando o que exatamente foi editado (para evitar mal-entendidos) ao se editar algum conteúdo, mas não é uma necessidade.
Repostagens ou Reposts: Quando você posta algo que já foi postado por alguém no passado (Conscientemente ou não), você está fazendo um Repost. Você não está cometendo nenhum crime ao realizar um Repost, mas vários Subs e o próprio Reddit incentivam e preferem a criação e compartilhação de conteúdo original. Para saber se um conteúdo já foi compartilhado antes, você pode tentar usar a Barra de Pesquisa presente na sidebar de todos os Subs... Apesar de que ela não é lá essas coisas...
X-Posts ou Crossposts: Um X-Post é uma Postagem que é compartilhada em outro Sub porque um usuário achou que ela também era relevante para aquela outra comunidade. Explicando melhor... Um usuário originalmente faz um Post no "Sub X", outro usuário vê aquele Post e acredita que ele também seria relevante para o "Sub Y", então ele pode fazer o mesmo Post no "Sub Y" dizendo que é um X-Post originado do "Sub X". Para dizer que seu Post é um X-Post, apenas adicione "[X-post de nome-do-sub]" em algum lugar do título ou corpo do Post.
Stickied Posts ou Stickys: Moderadores tem a habilidade de fazer até dois Posts ficarem "pregados" no topo de todos os outros Posts na Front Page dos Subs (Independente de Upvotes e outras coisas), esses são os Stickys. Eles geralmente são usados para recados ou notas mais importantes, como avisar sobre novos eventos, mudanças de regras, etc. Mas podem ser usados para qualquer coisa, mesmo. Qualquer Post pode virar um Sticky, seja ele feito por um Mod ou um usuário comum. Vale dizer também que Mods também podem fazer Sticky Comments, que são comentários que ficam pregados no topo de outros comentários em uma discussão, e geralmente são feitos para explicar algo sobre o Post em que foram feitos.
Salvar Posts: Se ver um Post (Comentários também) que achou interessante, você tem a opção de poder salvá-lo para usá-lo de alguma forma no futuro. Para fazer isso, apenas clique em "Salvar" logo abaixo do Post (ou comentário) que deseja guardar. Para acessar seus conteúdos salvos, apenas vá ao seu perfil e clique na aba "Saved".

Formatação de Posts/Comentários

O Reddit usa um sistema de formatação de Posts/comentários bem incomum (Pelo menos na minha experiência), e pode ser difícil tanto para usuários novos quanto aqueles mais experientes saber como digitar uma mensagem da forma desejada ou o que exatamente pode ou não pode ser feito. Eu não pretendo explicar todos os "truques" de formatação usados pelo Reddit, mas sim só a maioria deles. Se desejar ver um guia completo, veja o incrivelmente útil Reddit Markdown Primer criado pelo usuário AnteChronos. Se quiser, use os comentários deste Post para experimentar um pouco com a formatação. Certo! Vamos lá então, nem é tão difícil assim:
Quebra de Linha: Para criar uma nova linha, apenas aperte a tecla "Espaço" 2 (duas) vezes e depois aperte a tecla "Enter" ao terminar de escrever o que quer. Isso vai fazer com que você crie uma linha imediatamente abaixo daquela você estava escrevendo... Ficando desse jeito aqui. :)
Novo Parágrafo: Para criar um novo parágrafo, você deve apertar a tecla "Espaço" 2 (Duas) vezes e depois apertar a tecla "Enter" em uma linha que não tenha NADA digitado. Ou seja, primeiro você cria uma linha nova usando a "Quebra de Linha" e depois cria NOVAMENTE uma nova linha usando o MESMO processo. O resultado...
... É esse pequeno espaço acima que divide os parágrafos.
Fonte em Itálico: Para fazer algo ficar em Itálico, apenas coloque um * (Asterisco) imediatamente antes e depois de onde quiser que o efeito aconteça. Por exemplo, se eu digitar *Esta parte está em itálico,* mas esta não! o resultado vai ser...
Esta parte está em itálico, mas esta não!
Fonte em Negrito: Para fazer algo ficar em Negrito, apenas coloque dois * (Asteriscos) imediatamente antes e depois de onde quiser que o efeito aconteça. Por exemplo, se eu digitar **Esta parte está em negrito,** mas esta não! o resultado vai ser...
Esta parte está em negrito, mas esta não!
Fonte em Negrito-Itálico: Para fazer algo ficar em Negrito-Itálico, apenas coloque três * (Asteriscos) imediatamente antes e depois de onde quiser que o efeito aconteça. Por exemplo, se eu digitar ***Esta parte está em negrito-itálico,*** mas esta não! o resultado vai ser...
Esta parte está em negrito-itálico, mas esta não!
Texto Tachado: Para fazer algo ficar Tachado, apenas coloque dois ~ (Tils) imediatamente antes e depois de onde quiser que o efeito aconteça. Por exemplo, se eu digitar ~~Texto tachado~~ e texto limpo! o resultado vai ser...
Texto tachado e texto limpo!
Superscript: Antes de tudo, isso aqui é um Superscript. Para fazer algo "ficar" em Superscript, apenas adicione um ^ (Acento circunflexo) imediatamente antes da palavra que o efeito deve acontecer. Ou seja, ^exemplo vira exemplo . O efeito do Superscript só funciona na palavra em que o ^ está "grudado", então para fazer uma frase inteira ficar com o efeito digite...
^(Frase com Superscript vai aqui!) , que vira Frase com Superscript vai aqui!
Você também pode aumentar o "efeito" do Superscript se colocar mais ^ juntos, mas se quiser fazer uma frase inteira com Superscript intensificado, vai ter que colocar o mesmo número de ^ antes de cada palavra, como visto à seguir...
^^^^^^^^^Frase ^^^^^^^^^bem ^^^^^^^^^pequena! vira Frase bem pequena!
O Superscript intensificado também pode deformar um pouco o corpo do texto, mas não é nada de mais.
Links em Texto: Ao invés de colar uma URL de qualquer jeito, você pode incorporar ela dentro de um texto, como esse exemplo aqui que te leva a Front Page do Reddit. A fórmula para se fazer isso é digitar...
[Texto que vai virar link](URL de um site)
Se quiser a amostra de como eu criei o meu exemplo ali atrás...
[como esse exemplo aqui](https://www.reddit.com/)
Menções: Existe uma maneira bem fácil de se mencionalinkar usuários e Subreddits sem fazer todo aquele negócio de abrir colchetes e parênteses. Para fazer isso, digite nome-do-usuário ou u/nome-do-usuário para mencionar um usuário, e /nome-do-subreddit ou nome-do-subreddit para mencionar Subs. Por exemplo, se você quisesse me mencionar ou mencionar o Sub em que estamos, você apenas digitaria u/Y-Ookami ou brasil. Exatamente do jeito que você esta vendo, mesmo. Vale dizer que quando um usuário é mencionado, ele recebe uma mensagem o avisando da menção.
Citações: Para fazer uma citação de algo que foi dito por alguém, apenas coloque um > ("Maior que") imediatamente no começo de uma NOVA linha que foi criada. Por exemplo, uma nova linha começando com >Citação exemplo! viraria...
Citação exemplo!
Lembre-se de que se a sua citação tiver mais de um parágrafo, você terá que colocar outros > no começo desses outros parágrafos. Você também pode colocar citações dentro de citações... Apenas coloque dois ou mais > nas partes que são assim. Depois de fazer uma citação dentro de uma citação, você terá que criar um novo parágrafo, caso contrário o Reddit pode achar que a nova linha faz parte da citação dentro da citação. Veja o exemplo...
Linha Normal. >Citação principal! >>Citação dentro de citação! >Citação principal! Linha Normal. 
Vira...
Linha Normal.
Citação principal!
Citação dentro de citação!
Citação principal!
Linha Normal.
Uma outra maneira mais simples de se fazer Citações é selecionar um texto com o mouse e então clicar no botão "responder". O Reddit transformará o texto selecionado em uma Citação automaticamente.
Cabeçalhos: Cabeçalhos são essas letras gigantes que eu estou usando para dividir este Post. Para fazer um Cabeçalho, apenas crie uma nova linha e adicione um, dois, três, quatro, cinco ou seis # (Jogo da velha) imediatamente no começo da linha, dependendo do estilo de Cabeçalho que você quer. A fórmula é #Texto do Cabeçalho. Aqui vai a diferença entre os estilos...

1 Jogo da Velha

2 Jogos da Velha

3 Jogos da Velha

4 Jogos da Velha

5 Jogos da Velha
6 Jogos da Velha
Você também pode usar estilo Negrito, Itálico, etc. Nos Cabeçalhos.
Listas: Para criar um Item de uma Lista (tipo aqueles que eu fiz no índice deste Post), apenas crie um novo Parágrafo, adicione um - (Traço) imediatamente no começo dele e aperte a tecla "Espaço" 1 (Uma) vez. A fórmula é - Texto que vai ser listado. Cada item da lista deve ser digitado na sua própria linha, e claro, todo item também deve começar com seu próprio - e um "Espaço". Quando terminar de fazer sua lista, você terá que criar outro parágrafo para voltar a escrever da forma normal, caso contrário o Reddit vai achar que você está querendo criar uma nova linha PARA o item que você está escrevendo. Veja o exemplo...
Linha Normal! - Item 1, Linha 1 - Item 2, Linha 1 Item 2, Linha 2 - Item 3, Linha 1 Linha Normal! 
Vira...
Linha Normal!
  • Item 1, Linha 1
  • Item 2, Linha 1 Item 2, Linha 2
  • Item 3, Linha 1
Linha Normal!
Linha Horizontal: Para criar uma Linha Horizontal igual aquela no começo deste Post, apenas crie uma nova linha, adicione 5 * (Cinco asteriscos) juntos e depois crie uma NOVA linha novamente. Você também pode colocar a Linha Horizontal no seu próprio Parágrafo, o que vai fazer com que o texto escrito não fique tão próximo da Linha Horizontal. Veja o exemplo...
Linha Normal! ***** Linha Normal! 
Vira...
Linha Normal!
Linha Normal!
Código Embutido: São essas caixinhas aqui. Nenhuma regra de formatação se aplica à algo digitado em Código Embutido. Para fazer um Código Embutido, apenas adicione um ` (Acento grave) imediatamente antes e depois do texto que desejar aplicar o efeito. Por exemplo, se eu digitar `Texto em Código Embutido!` , o resultado vai ser...
Texto em Código Embutido!
Se você criar um texto em Código Embutido muito grande, ele vai continuar indo além do limite do tamanho fixo das linhas, e uma barra de rolagem horizontal vai aparecer abaixo do texto para você poder lê-lo. Para criar um "bloco" de Código Embutido, você precisa apertar a tecla "Espaço" 4 (Quatro) vezes no começo de uma nova linha, fazendo o mesmo processo para todas as outras linhas dentro do "bloco". NÃO SE USA os ` (Acentos graves) neste caso e Quebras de Linha funcionam. Veja o exemplo...
[Espaço 4 vezes]Bloco de Código Embutido, Parágrafo 1.[Espaço 2 vezes, Enter] [Espaço 4 vezes] [Espaço 4 vezes]Bloco de Código Embutido, Parágrafo 2.[Espaço 2 vezes, Enter]
Vira...
Bloco de Código Embutido, Parágrafo 1. Bloco de Código Embutido, Parágrafo 2. 
Cancelando Caracteres Especiais: Se quiser dizer para o Reddit que deseja usar um dos caracteres que são usados para formatar texto da maneira comum, apenas adicione um \ (Barra invertida) imediatamente antes do caractere (O \ também está incluso nessa regra). Por exemplo...
O smile ^-^ sem o \ aparece como -^ (O Reddit interpreta o primeiro ^ como Superscript). Digitando \^-^ resulta em ^-^ , que é o normal.
"Emojis" Especiais: Alguns Subs fazem alterações no design que possibilitam a presença de "Emojis" no texto (Você tem que descobrir quais Subs são esses). Para "ativar" essas figurinhas, digite [](/#nome-do-emoji) . O brasil usa os seguintes Emojis (Que devem ser digitados exatamente do jeito que estão):
  • rennan
  • lula
  • aecio
  • dilma
  • cunha
  • moro
  • dollynho
  • bolsonaro
  • eduardojorge
Vamos ver um exemplo. Se eu digitar [](/#dollynho) , vai aparecer... Seu amiguinho! Vale dizer que Emojis funcionam APENAS em comentários. Créditos ao Mod Stannis-Baratheon por me ensinar como ativar os Emojis do Sub! :D

Reddit Enhancement Suite

"Reddit Enhancement Suite" ou "RES" é um complemento que tem o objetivo de melhorar a sua experiência com o Reddit, adicionando opções que podem ser bem úteis. Você NÃO é obrigado a usá-lo, mas na minha modesta opinião vale muito a pena instala-lo. Você pode facilmente baixar e instalar o RES indo neste site aqui e escolhendo a versão para o navegador que você usa. Depois de instalado, venha ao Reddit... Você vai perceber uma "rodinha" do lado do envelope onde você vê suas mensagens. Coloque a seta do mouse em cima dessa "roda" e um pop-up vai aparecer. Clique em "RES Settings Console" e uma janela vai aparecer contendo várias opções para várias coisas. Apenas clique no que você quer ou não quer até se sentir confortável! Algumas coisas úteis que o RES proporciona são:
Prévia de Posts/Comentários: Quando você for digitar um texto, o RES mostra uma outra janela mostrando como o Post vai ficar no final, fazendo você ter certeza se está tudo digitado da maneira que você realmente quer. Isso foi incrivelmente útil para a construção deste Post, na verdade! Vale dizer que tem algumas coisas que a prévia do RES não mostra, como os Emojis (Ou seja, coisas que "naturalmente" não são do Reddit em si).
Ver Links Sem Entrar Neles: Quando você instala o RES, um pequeno botão aparece ao lado de Posts e alguns Links. Se você clicar nesses botões, o Post/Link vai se abrir ali mesmo, mostrando o conteúdo sem ter que carregar uma nova página.
Marcar Usuários: Ao instalar o RES, um pequeno desenho parecendo uma etiquetinha vai aparecer ao lado dos nomes dos usuários. Se você clicar nesse desenho, um pop-up vai aparecer e você poderá criar uma etiqueta contendo um título, que sempre irá aparecer apenas para você quando ver um comentário/Post criado por aquela pessoa. É bem útil caso queira se lembrar de alguém por algum motivo.
filteReddit: O "filteReddit" é uma ferramenta do RES que deixa você filtrar Posts de certos Subreddits no all, o que pode ser bem útil caso existam Posts de certos Subs por lá que te incomodam de alguma forma. A opção do filteReddit está na parte de "Submissions" do Console do RES... Apenas cole o nome do Sub indesejado na parte de "subreddits" e salve.
Barra de Subs Customizada: Ao instalar o RES, o botão "+Shortcut" aparece ao lado do botão "Subscribe" na sidebar de todos Subs. Ao clicar nele, todos os links para os Defaults na barra de Subs desaparecem e um link para o Sub onde você clicou no botão aparece no lugar. Clique nos botões "+Shortcut" dos Subs que você mais gosta e monte sua própria barra! Você também pode mudar a ordem dos Subs apresentados na barra do mesmo jeito que você move um arquivo de computador.
Botão "Source": Embaixo de todo Post/comentário você irá ver um botão chamado "Source". Ele permite que você veja a forma "bruta" do Post/comentário digitado e como ele foi construído. Pode ser bem útil se você quiser descobrir como um usuário criou algo.
Easter Egg: Dizem que se você digitar o Código da Konami em qualquer Sub, algo acontece... E dizem que o resultado pode ser diferente dependendo do Sub... Mas isto é um segredo para todos!!! (ò.ó )

Miscelânea

Resolvi colocar aqui outras coisinhas pequenas que talvez possam te ajudar de alguma forma.
Acrônimos: Vários usuários frequentemente usam acrônimos pelo site como se fossem gírias, então é uma boa ideia entender o que eles significam. Eu vou explicar apenas os mais populares, mas você pode ver uma versão mais completa no FAQ do Reddit:
  • OP - "Original Poster" ou "Postador Original". É a pessoa que criou o Post onde a discussão está acontecendo. Quando um OP comenta no seu próprio Post, seu nome de usuário é envolvido por uma "etiqueta" azul e um "[S]" aparece do lado do nome.
  • PSA - "Public Service Announcement" ou "Anúncio de Utilidade Pública". Um tipo de Post que tem a intenção de compartilhar algo que pode ser útil para todos.
  • AMA - "Ask Me Anything" ou "Pergunte-me Qualquer Coisa". Um tipo de Post (E as vezes comentário) onde um usuário se dispõe a responder perguntas feitas a ele sobre qualquer coisa ou um assunto em particular. Existe um Sub dedicado a AMAs de diversas pessoas e até famosos, o IAmA.
  • NSFW - "Not Safe For Work" ou "Não Seguro Para o Trabalho". Posts geralmente com conteúdo sexual ou algo relacionado.
  • NSFL - "Not Safe For Life" ou "Não Seguro Para a Vida". Posts geralmente com conteúdo mais delicado, chocante, grotesco ou algo do tipo.
  • TIL - "Today I Learned" ou "Hoje Eu Aprendi". Significa que o usuário descobriu algo novo.
  • ELI5 - "Explain Like I'm 5" ou "Explique Como se Eu Tivesse 5 (Anos)". Posts (ou comentários) onde um usuário pede que algo seja explicado de uma maneira bem simplificada.
  • ITT - "In This Thread" ou "Neste Tópico". Usado quando um usuário quer apontar algo que está acontecendo nos comentários de um Post.
  • IMO - "In My Opinion" ou "Na Minha Opinião". Usado quando um usuário quer expressar sua opinião sem parecer "autoritário" ou algo do tipo. Também existe o "IMHO", que significa "Na Minha Humilde/Honesta/Modesta Opinião".
  • IIRC - "If I Recall Correctly" ou "Se Me Lembro Bem". Usado quando um usuário não tem muita certeza sobre detalhes de um certo fato ocorrido.
  • MRW/MFW - "My Reaction/Face When" ou "Minha Reação/Face Quando". Expressão de teor cômico geralmente acompanhada de um Gif ou Imagem que "representa" como o usuário está se sentindo no momento.
  • FTFY - "Fixed That For You" ou "Corrigi Isso Para Você". Expressão geralmente acompanhada de uma citação, com o objetivo de arrumar um erro no Post/comentário de outro usuário. Também pode ser usado de maneira sarcástica como uma brincadeira.
  • AFAIK - "As Far As I Know" ou "Até Onde Eu Sei". Usado para expressar que seu conhecimento sobre um assunto só vai até um certo ponto.
  • TL;DR - "Too Long;Didn't Read" ou "Muito Longo;Nem Li". Expressão que uma pessoa utiliza para dizer que não leu o Post/comentário porque era muito longo. De certa forma, é comum alguns usuários fazerem versões super resumidas de seus Posts/comentários ao final dos mesmos se eles forem muito longos, mas não é uma regra... Eu me pergunto quantas pessoas se sentiram assim ao ver este Post...
  • /s - "/sarcasm" ou "/sarcasmo". Usado ao final de um texto digitado para dizer que o que foi escrito não deve ser levado a sério.
Permalinks: Se quiser, pode criar um link para um comentário específico feito no Reddit. Abaixo de todo comentário existe um botão chamado "Permalink", ao clicar nele você irá para uma página onde aquele comentário está destacado. Apenas copie a URL desta página e use-a como achar melhor.
Reportar Postagens: Se você ver um Post/comentário que viola as regras de um Sub, você pode reportar ele aos Moderadores. Abaixo de todo Post/comentário existe um botão chamado "denunciar", apenas clique nele e depois diga de que forma aquele conteúdo viola as regras do Subreddit em que você está.
Meta: Quando você vê a palavra "Meta" sendo usada em um Subreddit, ela se refere ao próprio Subreddit em si... Isto é, refere-se a um assunto relacionado ao próprio Subreddit ao invés do assunto que o Sub aborda. Isso que "Meta" significa - Referir-se a si mesmo.
Flairs: Flairs podem ser duas coisas - Uma etiqueta que serve para classificar um Post dentro de Sub e dizer sobre o que ele se trata, ou uma etiqueta que aparece ao lado do seu nome de usuário contendo um texto pré-digitado ou personalizado, que aparecerá para todos toda vez que você Postacomentar naquele Sub específico. Para colocar uma Flair em um Post, veja se o botão "Flair" aparece logo abaixo do Post após sua criação... Clique nele e escolha a opção que mais se encaixa com o sua Postagem. Para colocar uma Flair do lado do seu nome de usuário, veja se existe um botão para isso em algum local da sidebar. Nem todos Subs usam Flairs, ou podem apenas utilizar um dos dois tipos.
Multis: São compilações de Subredits sobre um determinado assunto. Quando você estiver na Front Page do Reddit ou no all, clique na coluna fininha da esquerda e clique em "explore multis"... Você irá parar em um lugar cheio de Multis de diversos temas e poderá explorá-los melhor.
Subreddits Privados: São Subreddits que só podem ser visualizados se você enviar uma mensagem para os Moderadores e eles te aceitarem, mostrando apenas uma imagem de uma chave junto de uma mensagem caso você não seja um membro. O motivo que faz um Subreddit ficar privado muda de Sub Privado para Sub Privado.
Karma Whoring: Apesar do Karma não servir para nada, algumas pessoas o levam a sério e fazem de tudo para ganhar o máximo de Upvotes possível, geralmente focando na criação de vários Posts de baixa qualidade que apelam para as opiniões e gostos mais populares. Essas pessoas são referidas pejorativamente como "Karma Whores" (Prostitutas de Karma).
Circlejerk: É um termo pejorativo usado para quando um grupo de pessoas preservam opiniões sobre um determinado assunto por motivos bastante rasos, enaltecem as opiniões uns dos outros e não suportam ver alguém discordando deles, geralmente ignorando de alguma forma os argumentos recebidos. Muitas pessoas veem usuários compartilhando uma opinião e automaticamente já assumem que é um Circlejerk como uma forma de diminuir aquela opinião, mas se o usuário tem motivos realistas para segurar uma determinada opinião e está disposto a discutir sobre ela de forma sensata, então não é um Circlejerk. Também existem Subreddits "dedicados" ao Circlejerk de um certo tema, mas eles geralmente agem como uma paródia do Subreddit que discute o mesmo tema da maneira "normal", sendo apenas uma grande brincadeira... Porém, também existem Subs de Circlejerk que "se perdem" e acabam realmente virando um lugar que não atura opiniões contrárias e são um misto de paródia e hostilidade.
Shitposts: Palavra usada para descrever Posts de baixa qualidade. O termo "Shitpost" (Post de Merda) na verdade está mais relacionado com Posts que agem como "pegadinhas", contendo um título bastante chamativo mas com uma imagem, vídeo ou texto que fala de algo completamente diferente, apenas fazendo uma piada ou brincadeira. Muitos Subs não toleram essas "pegadinhas" e Posts do tipo podem ser facilmente deletados, mas às vezes eles "escapam". Subs de Circlejerk são formados principalmente por Shitposts.

Coloquei outras informações nos comentários.

... E só... Caso eu tenha explicado algo de uma forma errada, por favor me corrija. Eu realmente espero que este Post seja útil de alguma forma. Depois de ler isto aqui você provavelmente já poderá experimentar o Reddit de uma forma bem melhor, então não tenha medo e explore o oceano de conteúdo que este site tem para oferecer! :D
Ah! Feliz Dia das Bruxas!
~ Y-Ookami. ^(^o^)^
submitted by Y-Ookami to brasil [link] [comments]


2016.06.06 01:21 sisicomono Sobre o livro do Ustra...

Dá pra baixar de graça, basta buscar pelo título (A Verdade Sufocada) que tem em PDF em vários sites.
Estou lendo. Já cheguei a um terço do livro.
O livro é um relato dos acontecimentos de 1961 até o fim da ditadura (e em alguns casos até os anos 2000). Mais de 90% do conteúdo é fato e não opinião; não se trata de obra literária (e se fosse seria horrível pois é óbvio que Ustra não é um escritor), não é um manifesto, não é um romance, não é teoria política, nada disso: apenas relatos dos acontecimentos pelo ponto de vista do Ustra e citações que ele faz de relatos de terceiros, alguns deles participantes da luta armada contra a ditadura de 64.
Dos 90% do conteúdo que é apresentado como fato, uns dois terços tem suas fontes citadas e portanto podem ser verificados com relativa facilidade, portanto não acredito que Ustra tenha sido tolo a ponto de falsear essas citações; o outro terço apresenta maior dificuldade de verificação mas também não pode estar muito distante da realidade, exemplo: o número de mortos em Recife na intentona comunista de 1935 pode ser verificado consultando os registros de óbito da época, além dos jornais locais. Outro exemplo: acredito que existam registros dos discursos do Brizola na época, portanto se Ustra mudou alguma coisa ou tirou do contexto original isso também pode ser verificado.
Lembrem-se que só li cerca de um terço do livro até agora então quem sabe mais adiante o Ustra passe a falar bobagens e viajar na maionese...
Pulei o prefácio e a introdução pois tinham muito mimimi e nhém-nhém-nhém e eu queria ir direto ao conteúdo.
Em certo ponto do livro Ustra comenta sobre o clima político reinante no Brasil na época do Jango; embora ali ele citasse alguns artigos de jornal, não me contentei em aceitar assim de cara o que ele dizia, afinal meia-dúzia de artigos de jornal selecionados não são amostragem suficiente para embasar um período de 3 anos e refletir a opinião, o sentimento, da população em geral... em vez de sair googlando decidi falar com pessoas que eram adultas na época; a amostragem foi pequena pois não se trata de trabalho acadêmico da minha parte né. Falei com meu avô, que sempre xingou os milicos do tempo da ditadura (e que tem uma raiva visceral do Maluf); falei com o pai de um amigo mais velho, que teve ligações com a UNE nos anos 1960; e por fim, levei um lero com o velhinho síndico aqui do prédio, cuja posição política desconheço. Pelo que eles me disseram, o que o Ustra relata como o 'clima político' no Brasil na era Jango não está muito longe da verdade.
Bom, escrevi tudo isso pra dizer o seguinte:
Acho importante que todo Brasileiro honestamente interessado em saber o que rolava aqui nos anos 1960 leia esse livro. Existem várias obras sobre esse período, e como Ustra comenta, boa parte delas no mínimo omite certos fatos. Sem dúvida Ustra também comete o mesmo pecado, mas na minha opinião não se pode ter um quadro completo (ou menos incompleto, melhor dizendo) sem ler também este livro.
O cara foi um torturador? Tá, foi. Ele fez muita coisa feia, errada, imoral? Fez. Gosto dele? Nem a pau (de arara?).
Não estou dizendo pra vcs namorarem o cara... só pra dar uma lida no livro. Algumas coisas se esclarecem ali, inclusive sobre acontecimentos da atualidade.
Sim, ele puxa a brasa pra sardinha dele. Mas pelo menos a gente sabe bem qual é a sardinha dele, não? Então dá pra dar os devidos descontos - e passar por cima dos momentos de opinião dele no livro.
submitted by sisicomono to brasil [link] [comments]


2016.04.24 00:59 Paralelo30 'Temer vende peixe que não foi ele quem pescou' - Entrevista de LF de Alencastro para o Valor Econômico

22/04/2016 ­ 05:00
'Temer vende peixe que não foi ele quem pescou'
A França sempre é referência nas citações de Luiz Felipe de Alencastro, professor emérito da Universidade Paris­Sorbonne e titular de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). A votação do impeachment, diz, é o retrato do que os franceses chamam de "Journée des Dupes": "Um acha que ganhou e o outro também, mas os dois perderam". Alencastro não dá como certa a implantação de um governo de Michel Temer e alerta que o tradicional clientelismo do PMDB coloca o vice diante de impasse. "O PMDB não pode ir para um programa de ajuste violento e privatização, corte de programas sociais. Se for, haverá o movimento social. Os dias que vão avançar mostrarão duas coisas: é difícil reverter a decisão, mas um governo Temer estaria diante de dificuldades consideráveis."
Valor: Como enxergou a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara?
Luiz Felipe de Alencastro: Houve revertério depois da difusão do voto. Há um mês, a imprensa internacional fazia editoriais a favor do impeachment, inclusive "Le Monde". O clima mudou: os jornais estão dando editoriais e artigos dizendo do espetáculo, do paroquialismo, do lado localista e da falta de perspectiva nacional dos deputados votando um impeachment sem saber por que ­ votando pela família, achando que votavam pelas pedaladas de 2014 e nem ouviram o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB­GO), que já era caótico. Sei que o Brasil é um país meio fechado para opiniões externas, mas isso tem peso em grupos dirigentes e investidores. Acho que eles têm que tomar distância deste clima de oba oba do voto do impeachment. Visivelmente alguém está sendo enganado aí.
Valor: Por quê?
Alencastro: Os franceses chamam isso de "Journée des Dupes", quando um acha que ganhou e o outro também, mas os dois perderam. E por quê? O PSDB tem um programa que é de privatização. Parte do empresariado que está apoiando o [Michel] Temer também. Ora, o PMDB é um partido clientelista. O Temer sabe disso melhor do que ninguém. Ele é um deputado que foi eleito em 53º lugar em 2006 entre os 70 de São Paulo. Sabe que o PMDB depende de favorecer o eleitorado, tanto que pegou carona no governo Fernando Henrique e nos governos do PT. O partido vive bem porque tem o maior número de prefeitos do Brasil graças à essa intermediação de qualquer camisa. O PMDB não pode ir para um programa de ajuste violento e privatização, corte de programas sociais. Se for, haverá o movimento social, que não está desmobilizado. O que desmobilizava o movimento social era esse governo. Os dias que vão avançar mostrarão duas coisas: é difícil reverter a decisão, mas um governo Temer estaria diante de dificuldades consideráveis.
Valor: Aquela votação deu a dimensão do que é a classe política brasileira?
Alencastro: Não. É o sistema eleitoral brasileiro, o sistema de lista aberta, em que você pega carona no mais votado. Este Congresso é o pior que temos: sem falar do número que deve contas para a Justiça. É um Congresso que não tem personalidade forte. Dos dois lados. Não tem liderança. No impeachment do Collor tinham várias. O ministério do Itamar estava formado antes de ele assumir. Collor tinha popularidade mínima e um partido que tinha virado fubá.
Valor: Essa Câmara que vimos no dia do impeachment é o retrato do eleitorado?
Alencastro: Não, não, não. O que representa o Brasil são os prefeitos, os governadores, o presidente. Aquilo não. O fato é que o espetáculo da Câmara foi do balacobaco.
Valor: É provável o impeachment passar no Senado? Se sim, como o senhor crê que Temer construiria esse eventual governo?
Alencastro: Provavelmente isso vai demorar dois, três meses. As coisas vão evoluir rapidamente. O movimento social está se manifestando. O patronato também pede medidas. O Armínio Fraga, candidato do PSDB a ministro da Fazenda, o único programa que o Aécio [Neves, presidente do PSDB e candidato à Presidência em 2014] tinha, já disse que não topa. Ficou difícil escolher um nome forte [para a Fazenda]. Há também movimento da Marina [Silva] por novas eleições. Acho válido se for pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. A outra proposta [antecipação de eleição presidencial], apoiada por um grupo de senadores do PT, acho inconsequente. Por enquanto está se seguindo o figurino constitucional. Não acho que haja fundamento, nem crime de responsabilidade. E não sou o único.
Valor: A presidente incorporou o discurso de injustiçada, após a votação da Câmara. E abordou a questão do preconceito de gênero numa conversa com jornalistas estrangeiros.
Alencastro: Acho que tem razão. Duvido que fizessem esse escarcéu que fizeram na Câmara, onde a maioria é masculina, se fosse um homem presidente. Enfim, isto posto, ela tem toda a responsabilidade pela situação que está acontecendo na medida em que está num segundo mandato e errou mais do que tinha direito.
Valor: O fato de Temer ter trabalhado abertamente pelo impeachment poderia afetar a credibilidade dele numa futura gestão?
Alencastro: Acho que afeta. Escrevi um artigo em 2009 sobre os riscos do vice­presidencialismo. Tem gente até que acha que sou vidente [risos]. Eu dizia: ela tem zero voto, nunca disputou eleição nem de síndico, e ele sabe tudo, já foi presidente da Câmara. Isso está desequilibrado. Você imagina o Marco Maciel dando golpe, ou o José Alencar dando golpe contra o Lula? Faz parte de certa autossuficiência do Lula de não ter pesado isso. Dilma é estranha no PT, veio do PDT. Estava fechada no Rio Grande do Sul, Estado autocentrado. Ela começa o governo e muita gente diz que deu uma guinada de 180 graus e não explicou. Foi um erro que escancarou a escolha do Temer como vice. Ele puxou o carro.
Valor: Que gestos um governo Temer teria que fazer? Como poderá fazer uma repactuação?
Alencastro: Ele é um sujeito que não é tão bom quanto dizem. É ruim de eleição, é ruim de programação, rompeu antes da hora ­ com aquela carta despropositada. Não adianta tentar ficar escondendo malandragem. Mordeu os dedos depois daquela carta de ruptura. Houve vários sinais. Foi ver a Dilma. Depois a coisa se precipitou e agora passa por esperto. Mas está vendendo peixe que não foi ele que pescou. Ele tem demanda da clientela dele muito diferenciada, a clientela que o apoiou. Não falo do eleitorado. Ele vai falar na TV e tem um ar sombrio. Não tem contato com o sufrágio majoritário. E o [Eduardo] Cunha está no pé dele também.
Valor: Essa proximidade de Temer com Cunha, algo que ficou evidente no processo de impeachment, seria um fator de desestabilização?
Alencastro: Mas é claro! O Cunha é um sujeito que daqui para frente, cada movimento que fizer derruba prateleiras de panelas. Porque ele está com várias panelas amarradas no pé. Vai ser uma barulheira danada. E está todo mundo de olho nele. E a imprensa vai ter que estar atenta para não endossar essas manobras dele, esses casuísmos que faz para escapar de ser processado. A Suíça está lá com a ficha dele para quem quiser ver. A Dilma está dizendo isso o tempo todo. É uma espécie de mancha que tem no processo do impeachment. Há duas manchas: a traição do Temer e as acusações pesadas e aparentemente comprovadas de que o Cunha cometeu crime fiscal e de corrupção.
Valor: Que impacto ações de movimentos sociais poderiam ter num eventual governo Temer?
Alencastro: Vai limitar a margem de manobra do governo. O impeachment foi vendido como solução que faz disparar a bolsa e baixar o dólar. Mas as pessoas sabem que tem luta social. Nas democracias é assim. Não tem ninguém apostando em ditadura no Brasil, fora meia dúzia de cretinos. O Temer vai ter que lidar com isso. E aí é preciso vir e falar na TV. Não é tomar cafezinho, água mineral, ou o que for, e puxar uma conversa, perguntar como vai a família. Nem dizer "eu sou professor de direito". Não é por aí. Da mesma forma que a Dilma não convenceu como economista, a competência do Temer como constitucionalista também não vai convencer muita gente, porque ele se aproveitou de uma declaração de impeachment, porque num exame rigoroso das causas juridicamente substanciadas ­ a questão das pedaladas, um decreto que ele assinou também ­, isso não configura crime de responsabilidade.
Valor: O que imagina de um governo Temer?
Alencastro: Ninguém pode fazer prognósticos tão longos. Mas o movimento social no Brasil existe, está consolidado. Ele se congrega em torno desses 20% que vão votar no Lula para presidente, e 20% é muito. E tem 40% que acham que foi o melhor presidente do Brasil. Se não prenderem o Lula, ele ganha a eleição de 2018. Se eu fosse um estrategista da oposição, o objetivo número um, estando o Senado ganho [a favor do impeachment], é prender o Lula.
Valor: Do ponto de vista econômico o senhor acredita que Temer faria uma inflexão?
Alencastro: Total, e é isso que tem prometido. Acho até que é daí que vem a rachadura do apoio a ele. Boa parte das pessoas que são contra a Dilma não estão a favor desta inflexão. Ele já deu recados de privatização.
Valor: Reforma da Previdência?
Alencastro: Previdência é uma confusão dos diabos e você tem que ter diálogo social. Não só com os pobres, com a previdência do INSS, mas sobretudo a previdência pública. Isso quer dizer que ele também vai ter que contrariar juiz, procurador, esse pessoal que ganha R$ 100 mil de aposentadoria, que não vai aceitar.
Valor: Considerando a possibilidade de a presidente ser mantida, a oposição alega que ela não tem mais nenhuma condição de governar.
Alencastro: Vamos ver um governo medíocre se arrastando até o fim. Não é a primeira vez que isso acontece. O governo Sarney foi uma pasmaceira também, saiu com inflação de 80%. Você pode ter só quatro votos no Congresso, mas isso não é argumento para te derrubarem, dizendo que não tem maioria. Enfim, ela é presidente eleita. Não era o caso do Sarney. Não será o caso do Temer também. Quem é vice tem sempre legitimidade transitória, isso foi uma frase do Brizola para o Sarney.
http://www.valor.com.bcultura/4532971/temer-vende-peixe-que-nao-foi-ele-quem-pescou
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