Violência doméstica no Brasil

A violência contra a mulher sempre foi uma questão gravíssima no Brasil. Em 2019, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a cada dois minutos era criado um Boletim de ... Desafios para combater a violência doméstica no Brasil. 0; Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, não é o que se observa na atual sociedade brasileira, uma vez que a violência doméstica tem crescido no país. Formas de violência contra crianças, jovens, mulheres e idosos. Na atualidade, em razão de vários fatos ocorridos no Brasil, temos presenciado um sensacionalismo muito grande por parte dos meios de comunicação, principalmente os televisivos. VIOLENCIA DOMÉSTICA O VIOLENCIA INTRAFAMILIAR: ANÁLISIS DE LOS TÉRMINOS ... observou-se uma maior diversidade no uso dos termos, e com relação à violência contra idosos, a prevalência foi do termo VI. ... da Psicologia Social no Brasil. A partir de Ferreira (2010), a Associação Brasileira de Psicologia Social ... Nas primeiras semanas de isolamento social no Brasil causado pela COVID-19, ficou clara a relação entre a quarentena e o aumento da violência doméstica. Algumas autoridades já previam esse quadro considerando problemas semelhantes, como o surto de Ebola em 2014. Mesmo antes da pandemia atual, a situação já era grave, com 1.23 milhão de casos de violência relatados entre 2010 e 2017 ... De acordo com o Mapa da Violência 2012: Homicídios de Mulheres no Brasil (Cebela/Flacso, 2012), duas em cada três pessoas atendidas no SUS em razão de violência doméstica ou sexual são mulheres; e em 51,6% dos atendimentos foi registrada reincidência no exercício da violência contra a mulher. O SUS atendeu mais de 70 mil mulheres ... O que é violência doméstica. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Denúncias de violência doméstica sobem 14% nos quatro primeiros meses do ano Dados do Ligue 180 apontam que houve 37,5 mil registros entre janeiro e abril deste ano, contra 32,9 mil no mesmo ... As denúncias de violência doméstica entre os meses de janeiro e abril tiveram uma alta de 14,1% quando comparadas ao mesmo período de 2019. O mês de abril sozinho apresentou um crescimento de 37,6%, com 9.965 denúncias de casos. Os dados foram divulgados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo federal. A violência doméstica no Brasil. A mídia tem divulgado alguns dados alarmantes sobre a violência doméstica, dados que dão conta de que 'no Brasil, a cada duas horas uma mulher morre vítima de violência doméstica', que 'dez mulheres são vítimas de violência a cada hora', ou 'a cada hora, dez mulheres são vítimas de maus tratos'.

Eu não critico quem não aguenta mais ficar em isolamento e resolve "furar a quarentena" por isso

2020.09.19 06:36 eidbio Eu não critico quem não aguenta mais ficar em isolamento e resolve "furar a quarentena" por isso

Ontem fez exatos seis meses q eu não saio de casa pra absolutamente nada. A maioria de vcs ainda deve ter saído pro mercado, mas nem isso eu fiz, por diversos motivos q não estão no meu controle e não valem a pena ser mencionados aqui, pra não me estender demais (e tbm pq não uso essa conta pra falar de problemas pessoais).
Eu nunca pensei q eu conseguiria ficar tanto tempo em confinamento, mas pra ser sincero eu estou bem, embora sinta falta da vida como era antes. Eu inevitavelmente vou ter q acabar saindo até o final do ano, mas aguentaria passar mais meses como estou sem problemas. Eu nunca fui de sair, então meu estilo de vida mudou mto pouco.
Eu tenho plenas condições de cumprir um isolamento rigoroso por quanto tempo for. Nem todo mundo tem esse privilégio. Pessoas perderam o emprego e estão voltando a trabalhar porque do contrário passarão fome. Mas acho q ninguém em sã consciência critica quem se encontra nessa situação, então esse ainda não é meu ponto.
É preciso entender q o privilégio de se manter isolado não é apenas financeiro. Quantos pais não aguentam mais ter crianças 24h por dia em casa? Quantos jovens não estão tendo q conviver com pais abusivos? Quantas mulheres não estão sofrendo violência doméstica? Quantos não se encontram em depressão e não podem ver seus familiares e amigos?
Quem sou eu pra criticar essas pessoas por querer sair? Problemas psicológicos também existem e tem gente q passou a ignorar isso pra pedir q todo mundo fique trancado em casa até 2022.
Eu vejo gente na gringa dizendo coisas como "você vai arriscar sua vida só pra ir passear num parque?", mesmo em países onde a situação está controlada. Um colega meu ficou com medo de ser "cancelado" por andar de bicicleta na rua. Tem gente q leva a coisa longe demais.
A verdade é q mesmo se o governo ajudasse de fato as pessoas, poucos aguentariam ficar isolados até q a vacina chegue. É sempre bom lembrar q o objetivo do isolamento nunca foi acabar com a pandemia, mas sim evitar q os hospitais fiquem sobrecarregados. Com um número baixo de novos casos, é necessário sim o retorno a um certo nível de normalidade.
Eu sei q ainda é mais prudente ficar trancado em casa no Brasil, e só sair pelo essencial, porque infelizmente a nossa curva não foi achatada. Mas nada muda o fato de q não deveríamos mais estar nessa situação. Se ainda precisamos estar assim é por culpa de outras pessoas q nunca levaram o problema a sério.
Então, antes de "cancelar" aquele seu amigo ou parente q seguiu tudo direitinho por muito tempo mas de repente "furou a quarentena", pense no quão frustante é vc ter q pagar o preço da irresponsabilidade dos outros.
submitted by eidbio to brasil [link] [comments]


2020.08.18 15:20 TimelyGoal5 Este ano já morreram mais mulheres por violência doméstica em Portugal do que no Brasil

Este ano já morreram mais mulheres por violência doméstica em Portugal do que no Brasil submitted by TimelyGoal5 to u/TimelyGoal5 [link] [comments]


2020.07.12 16:22 PasiphaeDNW_03 Congresso aprova medida que incentiva que casos de violência doméstica ocorram no Brasil

Congresso aprova medida que incentiva que casos de violência doméstica ocorram no Brasil submitted by PasiphaeDNW_03 to brasilivre [link] [comments]


2020.07.09 19:17 throwawayweird0 Eu (25M) sou virgem e tenho muitas neuras com relação a isso

Fala transudos do meu Brasil. Pois é, eu sou virgem com a idade tardia de 25 anos. Basicamente, eu me sinto uma merda por isso, já que a grande maioria das pessoas perde a virgindade com menos de 18 anos e desde então sai transando loucamente, enquanto eu fico aqui sendo virgem, solitária e patética. Sinto que todo mundo da minha idade está transando menos eu, e morro de medo que os outros descubram, porque se descobrirem vão me zoar sem dó.
"Ah, mas você é mulher, não é a mesma coisa se você fosse homem" eu sei, mas mesmo assim eu me sinto julgada, porque é bizarro e incomum alguém chegar na minha idade sendo virgem. Eu entro no Twitter e vejo as mulheres da minha idade descrevendo em detalhe suas transas da noite anterior, coisas que gostam de fazer na cama / que já fizeram e fico me sentindo humilhada por elas.
Enfim, eu quero muito encontrar a pessoa certa que seja bacana e tals, mas tenho muitas inseguranças:
  1. Minha falta de experiência. Por eu ser virgem, naturalmente eu não sou "boa de cama" e não sei direito como satisfazer um homem. Sim, eu já vi pornô e li fanfic de forma "didática", mas sinto que visto de fora tudo parece fácil quando na vida real é bem mais difícil.
  2. Meu corpo. Ele é feio, eu sei e já aceitei isso, mas mesmo assim sou insegura. Meus seios e bunda são pequenos, minha barriga não é definida e tem celulite, minhas pernas são finas. Eu tento melhorar a aparência do meu corpo com exercícios mas não tenho conseguido resultados, e sofro muito com isso. Eu imagino que o corpo feminino ideal provavelmente é: a barriga da Pugliesi, os peitos da Mia Khalifa, a bunda da Kim Kardashian, as pernas da Gracyanne Barbosa, o rosto da Belle Delphine e a bct e o cu da Stoya
  3. Tapa na cara. Eu não gosto, ou pelo menos na primeira vez eu não quero, posso até concordar em fazer mais tarde mas desde que o cara peça antes. Eu sei que TODO homem adora, não consegue resistir a sentar a mão com força na cara de uma mulher durante a transa, e parece que toda mulher também adora, mas eu (e eu sei que eu sou bizarra e prude por isso) não, e temo que isso também possa me fazer "perder pontos" com o cara.
  4. Estrangulamento. Mesma coisa acima. É, eu sei, eu devo ser muito chata e fresca pra transar, mas eu não consigo ver o apelo das coisas que, se não fossem consensuais, seriam consideradas violência doméstica. Eu prefiro sexo mais carinhosinho e fofinho.
  5. Minhas fantasias sexuais são bizarras e eu tenho tesão em coisas que a maioria dos homens não gosta. Por exemplo, eu quero chupar os mamilos de um cara, mas tenho certeza que quase todo homem hétero odeia isso e vai broxar na hora
Sei lá, vocês devem estar me achando uma merda por todas essas coisas que eu disse, e eu realmente sou uma merda, uma fracassada e provavelmente uma inc3l feminina. Eu sou problemática mesmo, faço terapia pra isso e minha psicóloga fala que eu estou hiperfocada na minha virgindade e deveria desencanar disso, mas não dá. Às vezes eu acho que vou morrer virgem. Será que eu vou ter uma chance algum dia?
submitted by throwawayweird0 to sexualidade [link] [comments]


2020.02.19 00:27 ebaroni83 O constrangedor silêncio da imprensa e da justiça na violência doméstica contra homens no Brasil

submitted by ebaroni83 to brasilivre [link] [comments]


2019.12.22 08:17 MinistroPauloCats A História da Criminalidade no Rio de Janeiro

A HISTÓRIA DA CRIMINALIDADE NO RIO DE JANEIRO


O professor de história Carlos Eduardo aponta os fatores que levaram o Rio de Janeiro a se tornar uma referência negativa no que tange a criminalidade.

A seguir uma descrição do que aconteceu em todos os governos desde o final daquele que antecedeu o governo Brizola em diante para entender como é que se deu essa crescente violência do Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar eu gostaria de voltar um pouquinho no tempo, quando a capital saiu para Brasília. Eu considero uma tremenda lástima a saída da capital do Rio de Janeiro para Brasília.

Primeiro, porque ela foi baseada numa falácia: que iria desenvolver o Centro-Oeste. Na verdade o que desenvolveu o Centro-Oeste foi o agronegócio. Cidades já existiam e apenas cresceram. Brasília nada produz.

Segundo lugar, tirou o poder de junto do povo. Hoje em dia é impossível você chegar junto de qualquer autoridade para reivindicar qualquer coisa em Brasília, em parte por causa da distância. Quando Brasília foi construída era possível chegar do Rio de Janeiro de São Paulo, de Belo Horizonte em 3 horas. Hoje em dia não existem mais trens passageiros no Brasil. Então você tinha uma facilidade imensa de levar as pessoas até lá, se bem que quando chegassem lá essas pessoas também não teriam mobilidade, mas era possível chegar.

A cerca de quatro anos depois da construção de Brasília esses trens foram suprimidos. Então Brasília hoje é um lugar isolado. Ninguém vai para Brasília por menos de 3-4 mil reais. Quando a capital saiu daqui, foi para Brasília, o poder se distanciou do povo.

Surgiu então uma questão secundária: o que fazer com isso aqui. A PDF - Prefeitura do Distrito Federal - foi criada ainda no tempo do Império, no tempo das diligências, através do ato adicional que criou o Município Neutro, que não fazia parte do estado do Rio de Janeiro.

Então eles resolveram criar um novo estado aqui: o estado da Guanabara. Esse estado da Guanabara teve um governador que foi talvez um dos melhores governadores que o Brasil já teve chamado Carlos Lacerda. Ele não era perfeito, cometeu grandes erros, mas Lacerda foi um exemplo, um divisor de águas na administração pública brasileira.

Um desses erros que infelizmente Lacerda cometeu foi a política de erradicar algumas favelas extremamente incômodas, as populações consideradas problemáticas que ficavam na Zona Sul da cidade e transferir essas favelas para grandes conjuntos habitacionais na Zona Oeste na zona rural da época.

Então depois de Lacerda tivemos o governador Negrão de Lima, que foi um governador absolutamente apagado, e tivemos o governador Antônio de Pádua Chagas Freitas, que era dono do jornal O Dia. Na época era um jornal popular do tipo que se espremesse saía sangue. Hoje tem uma linha editorial totalmente diferente, mas antigamente era mais especializado em funcionários públicos e outras notícias assim.

Pois bem, esse governador Chagas Freitas era um governador extremamente impopular. Ele ficou dois mandatos, um pelo estado da Guanabara, depois ele ficou mais um tempo como governador do estado do Rio uma vez que houve fusão do estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara.

Quando houve essa fusão, o tipo de política que se fazia no estado do Rio de Janeiro era bastante ruim, baseada em na figura dos chamados coronéis. A política do Rio de Janeiro era muito personalista, e esse tipo de política é baseado em compra de votos, nomeação de cargos públicos, de funcionários públicos sem concurso apenas por conhecer um político. Esse tipo de vício político invadiu estado da Guanabara e ao mesmo tempo a riqueza do estado da Guanabara - que era o segundo estado mais rico da federação e participava com mais de 30 por cento da economia do Brasil - essa riqueza toda passou pra esses políticos do interior.

Nesse contexto nós tivemos o segundo governo do Chagas Freitas e aí veio o processo chamado Abertura. Então o governador Brizola voltou. Brizola era um antigo conhecido dos cariocas. Brizola uma vez boicotou a vinda do chamado feijão preto para o estado da Guanabara. Por uma particularidade que eu não sei explicar porquê, o Rio de Janeiro é o único estado da federação que o feijão preto é a base alimentar. O feijão preto era plantado no Rio Grande do Sul apenas para abastecer o estado do Rio de Janeiro. Nos outros estados o feijão preto é consumido mais como exceção, mas aqui é consumido diariamente, inclusive tem muita gente que como feijoada diariamente. Mas enfim, o Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, por várias maneiras conseguiu impedir a vinda de trens, de caminhão, de navegação de cabotagem com gêneros alimentícios para o estado da Guanabara.

Embora a capital oficialmente já tivesse saído para Brasília, a capital de facto ainda era aqui. Tanto é que no dia 31 de março, o saudoso general Olímpio Mourão Filho desceu de Juiz de Fora para colocar fim ao comunismo de João Goulart. Ele desceu para o estado da Guanabara.

Muitas estatais estavam aqui, muitos ministérios estavam aqui e há até hoje: a Petrobrás está aqui, a Ancine está aqui, acho que o IPI também, o Instituto de Pesos e Medidas, a Biblioteca Nacional, o próprio Museu Nacional que pegou fogo, o palácio da Quinta da Boa Vista, ainda tem muita coisa federal aqui.

Quando os militares abriram as portas, o senhor Leonel Brizola, que foi o homem escolhido para implantar o comunismo no Brasil, um comunismo do tipo cubano, esperou um tempo para ter certeza que teria segurança.

Ele era um homem que, pelo rádio, conclamava o povo incitava o povo a fazer pequenas milícias de guerrilha para derrubar o governo militar, aliás ele tramava para derrubar o próprio cunhado dele João Goulart - era completamente obcecado pelo poder.

Esse homem perturbou imensamente o governo de Carlos Lacerda. Ele e Brizola eram inimigos figadais, eles tinham um ódio irreconciliável. Mas como Lacerda foi um excelente governador, ele praticamente pavimentou todas as ruas do Rio de Janeiro, ele acabou com a questão da vala negra a céu aberto, ele asfaltou muitas ruas. Infelizmente ele acabou com o bonde, fez algumas coisas erradas. Todos esses conjuntos habitacionais foram também muito ruins, mas de um modo geral, só o fato de ele acabar com o problema da falta d'água já foi uma coisa maravilhosa.

As pessoas contavam, eu escutava isso das pessoas antigas e ficava imaginando: pessoas que tinham que trabalhar às seis horas da manhã no dia seguinte levantavam às 5 horas da manhã, eles ficavam acordados na calçada das casas até meia-noite às vezes, até uma hora, esperando barulhinho de cair um ou dois palmos de água na caixa d'água.

Isso era o Rio de Janeiro antes de Lacerda, havia o racionamento. Eles um dia apagavam a Zona Sul, no outro dia apagavam o Centro. Imagina as pessoas que estivessem dentro dos elevadores!

Havia uma hora certa que a luz seria desligada então a Light orientava todos os motorneiros de bondes a destrancar os cruzamentos. O negócio era muito bem cronometrado para que não acontecesse dos bondes pararem justamente dentro dos cruzamentos. E depois nos outros dias eles apagavam a zona rural e a Baixada Fluminense.

A Light era concessionária tanto do estado da Guanabara como de parte do estado do Rio. O consumo era muito pequeno por aqui então eles apagavam tudo junto e o Lacerda conseguiu acabar com isso. Fez uma termelétrica em Santa Cruz.

Então o povo começou a gostar muito do Lacerda e ao mesmo tempo começou até essa ojeriza do Brizolismo.

Mas em 1980, de repente Brizola volta. Na eleição Brizola era considerado um azarão a a pessoa mais cotada para ser a governadora era a deputada, na época a ex-ministra da Educação, professora Sandra Cavalcanti, que era da linhagem política direta de Carlos Lacerda.

Sandra Cavalcanti já estava praticamente eleita quando de repente acontece uma reviravolta na mídia e a contagem dos votos revela Brizola com 32% dos votos! Muito estranho!

O voto era feito de papel e quem contava o voto eram apenas funcionários públicos, a esmagadora maioria. Na hora de contar os votos tinham fé pública, ou seja, o que eles diziam que tinha na urna era aceito sem questionamento.

Os títulos de eleitor que tinham digital da pessoa, tinham apenas uma foto que muitas vezes era a foto de infância. Então o processo eleitoral foi bastante turbulento. A apuração demorava muito em lugares extremamente quentes e abafados e as pessoas contando votos de muita má vontade, embora o funcionário público ganhasse dias para fazer aquilo. Era uma fraude tremenda em todos os níveis. As pessoas hoje reclamam da urna eletrônica mas as pessoas não têm noção do que era a fraude no voto de papel.

De repente, no segundo turno Brizola se elege com 32-33% dos votos. Ninguém teve maioria absoluta. Carlos Lacerda tinha morrido seis anos antes e a memória dele ainda estava recente. Mas a professora Sandra Cavalcanti era da linhagem direta dele e foi alijada do sistema.

O governador Chagas Freitas havia se envolvido numa coisa que eu considero um dos maiores erros políticos no Brasil que é praticado desde o presidente Marechal Hermes até os dias de hoje: a política dos grandes conjuntos habitacionais.

Esses grandes conjuntos habitacionais eram conjuntos pra mil, 1700, 1800, 2300 famílias. O MDB na época viu que os grandes conjuntos habitacionais no Rio eram um celeiro de votos. Muitos políticos viram e perceberam isso então eles faziam todo um esquema de obras parciais.

O que eram essas obras parciais? Por exemplo: pavimentar uma rua até a metade e essa pavimentação acabaria exatamente no dia da eleição. Colocar água numa rua até a metade e iluminar uma rua até a metade. Isso gerava muitos votos.

Então eles deixaram todo o esquema pronto para o Brizolismo se implantar. O Brizolismo chegou e pegou essa população extremamente carente e extremamente cansada de mentiras, vivendo em condições péssimas.

Um dos pilares do Brizolismo, que acabou sendo um dos pilares da esquerda hoje, é a militância a nível local, a capilaridade - isso falta muito à nossa direita hoje. Eles colocavam ou pegavam ali naquela rua quem era o sujeito mais ligado pra fazer essas coisas, tipo falar em público, com disposição pra contato com as autoridades, capaz de fazer abaixo-assinado, etc.

Pegava aquele sujeito e dava o telefone do Palácio e aí, para surpresa de todos, aquele sujeito ia num orelhão - na época ninguém tinha telefone em casa - e telefonava para o palácio e, por incrível que pareça, o senhor governador Brizola atendia pessoalmente.

Atendia esse cidadão que fazia a queixa lá de alguma coisa e no dia seguinte o governador passava por cima de prefeitura, passava por cima de secretarias, passava por cima de todos os órgãos para executar aquele serviço.

A Constituição de 67 dizia que nas capitais e nas grandes cidades e nas áreas de segurança nacional, o prefeito seria nomeado pelo governador. Isso é um cenário maravilhoso se você tivesse todos os governadores alinhados. Mas de repente você tem um Brizola governador, então o prefeito aqui era chamado na época pelos jornais com um apelido pejorativo - "domésticas" - era um tanto preconceituoso. Então tinha o "empregadinha" do governador, "doméstica" do governador de modo que a prefeitura era uma ficção jurídica e o estado era que mandava.

Esses grandes conjuntos habitacionais rendiam milhares e milhares de votos. Esse é o primeiro ponto. Foram essas pessoas que faziam a ponte direta entre o partido PDT.

O segundo ponto que firmou Brizolismo, mas extremamente nocivo à população, foi não combater mais o narcotráfico. Então há a partir dali a venda de drogas, de qualquer tipo de entorpecente. A cocaína na época ainda era uma droga cara demais, se vendia bem pouco. Mas a maconha sempre foi mais barata e mais fácil de produzir.

Enfim então foram dadas ordens explícitas à Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro que não subisse o morro, que não combatesse os traficantes de drogas. Isso aí nas favelas que ficavam nas regiões ricas da cidade, a Zona Sul, no Centro. A Zona Norte na época não estava tão favelizada como hoje em dia. Assim, além do consumo local começou a ter um consumo de uma elite, classe média, que começou a parar ali e comprar.

O terceiro ponto do Brizolismo é o funcionário público. O Brizolismo não tinha qualquer tipo de responsabilidade financeira com o Erário. Em outras palavras eles colocavam aumento em cima de aumento do salário do funcionário público. Pra você ter uma idéia nós estávamos na época com taxas de inflação volta de 16 a 20 por cento ao mês. Talvez um pouco menos. E todo mês havia reajuste automático sendo que a cada três ou quatro meses mais uma folha complementar.

Imagina você gastar todo seu dinheiro, completamente afogado em dívidas e de repente vem o seu patrão, que é o governo do estado, governo do município, e diz "agora você vai ter dois pagamentos de salários". Então foi o caso de amor à primeira vista né!

Quando o Brizola fez alguma pouca coisa certa a gente tem que elogiar: ele fez um rigoroso combate ao funcionário fantasma. Ele combateu muito funcionário fantasma, mesmo porque ele precisava de dinheiro. Talvez não fosse tanto pelo aspecto da moralidade mas por um aspecto estratégico e precisava de dinheiro.

Então funcionário público teve acréscimo do padrão de vida dele que foi absurdo e isso fez o terceiro pé do Brizolismo.

Então você tem funcionários públicos completamente fanatizados, você tem esses líderes comunitários - isto é, mais tarde foram chamados de líderes comunitários mas geralmente eram gente de igreja. Gente da Igreja Católica, formada pela esquerda católica, que se tornaram líderes de ruas e associações de moradores, etc, a começar a formar um poder paralelo.

Você não precisava mais falar com o administrador regional, nem com o secretário de obras, nem falar com o prefeito, dependendo da sua condição só falava diretamente com o governador.

O terceiro ponto que foi essa liberação... liberação tática, obviamente. Não podia liberar da lei mas foi a liberação do tráfico - não só do tráfico mas a liberação ao furto de serviços da concessionária. A Light começou a ter uma uma evasão de energia elétrica imensa mas não podia mais cortar. A CEDAE que era a concessionária de águas e esgotos nem se fala! Os canos passam por debaixo da terra e era tanto gato mas tanto gato que nem a CEDAE sabia mais quanta água estava sendo consumida em determinado bairro.

Tudo isso e ninguém podia cortar o serviço. O sujeito simplesmente recebia conta d'água e engavetava, que não era cortado o fornecimento.

Isso tudo foi criando hábitos: o muro da linha do trem - nós temos aqui um serviço de trens elétricos que foram os últimos dois grandes serviços de trens elétricos que sobraram no Brasil. Começaram a fazer um monte de buracos na muralha da linha do trem e as pessoas entravam na faixa de domínio, ficavam sem pagar o trem, pulavam o muro, faziam buracos, etc. Então se criou essa cultura perversa do não pagar.

Não há como uma sociedade baseada nisso prosperar. Pelo contrário, costumo dizer que o Rio de Janeiro hoje é um cadáver de 35 dias. O Rio de janeiro está podre e já está acabado mas só não desistimos isso aqui primeiro porque nós amamos muito e segundo porque isso aqui é fundamental para o resgate do Brasil. O futuro do Brasil passa por aqui e a terceira coisa, nós temos nossas famílias, temos nossos empregos, nós temos os nossos negócios aqui, apesar de toda a violência, toda criminalidade, ainda sobrevivemos isso aqui.

Por incrível que pareça ainda existem empregos aqui, embora o Brizolismo tenha matado a indústria do Rio de Janeiro a unha. Havia um órgão ambiental chamado FEEMA. A FEEMA destruiu por exemplo a indústria cimenteira do Rio de Janeiro, destruiu a indústria química. Eram multas e regulamentações e não só a FEEMA, qualquer tipo de órgão.

Perto aqui da minha casa existe uma estação chamada Benjamim do Monte e um grupo japonês de estaleiros chamado Ishikawajima fundou uma empresa chamada Ishibrás. Era um grupo que tinha uma montadora de peças para navios. As peças brutas eles faziam junto do mar e as peças mais leves eram feitas numa fábrica aqui em Campo Grande.

Quando foi instalada aqui a primeira coisa que descobriram é que não tinha como tirar a carga porque nas ruas tudo contribuía para travar o caminho dos caminhões. Nem memso pela linha do trem podia mais porque a rede ferroviária proibiu o tráfego de cargas nas linhas de subúrbio.

Então não tinham mais como descer as peças deles de trem - eram peças pequenas, mais sofisticadas, mas pequeno para o navio ainda é muito grande. Então aquilo passava batendo em sinal de trânsito, batia em fiação, enfim, causava problemas com a vizinhança e conflitos.

Depois de 12 anos ele simplesmente abandonaram aquilo e saíram. Largaram tudo e a indústria naval do Rio de Janeiro foi destruída. Hoje em dia eu sei que esse fenômeno não foi apenas aqui no Rio de Janeiro, foi no Ocidente inteiro.

A indústria naval foi destruída nessa época entre os anos 80 e 2000 e hoje a gente sabe o resultado. A indústria naval foi destruída e foi toda levada à China. Não é uma mera coincidência.

O que sobrou de indústria no Rio de Janeiro? Bancos, por exemplo, não temos mais nenhum. Você pensa, por exemplo, naquele piloto de Fórmula 1 que sofreu um acidente terrível nos anos 70 chamado Nikki Lauda. Ele tomou um concorde e veio para o Rio de Janeiro para ser operado pela equipe do cirurgião Ivo Pitangui na Santa Casa de Misericórdia - que aliás tinha uma ala que foi administrada pelo Doutor Enéas Ferreira Carneiro. Foi operada aqui a primeira linha comercial do Concorde, o avião supersônico, foi de Rio de Janeiro a Paris.

E você pensa o que é o Rio de Janeiro hoje? O que virou isso aqui? É triste demais! Eu tenho vontade de chorar. É deprimente, mas isso também não quer dizer que nós vamos entregar os pontos.

Mas porque os governos que vieram depois não foram consertando o que o Brizola deixou? Tivemos quatro anos de Brizola numa época que a Constituição lhe dava praticamente plenos poderes. Ele podia mexer como ele queria com o orçamento, podia dar plenas ordens à Polícia Militar, não tinha Ministério Público, não tinha uma imprensa cáustica no pé dele o tempo todo, não tinha políticos de grande porte que se opusessem a ele.

Então com quatro anos você estraga demais uma sociedade, principalmente uma sociedade que está acostumada à benesse. Ele dava muitas benesses pra funcionário público e donos de associações de moradores e para políticos, deixando-os governarem junto com ele.

Moreira Franco chegou e interrompeu o ciclo Brizola. Moreira Franco foi eleito dentro da onda do Plano Cruzado. Queiramos ou não, Brizola na época foi o único que denunciou o estelionato eleitoral do Plano Cruzado. Esse plano não seria apenas um congelamento de preço. Havia todo um arcabouço ali de cortar despesas públicas e de privatizar estatais - já naquela época se pensava isso - mas o governo Sarney não deixou. Não pagou o preço político e apenas fez o congelamento e o segurou o quanto pôde até às eleições.

Então você tem um Moreira Franco enfraquecido. Ele já não era querido das pessoas. Na eleição do Brizola ele chegou em segundo lugar e tinha sido prefeito de Niterói e muita gente o detestava completamente.

Então o governo Moreira Franco foi um governo fraco. Foi um governo que tentou ainda combater um pouco a bandidagem. Esse mérito tem que ser dado, mas a coisa já estava muito enraizada. Ele ganhou uma antipatia absoluta do funcionário público porque ele fechou a torneira do dinheiro e os salários foram achatados, foram reduzidos à realidade. Muito dinheiro que era mandado para manutenção de escolas e hospitais e outras repartições foi cortado pois o Erário estava completamente falido.

Então quatro anos depois você tem o Brizola 2. Nesse segundo governo Brizola se concentra não mais na política dos CIEPs. CIEPs são escolas em concreto pré moldado que ele dizia que era para 500 alunos, mas na verdade eram dois turnos de 250. O CIEP inaugurou essa essa concepção que nós temos hoje de escola-prisão: você tem que prender a criança dentro da escola, não pode deixar a criança em sua casa, não pode deixar a criança sair... Há 220 dias letivos por ano, então é um público cativo para doutrinação.

Brizola gastou muito dinheiro com CIEPs e Moreira Franco abandonou aquilo. Quando Brizola retoma quatro anos depois, ele pega boa parte do dinheiro do Erário, conclui aqueles CIEPs e começa novas obras de CIEPs e coloca o pé numa nova fronteira política, que é legalizar as grandes invasões de terrenos, grandes invasões de terras.

Então você tinha enormes áreas da zona rural que eram destinadas à agropecuária. Em Campo Grande havia a Manteiga Campo Grande que era vendida pro Brasil inteiro e de repente essas áreas todas se tornam imensas favelas. Um caos absoluto onde cada um, sem qualquer critério, sem necessidade alguma, pessoas que já tinham casa, pessoas que já tinham terrenos e bens, iam lá e pegavam de 4 a 7 lotes cercados com barbante, e 2 ou 3 meses depois o estado desapropriava aquela área e dava títulos de posse a quem quer que fosse.

Em pouco tempo depois nessas áreas, os bandidos e traficantes de drogas, já bastante fortalecidos, colocaram aquele pessoal todo pra fora e tomaram um monte desses imóveis.

Então você hoje tem imensas áreas no Rio de Janeiro que são áreas oriundas dessa situação, com ruas de três metros de largura, sem espaço de arejamento, sem espaço pra escola ou lazer. O lazer lá hoje em dia são bailes feitos pela bandidagem infelizmente. Esse empreendimento foi tomado realmente pelo submundo.

Então aquilo espalhou o caos por todas as áreas. Hoje em dia praticamente não sobra uma área plana no Rio de Janeiro que não tenha sofrido algum tipo de invasão.

Com isso foi reforçada ainda mais a base eleitoral Brizolista. Quando Brizola saiu entrou o advogado Nilo Batista que é conhecido por ser um grande defensor de perseguidos pelo governo militar. Depois do Batista veio o governo Marcello Alencar, que já pegou isso aqui completamente destruído. O próprio Marcello Alencar era filho político de Brizola e depois veio Cesar Maia, que também era filho político de Brizola, fez muito proselitismo com o funcionário público e muito proselitismo com a terceira idade.

Depois veio uma figura completamente obscura que era um simples deputado estadual chamado Sérgio Cabral Filho. O pai dele era do movimento comunista e inclusive teve que deixar o Brasil durante o governo militar. O Sérgio Cabral Filho viu nesse filão aí da terceira idade o nicho de plataforma política no qual poderia conseguir o governo dele.

Depois veio o governo Garotinho. Os Garotinhos são um pessoal que veio de Campos e foi um desastre total para Campos. É aquele mesmo modo de fazer política do estado do Rio daquela época antiga.

Então nós não tivemos ninguém. Só agora o Wilson Witzel começou a enfrentar a bandidagem, coisa que não se fazia com seriedade há muito tempo.

E de fato ele não pode ser penalizado pelo estado de caos depois de 30 anos... 30 anos é mais de uma geração!

As pessoas hoje simplesmente não sabem pensar fora da gaiola. Um exemplo: eu falava com uma pessoa que é autoridade sobre questão de faixa de domínio da ferrovia invadida. Um sujeito simplesmente foi lá e fez o barraco dele em cima dos trilhos. Literalmente, o tráfego foi interrompido por um motivo qualquer e passados alguns anos o sujeito foi lá e fez uma casa. A gente estava falando do ramal de Mangaratiba. Já fizeram 140 casas em cima da linha do trem, que é terra da União. A resposta dele foi "ah mas nós temos que indenizar inclusive são casas boas, não sei o quê, temos que indenizar..."

Peraí como é que é isso? Onde nós estamos? Ele é uma pessoa boa, uma pessoa sensata e honesta, mas as pessoas já não conseguem mais pensar fora da gaiola. Como assim tem que indenizar quem invadiu o espaço público? Tem que indenizar quem edificou no canteiro central de uma avenida?

As pessoas perderam a noção do belo, a noção da funcionalidade do espaço, e também perderam completamente aquela alegria que o carioca tinha. O Rio de Janeiro era uma das poucas cidades nos anos 90 em que você estava andando pela rua e um estranho começava a conversar com você - em cidade grande isso não existe mais em nenhum lugar do mundo.

O Rio de Janeiro foi uma das últimas cidades que teve isso. Hoje isso foi perdido. Hoje o carioca é calado e introspectivo e só se solta realmente quando está em grupo de confiança. Não fala mais, completamente manietado e não sabe pensar diferente daquilo, pois, é claro, durante 30 anos só recebeu esse tipo de doutrinação, inclusive na escola, uma escola feita para imbecilizar. É difícil!

Mas nós temos jeito sim. Nós vamos conseguir dar a volta. Talvez nós não vejamos, talvez seja a próxima geração, mas essa semente tem que ser plantada agora. O país precisa ser limpo, ser preparado agora e
nós nunca mais teremos esse tipo de problema. Teremos outros problemas mas não esse tipo de problema.

https://www.youtube.com/watch?v=lfCFLYm2rDo
submitted by MinistroPauloCats to brasilivre [link] [comments]


2019.12.15 06:14 criatura PQC com Marília Moschkovich, nesta segunda (16) a partir das 18h

Amanhã teremos como convidada do nosso Pergunte-me Qualquer Coisa a Marília Moschkovich. Socióloga, mestre e doutora de sociologia da educação e estudos de gênero, com experiência em universidades na Argentina, França e Alemanha, onde mora atualmente como bolsista do programa German Chancelor Fellowship for Tomorrow’s Leaders.
Mãe, trabalha na área de gênero, violência doméstica, sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos e modelos não-tradicionais de relacionamento (não-monogamia)
É porta-voz da organização TamoJunta, que oferece informações sobre aborto seguro e é apoiada por organizações como a BPAS (Inglaterra) e a Women on Web (Holanda).
Também atua como tradutora, escritora, poeta, editora e comentarista política.
Como comentarista política ganhou destaque por escrever - e prever, na época das manifestações de 2013, muito do que aconteceu na política nacional desde então (aos interessados, vale a pena ouvir o episódio do Anticast sobre isso)
Anúncio e confirmação do evento no Twitter @MariliaMoscou: https://twitter.com/MariliaMoscou/status/1204836080064839681

Como de praxe, o aviso da moderação:

submitted by criatura to brasil [link] [comments]


2019.11.19 03:28 Arqium 19 de novembro é dia internacional do Homem

Dados do Brasil em uma pesquisa rápida:
->80% Dos moradores de rua são HOMENS.
-> Câncer de próstata atinge 1 em cada 6 homens, e é a segunda doença mais letal. Mais homens morrem de câncer de próstata do que mulheres de câncer de mama (não que isso seja uma competição).
-> Homens representam 76% de todos os casos de SUICÍDIO no Brasil. É a segunda maior causa de morte entre jovens.
-> Homens são 83% do total de mortos em acidentes e homicídios no país.
-> 93% das vítimas de acidente de trabalho fatais no Brasil são Homens.
-> No Brasil, não há estatísticas oficiais de violência doméstica contra homens, mas homens também sofrem violência doméstica, abusos físicos, emocionais e sexuais. Abuso começa cedo e é completamente aceito como normal, quando um menino apanha para ser corrigido, ou é repreendido na escola.
-> A expectativa de vida para o homem é de 7 anos a menos que para a mulher, enquanto o homem precisa trabalhar 5 anos a mais que a mulher para poder aposentar.
-> No Brasil, a justiça favorece as mães em 87% dos casos no caso das guardas dos filhos diante de divórcios, os pais só ganham em 5% dos casos.
................................
Você homem, que lida com essas dificuldades diariamente, e ainda sentem a pressão de por o pão na mesa, saibam, EU VEJO vocês, e não estamos sozinhos nessa.

19 de novembro é dia internacional do Homem.
Lembre desta data, e seja lembrado.
Lembre de seus amigos, seus colegas, seus pais e seus irmãos.
Este é nosso fardo, e nossa força.
-----

Este caso aconteceu comigo:
Quando eu tinha 10 anos, as meninas da minha sala de aula resolveram fazer uma gangue e diariamente escolher um menino e espanca-lo. Eram 7-8 meninas contra 1 menino por vez. Isso durou semanas. Quando chegou minha vez eu chamei a professora, mas nada aconteceu e as meninas me ameaçaram em dobro. Eu então juntei os meninos que tinham apanhado e outros da sala para dar o troco. Nem aconteceu nada, simplesmente fomos todos para a sala do diretor, pois as meninas falaram pra professora que nós iriamos bater nelas. Eu e mais 4 meninos tomamos suspensão e tivemos nosso nome manchado.
submitted by Arqium to brasil [link] [comments]


2019.08.07 15:50 lanaSouza “Bullying “nas relações conjugais - palavras que machucam!

Artigo publicado há 5 ANOS no JusBrasil , pela própria autora deste Blog, mas com antigo perfil do Jus (sucesso por lá, editado aqui pelas alterações da Maria da Penha em 2019)
Há alguns anos, poucos após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha(11.340/2006), uma senhora me procurou, em meu antigo escritório em Cuiabá, para contar o que se passava consigo, na verdade, com o seu relacionamento conjugal.Dizia ela estar casada havia 3 anos e meio e há muito já não sabia o que era ouvir uma palavra carinhosa do marido, ao contrário disso, só ouvia frases depreciativas à respeito de sua aparência, suas vestes, sua inteligência, sua formação profissional, etc.
*Este texto está disponível também AQUI
Aliás, ela não sabia dizer se algum dia teria ouvido um elogio do marido sobre algo relacionado a ela, mesmo antes de casarem.
A senhora em questão havia me procurado para saber se tinha algo que ela pudesse fazer acerca do assunto, uma vez que também considerava aquilo como um tipo de violência doméstica. Ela estava certa. A violência porquê passava no dia a dia, dentro do lar, é considerada pela Lei 11.340/2006 como sendo Violência Psicológica, e vem prescrita nos artigos 5º “caput” e 7º, inciso II da referida Lei.
Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 150 de 2015);
Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
(…)
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Hoje (2019), entretanto, a antiga Lei já conta com as mudanças acrescentadas pela Lei 13.827/2019, com as seguintes alterações:
Art. 2º O Capítulo III do Título III da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescido do seguinte art. 12-C:
“Art. 12-C. Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher em situação de violência doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida:I - pela autoridade judicial;II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ouIII - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
§ 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será comunicado no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida aplicada, devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.
§ 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade provisória ao preso.”
Art. 3º A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 38-A:
“Art. 38-A. O juiz competente providenciará o registro da medida protetiva de urgência.
Parágrafo único. As medidas protetivas de urgência serão registradas em banco de dados mantido e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça, garantido o acesso do Ministério Público, da Defensoria Pública e dos órgãos de segurança pública e de assistência social, com vistas à fiscalização e à efetividade das medidas protetivas.”
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 13 de maio de 2019; 198o da Independência e 131o da República. JAIR MESSIAS BOLSONARODamares Regina Alves
A violência em questão é quase tão grave quanto a física, podendo ser inclusive pior, vai depender do “estado emocional” de cada mulher e da constância da agressão!A pessoa da história acima passou a sofrer depressão com o decorrer do tempo. Frequentava o psiquiatra e tomava remédios controlados; não conseguia mais trabalhar e fazer as atividades da casa como antes pois vivia mais acamada do que disposta.
Engordou, deixou de fazer coisas que antes gostava, coisas normais e consideradas necessárias para uma mulher como: pintar as unhas, depilar-se, fazer exercícios, ir ao cinema, falar e encontrar com amigas e parentes; isolou-se em seu mundo – passou a ser tão“agressiva” com os demais que acredita ter se igualado ao agressor (marido); a vida dentro de casa transformou-se em “elogios” mútuos.
De pessoa “doce”, carinhosa, gentil e amável, em especial com os romances que já havia tido anteriormente, passou a ser amarga e tratar esse companheiro da mesma forma que ele a tratava pois, segundo ela, “é dando que se recebe”; “quem oferece flores receberá flores, mas quem só dá espinhos é isso que conseguirá” (palavras dela). No entanto, quanto mais agressiva (com palavras) se tornava, mas culpada e infeliz, vivia!O que fiz por essa senhora?
A Lei ainda era considerada “experimental”, estava em vigor há pouco mais de um ano, todavia era novidade, inclusive em se tratando de violência psicológica – no que tive de estudar o assunto para dar uma melhor resposta. Acredito que ela somente aguardou a resposta porque eu era indicação de uma amiga sua.
Diz ela que contar o caso que se passava em sua vida já era difícil e vergonhoso por demais para me contar, sair relatando a dois ou três Advogados era impossível.Assim fui “estudar” a lei mais a fundo para saber se o caso dela haveria solução.Percebi que, pelo fato de NÃO estar disposta à separação, nem tinha vontade de vê-lo preso, pois era ele quem mantinha a casa com o “bom salário” que recebia; (estava desempregada) e, na época sem condições psicológicas para tal; não haveria muito o que fazer a não ser indicar acompanhamento psicológico para ele também – até porque, como já dito, a lei era muito nova e não havia precedentes ou algo que se pudesse valer como “exemplo” para resolver a situação.Acredito que minha explicação não lhe tenha caído muito bem, pois ela insistia que àquilo era crime, já que havia lido a lei antes de ir me consultar. Um tipo difícil de cliente, pois acha que sabe tudo; não aceita conclusões e explicações que não seja do agrado. Mas qual seria a resposta que ela gostaria de ouvir se não queria se separar do marido nem vê-lo preso?- Já não sei, nunca entendi!Só sei que se a vida dela não estava fácil, a minha também não ficou nada agradável depois dessa consulta. Essa senhora estava muito impaciente, amarga e intolerante. Chorava com facilidade e perdia a paciência por qualquer coisa.
Realmente estava doente devido ao relacionamento perturbado que tinha com o marido, segundo ela, já tinha até pensamentos suicidas. Confesso que fiquei atormentada por não “conseguir” fazer nada.O esposo dessa cliente transformou a vida dela num inferno ao se aproveitar de sua fragilidade e dependência econômica!Chamá-la de preguiçosa, burra, gorda e inútil era comum, isso fez com que a auto estima dela se perdesse por completo. Era por isso que não desejava a separação, acreditava que não encontraria mais ninguém e muito menos um emprego para seguir vivendo – ele fazia questão de dizer, também, que ninguém a iria querer.
A atitude dele parecia a de um sádico; só se sentia feliz quando a fazia chorar – muitas vezes chegou a pensar que ele poderia ser um psicopata, já que não sentia nada por ela, nem por ninguém; totalmente desalmado e descompassivo – o pior de tudo é que ele deixava claro que gostava de ser assim!O relato que acabo de transcrever é bastante comum. Acredito que hoje a facilidade em lidar com tais situações é bem maior que há 13 (doze) anos, quando essa senhora me procurou.
Hoje existem delegacias especializadas em defesa da mulher em qualquer cidade, há ajuda psicológica oferecida pelo próprio Estado e apoio incondicional à mulher vítima de qualquer violência que venha descrita no artigo 7º da Lei Maria da Penha, e as alterações inseridas pela nova Lei (a de 2019 - citada acima).Um dos motivos que me fez recordar dessa infeliz Senhora foi a leitura de um artigo publicado na revista Marie Clarie de outubro de 2014, que entrevistou a Psicóloga Adelma Pimentel sobre o lançamento do livro em que é autora, denominado“Violência Psicológica nas relações conjugais” (da Summus Editorial).A obra fala do efeito devastador que uma violência desse gênero poderá acarretar nas relações conjugais.Preferi, no entanto, nomear este artigo como “Bullying” nas relações conjugais, pois a violência psicológica é partida, quase sempre, de um membro que se acha superior direcionada a outro que se encontra, segundo quem pratica, em relação de inferioridade.

Veja o que diz o artigo da Marie Claire:

Protegida pelo silêncio, incorporada aos costumes, herança da cultura patriarcal, ela se instala nos lares desde muito cedo, levando os casais a estabelecer relações pobres e, muitas vezes, doentias.
Estudiosa do assunto e militante da causa da prevenção e da erradicação da violência, Adelma apresenta um retrato dos embates psicológicos que acometem parceiros das mais diversas origens e classes sociais. No livro, ela faz uma análise profunda sobre o tema, propõe a nutrição psicológica de cada membro do casal para que diminuam os conflitos e oferece elementos indicativos para romper o ciclo de violência e restabelecer os vínculos afetivos do casal.Apesar da grande incidência nas relações conjugais, a agressão geralmente não é reconhecida pelos cônjuges, sobretudo pela mulher. Entre suas manifestações estão o deboche, a humilhação e o isolamento.
Na avaliação da psicóloga, famílias são organizações complexas, dialéticas e ambíguas. Campo de diversos choques, ódios e de trânsito voraz de rápidas, variadas e múltiplas emoções que podem coexistir no mesmo dia, conforme os atores e seus atos. “Dentro delas, os embates atravessados pela violência psicológica podem contribuir para forjar casamentos precipitados, uniões estáveis e até mesmo namoros que perpetuam o círculo vicioso de aprisionamento dos sujeitos”, complementa.
Num mundo totalmente reconfigurado, em que os papéis de gênero sofrem mudanças a cada dia, o livro é um referencial para discutir antigos modelos familiares e novos caminhos de expressão, baseados no autoconceito, na autoestima e na autoimagem nutridos psicologicamente desde a infância. “O objetivo é cooperar com os esforços coletivos para atualizar e renovar nossa humanidade, tão fragilizada pela supressão de valores éticos”, afirma a autora. Para ela, o diálogo é o nutriente imprescindível de uma relação afetiva amorosa. Ele é mediador do fortalecimento dos vínculos e do não enraizamento das violências privadas, sobretudo a psicológica.
Fonte: gruposummus. Com por Marie Claire
Autoria /Comentários: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Foto/Créditos: pixabay grátis *Às vezes, como no caso apresentado, a única solução viável é o Divórcio; aproveito para indicar um sistema online, EFICAZ e mais barato do Brasil para se divorciar (funciona para ambos os sexos e quaisquer outra forma de relacionamento conjugal homossexual).
submitted by lanaSouza to DivulgueDireito [link] [comments]


2019.04.28 18:21 ReinhardtWVWB Sensacional documentário sobre violência doméstica no Brasil

Sensacional documentário sobre violência doméstica no Brasil submitted by ReinhardtWVWB to brasilivre [link] [comments]


2019.03.28 13:21 Skeptical_Hippie Vamos parar a desinformação sobre Suzano e o school shooting? 3 artigos para vocês.

Hoje eu respondi a uma postagem aqui no brasil em que um user perguntava " Parece que tem muito "estudante" disposto, ou pelo menos ameaçando reproduzir o Atentado de Suzano. Como pode, gente querendo recriar algo horrível, que eu saiba as pessoas procuram repetir as coisas boas. Vocês podem me dizer que fenômeno é esse? " Como é de se esperar, algumas das (des)informações propagadas por ai chegaram ás respostas do sub. Mas francamente menos do que eu esperava, considerando as ESCROTICES que a gente vê quando em outras mídias sociais quando as pessoas falam sobre esse assunto.
Minha resposta no post foi para o OP para de ouvir as opniões do senso comum de fulaninho e ciclaninho que nunca estudaram nada sobre o assunto e querem dar opnião e vai ler os artigos científicos sobre o assunto. Como no Brasil não há artigos sobre isso (um fenômeno novo aqui) claro, que ele teria que pesquisar pelo termo em inglês school shooting, e ler em inglês.
Depois disso, como eu já tinha resolvido que não ia para primeira aula da faculdade hoje mesmo, eu fui atrás de alguns artigos chave para trazer um pouco de estudos sérios para um tema que fica perdido no senso comum. Achei que seria relevante criar um post específico para divulgar os artigos também, para alcançar mais pessoas, e imagino que muitos tem curiosidade pelo assunto, mas acabaram nunca indo atrás de estudos sérios sobre isso. Bom, como minha tentativa de barrar a onda de desinformação sobre o assunto, seguem tres artigos que achei pertinentes e um pequeno recorte do que eles discutem:

Este artigo lida com os mitos por trás dos assassinatos em massa: https://sci-hub.tw/https://doi.org/10.1177/1088767913510297
Ele desmistifica coisas como: "assassinos em massa despirocam e matam discriminadamente", "certos sinais nas pessoas podem nos ajudar a identificar e parar possíveis assassinos em massa antes deles agirem", "mais acesso a saúde mental vai ajudar os assassinos em potencial buscarem ajuda antes de agirem", "armar alunos e professores impediria os assassinatos em massa" ou "videogames violentos levam a assassinatos em massa", e diversos outros mitos. Também dá um perfil quantitativo dos assassinos nos EUA: Maioria Brancos, Homens e de uns 20 - 30 anos. (Não nescessáriamente só os assassinatos em escolas).

Este lida com os fatores que podem levar ao school shooting: https://sci-hub.tw/https://doi.org/10.1177/0049124102031002003
Ele chega a cinco fatores principais, que quando coexistem juntos, aumentam (muito) a probabilidade de um indivíduo se tornar um "school shooter".
  1. Acesso à armas de fogo.
  2. Existência e aderênca a um "script cultural" que estimule/permita o school shooting -o assassino tem que acreditar que trazer uma arma para a escola e assassinar os colegas vai resolver um grande problema em sua vida.
  3. A percepção do atirador de estar excluído ou na marginalidade de um mundo social que é importante para ele.
  4. Problema pessoal que aumenta ainda mais a sensação do atirador de ser marginalizado e excluido por tal mundo social.
  5. Falha dos sistemas de apoio social que deveriam acolher o adolescente antes que ele vá ao ato do assassinato.

Este daqui lida também com o motivo e a cultura por trás do fenômeno: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.596.8432&rep=rep1&type=pdf
Ele confirma o fato de que a divulgação dos acontecidos na mídia aumenta a quantidade de pessoas que DIZEM que vão copiar os acontecidos. Também fala de como a forma com que o assassinato é cometido parece ser copiado de um school shooter pelos os outros. A cópia do que é divulgado na mídia parece realmente ser uma das froças por de trás das ondas de assassinatos em massa nas escolas.
Alguns fatores são colocados pelo artigo como fatores de risco frequentes nos assassinatoss em massa: histórico recente de violência, histórico de violência no passado, histórico de comportamento suicída, histórico de violência doméstica, histórico de abuso de substâncias, condição médica, uso de medicação, acesso e experiência com armas, perda recente, humiliação recente e comunicação de intenções violêntas.
submitted by Skeptical_Hippie to brasil [link] [comments]


2019.02.18 04:13 MarlinRose Sobre a Gabruxona/Letícia e a internet

Sou eu de novo Alice escrevendo. Não vou entrar no mérito de na discussão estarem certos ou errados, porque na minha visão ninguém expressou melhor esse assunto que a Primata, aqui thread ela explica muito bem a situação. Ela tem muito mais credibilidade que a maioria das meninas que estão falando do assunto (que em grande parte do low elo, no máximo streamam e vivem na zona de conforto que vocês bem sabem) . Vão lá se querem realmente entender o assunto, o que eu posso acrescentar é que a visão dela parece se basear muito no como as mulheres conseguiram espaço na ciência, no mercado de trabalho e em várias outras áreas.
Agora sobre a Gabruxona e a Letícia, toda essa situação, era esperado talvez. Já é bem comum da comunidade em geral cagar pro que o Matta diz e já dar hate nele sem nem conhecer ele na maioria das vezes. É da educação brasileira parte da culpa, as pessoas não pensam em nada. Quer um bom exemplo ? Vamos para a politica : Você já viu algum Bolsonarista conseguir entender problemas sociais ? Ou algum esquerdista entender o básico gastos públicos ? E por aí, as pessoas se fecham nas ideologias delas e não pensam em hipótese alguma o pensamento da outra.
Vindo de um país que as pessoas são ignorantes ( e nessa tecla vou bater muito aqui) era esperado a falta de educação de ambas. Elas não sabiam nem explicar porque era errado e não tinham capacidade nem de citar exemplos de mulheres (em outras áreas que fosse) que lutaram contra esse preconceito que existe. Elas pintaram na verdade mulheres frágeis que "precisam de uma liga feminina" ou que "se ofendem com emoteszin de chat". Velho sem contar que não é errado por exemplo sair da zona de conforto e ir aprender a jogar o jogo com outras coisas, não que seja errado jogar com esses heróis, mas por exemplo, a Gabruxona tempos atrás disse que queria aprender do jogo para bater de frente nos homens do High elo com a Riven e tal. Seria errado ela treinar com o Matta (apesar da canseira atual no top) que é Challenger várias season jogando "mal" ?
Sem contar que é uma vergonha a comunidade toda dar tanta visibilidade para um caso tão pequeno de merda como esse, onde a ORG errou sim em chamar Diamante e elas em aceitar esse tipo de coisa e o BM (que chamam de "machismo" nesse caso não sei porque) que foi idiotice. É uma situação excepcional, e convenhamos, é ridículo isso ter ganhado tanta proporção considerando que o Brasil tem muito de feminicidio, estupro, violencia doméstica e fora a própria discriminação ( como a própria dificuldade de achar emprego em algumas áreas). Quer dizer banir heróis de cura/shield em jogo colorido falido tem mais importancia que isso ? Não é ser mesquinho demais ? Não é desgastar o próprio movimento feminista ?
Agora para mim, esses assédios na internet vão continuar existindo independente do que você faça. Para mim (pelo que parece) essas pessoas nunca jogaram em outros jogos online ou usaram fóruns online, ainda mais no Brasil. Não há um critério para você entre na internet, não tem uma restrição que te obrigue a ser educado. Num lugar sem educação como o nosso vai acontecer e ponto. No caso do LOL, por exemplo existe uma função chamada mute, o cara ta sendo cuzao muta e reporta depois. Pronto, façam o teste, velho, com qualquer nick isso acontece. Eu posso dizer por mim mesmo, quando eu jogava Heroes of Newerth você não tinha ideia do rage que eu tomava só por ser BR, do nada isso, muitas vezes o jogo nem tinha começado. Pra mim, isso é reclamação de quem é novo na internet e não sabe que ela é aquela face por trás da fachada de cada um. Outro caso que acontecia comigo, eu participava de um fórum de discussões religiosas : O que tinha de caras que do nada me xingavam por eu ser supostamente ateia e que não respeitavam o que eu dizia era de assustar qualquer um. De novo, eu uso essa merda (internet) faz quase 10 anos e essas coisas já existiam antes e é comum aqui. E eu defendo a ideia de que você DEVE ignorar o que acontece aqui, não é a mesma coisa que na vida real ( Onde realmente importa !!) e onde DEVEMOS manter as discussões importantes como feminismo em pauta.
Por isso eu digo, temos que lembrar que estamos na internet e de novo vou destacar, estamos no Brasil, país sem educação alguma. Você lutar por um espaço na internet é diferente do que fazer isso na vida real. Você nunca vai mudar as pessoas num lugar tão abstrato quanto a internet. No facebook existem regras contra o nazismo e nada impede de existirem grupos neonazistas no Facebook. O Twitter acontece o mesmo, ainda sim você tem várias contas que divulgam essas coisas. O lado positivo é que você pode meter o block ( a própria Gabruxona usou desse recurso, assim como a Samira Close), ou não usar e foda-se. Diferente da vida real que você não pode ignorar esses casos de preconceito e é onde vamos fazer ALGO. Eu não acho que ficar supostamente militar esses assuntos na internet dessa forma e principalmente, num jogo falido como League of Legends vai ajudar em algo.
Para mim é decepcionante ter que falar desse assunto, poderíamos estar muito bem lembrando de Marie Curie (cientista, foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel e a primeira pessoa a ganhar o prêmio em duas categorias diferentes.), Maria da Penha (ficou paraplégica devido à violência doméstica e virou líder em defesa dos direitos das mulheres. Dando, inclusive, o nome à Lei Maria da Penha.) e a Valentina Tereshkova ( foi a primeira mulher a viajar para o espaço, em 1963, na missão Vostok VI.), e entre outras várias mulheres que fizeram história. Vocês tem que entender algo, não adianta nada fazer esses alarde e não fazer nada, elas poderiam justamente ficar nessa de reclamar e continuar sendo submissas ao que a sociedade manda. No contexto do LOL, fazer o que todo mundo manda é ficar jogando com essas coisas, do que adianta reclamar desse esteriótipo se quando eu for abrir o OPGG dessas meninas que ficam reclamando a vasta maioria vai ter isso na pool.
De qualquer forma, com esse texto eu quero que vocês pensem !! Se vocês não possuem essa capacidade, me desculpa dizer, vocês são igualzinho esses moleque punheteiro que vem xingar vocês no jogo. Quer ter respeito na comunidade em geral ? Quero ver só, vá treinar e melhorar e stompar esses caras. Ahh você quer que te respeite só por ser mulher ? Isso não é machismo como dizem ? Acha que mulher precisa de café com leite ? Ou é tão capaz quanto ? Fica a reflexão para vocês lacrianes.
submitted by MarlinRose to mattayahu [link] [comments]


2018.10.09 03:53 blackwell_z Aos democratas: Cartilha para como conseguir um voto anti-fascista

Assustado com a possibilidade de elegermos um Presidente com pibta de fascista, decidi fazer uma cartilha que pode nos ajudar a conversar com os indecisos e com aqueles eleitores que ainda podem mudar de opinião. Gostaria muito de ouvir sugestões e se tiver alguém que trabalha com design e quiser fazer uma diagramação massa, seria ótimo para poder divulgar.
Segue:
TRABALHO
Bolsonaro pretende precarizar o mundo do trabalho enquanto distrai todo mundo com pautas morais. É importante chamar a atenção do seu interlocutor para esse aspecto pouco conhecido do seu plano de governo. Alguns pontos que podem ser abordados:
SEGURANÇA
Bolsonaro se aproveita de seu histórico como militar para passar a ideia de que sua autoridade trará segurança ao país e que o cidadão armado vai poder se defender.
CORRUPÇÃO
Muitas pessoas argumentam que votar no PT é perdoar seus crimes e passar um cheque em branco para a corrupção. Com a maioria das pessoas não adianta falar de golpe de estado, preso político, ou mídia partidarizada. É um dos assuntos mais delicados, mas é possível apontar algumas coisas:
PRECONCEITO
A maioria das pessoas parece imune a esses argumentos, porque dizem que todo mundo fala besteiras de vez em quando. Algumas outras pessoas ainda não foram expostas á essa faceta e podem se surpreender:
FAMÍLIA
Bolsonaro defende a família e os valores familiares. Existem contradições no seu discurso que podem ser apontadas:
ECONOMIA
Bolsonaro não entende de economia e pretende deixar toda a responsabilidade para governar o país nas mãos de Paulo Guedes. - Paulo Guedes se diz um liberal, mas como é possível ter liberalismo econômico sem liberdade em outras esferas da vida?
DEMOCRACIA
Bolsonaro elogiou a ditadura militar e tem como seu ídolo o torturador Brilhante Ustra. Vários fatos de sua campanha e de sua carreira apontam para tendência autoritária:
submitted by blackwell_z to brasil [link] [comments]


2018.10.03 23:27 OhFazFavor Breve História da Monarquia em Portugal, à luz das recomendações da Europa

1140 Afonso Henriques, homem branco e machista, espetou um par de estalos na mãe, e decidiu ser independente. Este facto na altura não foi escandaloso porque todas as mulheres eram oprimidas, mesmo as rainhas.
Quase um século depois, Dom Dinis, um puto branco privilegiado a quem lhe tinham dado como presente o Algarve, numa demonstração cabal de como os 1% mandam nisto tudo, decidiu explorar a mão de obra disponível para mandar construir barcos.
Não há registos de greves, mas devem ter acontecido, porque as condições de trabalho eram horríveis, e nem electricidade havia. Um documento encontrado em Leiria, até agora ligado ao PCP, na realidade é um panfleto onde se lê claramente "Dom Dinis Não!" e "Descentralização Já!"
É em 1350 que se dá um evento que deveria ser o único a ser celebrado ainda hoje, respeitante a este período histórico: o nascimento de Brites de Almeida, um nome em si mesmo de género neutro, e um exemplo para todxs xs feministas.
Brites de Almeida foi a primeira Capaz, um ser que matou de desgosto os seus pais por não corresponder aos ideias de beleza, nem ao estilo de vida, forçados pelo patriarcado da altura ao género forçadamente assumido feminino. Foi um corpo de mão cheia, com 6 dedos em cada mão, ossuda, boca muito rasgada, e cabelos crespos, todo um ideal de beleza para qualquer feminista que se preze. Foi feirante, matou um amante com a sua espada, foi vendida a um muçulmano, mas conseguiu escapar fixando-se em Aljubarrota como empreendedora no sector da panificação, sendo que está estabelecido que recebeu o apoio do programa ALJ1380 a fundo perdido, fruto de uma amizade com um conde local.
Em 1385 após ter encontrado sete Castelhanos dentro do seu forno a lenha, cozeu-os lentamente, enquanto gritava "Estou farta até à cona de castelhanos". Tomou-lhe o gosto, juntou-se como umas amigas e fundou o movimento feminista "Capazes". Naquele dia não só Brites de Almeida fundou o primeiro movimento feminista mundial, como inventou também a receita para o pão com chouriço castelhano. O seu grupo de feministas era implacável tendo muitas vezes fingindo que não percebia que os homens que perseguiam eram inocentes, ou Portugueses, para os matar na mesma. Infelizmente o patriarcado anulou a revolta através da sua força opressora, e só no século XX é que Portugal viria a renovar este grupo fundamental ao desenvolvimento da sociedade Portuguesa.
1380 A situação política está complicada: a filha de Dom Fernando tinha sido oprimida e obrigada a casar com um espanhol, que pensa que é o dono disto tudo, o primeiro numa longa geração de homens brancos que tomaram como sua esta visão da sociedade.
Por outro lado, Dom João Mestre de Avis anda a conspirar com a burguesia de Lisboa e Porto, numa demonstração de nacionalismo exacerbado de quem quer novamente oprimir uma mulher, pisca o olho à Inglaterra e rodeia-se de judeus sefarditas.
Lança um programa de casting, para escolher quem iria liderar o exército Português contra Castela (note-se que não havia uma única mulher na lista de candidatos, o que gerou muita celeuma na altura).O escolhido acabou por ser Nuno Álvares Pereira. cujo género não podemos assumir.
Dom João, através do recurso à violência, e não ao diálogo, oprime violentamente os Castelhanos, cujo rei frustrado com a derrota foi de volta para o seu castelo e deu uma carga de porrada na mulher, sendo que temos que concluir que era Benfiquista.
Dom João adiciona um "I" ao nome, e decide que a solução para o país é ir oprimir para outras freguesias. Avança com a "Expansão Marítima" que na realidade deve ser considerada a "Opressão Marítima", sem qualquer consideração pela natureza ou pelos peixes do mar.
No final do século XV já eram milhares de povos oprimidos pelos Portugueses, liderados por Dom João II. Numa demonstração de ignorância profunda, e desprezo pela diversidade, e com a conivência da igreja branca e patriarcal, divide-se o mundo em dois, em Tordesilhas.
Vasco da Gama chega à Índia em 1498, oprime tudo o que encontra à sua frente, e começa a exploração macro-económica das populações oprimidas, numa visão neo-liberal capitalista radical do mundo. Começa aqui a praga do gosto pelos produtos alimentares exóticos.
Não satisfeitos com a opressão sobre os Africanos e Indianos, o Império opressor faz as malas e mete-se a caminho do Oriente, onde oprime os Japoneses, e apropria-se culturalmente de uma série de hábitos indígenas.
Mas a opressão não é apenas externa. Com a morte de Dom João II, a nobreza dá uma de Hitler e começa a expulsar os judeus do país, e acaba com a pseudo-meritocracia vigente, para dar lugar ao compadrio e ao negócio imediato, algo que perdurou até aos dias de hoje.
O reinado de Dom Sebastião, cujo género devemos assumir através da escultura de Manuel Cargaleiro em Lagos - chegando à conclusão que Portugal teve o primeiro rei andrógeno da história mundial - encerra este período negro da nossa história.
De referir que tal como nos dias de hoje existem rumores que o atleta Cristiano Ronaldo vai a Marrocos para encontros com outros homens, é um facto histórico que Dom Sebastião foi mesmo fodido pelos marroquinos em Alcácer Quibir. Seguem-se 60 anos de opressão Espanhola.
Mas por esta altura já tínhamos tornado a escravatura uma ciência, e não se compreende como o tribunal dos direitos humanos nunca nos levou ao banco dos réus, mostrando que os poderosos são protegidos pelos poderosos, e quem se lixa é o mexilhão.
Com a ajuda da França e da Inglaterra lá conseguimos recuperar a nossa independência, mas nada seria o mesmo e a vontade de oprimir continuava presente, mas os responsáveis pelo nosso país, tal como hoje, eram péssimos a gerir as finanças públicas. Resumindo, deu merda.
Em 1755 um terramoto dá cabo do país tendo sido sentido em Lisboa, os Franceses invadem o país porque também querem oprimir um bocadinho (sendo um exemplo de que na altura já existia um sistema de quotas para a igualdade).
Em 1822 o Brasil torna-se independente, mas sem ouro, e os que lá ficam a mandar continuam a oprimir, não porque querem mas porque foram condicionados pelo Império Português a fazê-lo. O opressão e exploração pelo capital continua até aos dias de hoje.
Nesta altura Portugal é um país opressor e oprimido, mas muito mais opressor, não haja ilusões. A Inglaterra quer oprimir mais, faz um ultimatum, Dom Carlos é assassinado e assim acaba a monarquia em 1910.
A escravatura foi o momento mais negro deste período histórico. Para sustentar esta informação podemos recorrer aos inquéritos de satisfação realizados pelo trono Português na chegada dos escravos ao Brasil.
Estes inquéritos, que nada mais eram do que uma tentativa de tornar mais eficiente o transporte dos escravos disfarçado de preocupação pelo bem estar dos mesmos, mostram as condições terríveis de transporte na altura:
96% dos inquiridos queixavam-se que o espaço para as pernas era muito reduzido.
82% queixavam-se que a oferta de alimentação era muito escassa e não havia opção vegetariana.
97% queixavam-se da demora no embarque e o tempo despendido na viagem
32% Não sabiam ou não respondiam
O resultado destes inquéritos mostram que o transporte de escravos, desde África para o Brasil, eram organizados pelo equivalente da Ryan Air na altura com partida desde o aeroporto de Lisboa.
O facto de não existirem quaisquer relatos sobre violência doméstica, opressão da comunidade LGBTX, e lutas pela igualdade de género, leva-nos a concluir que o regime tinha uma máquina opressora bastante eficaz que calou toda e qualquer oposição.
Qualquer imprecisão histórica deverá ter em conta que o revisionismo não se compadece com os factos.
Edit: gramática Edit 2: Adicionei o segmento da padeira de Aljubarrota, depois de inspirado pelo jcopta
submitted by OhFazFavor to portugal [link] [comments]


2017.06.23 22:25 feedreddit A justiça que serve a Abdelmassih e Andrea Neves é cega para os presos “comuns”

A justiça que serve a Abdelmassih e Andrea Neves é cega para os presos “comuns”
by Helena Borges via The Intercept
URL: http://ift.tt/2t4sG1v
Dois casos icônicos de prisão domiciliar chamaram a atenção do Brasil esta semana: a do estuprador Roger Abdelmassih, já condenado, e a de Andrea Neves, suspeita de corrupção que ainda não foi julgada. As duas situações são extremamente diferentes, porém refletem uma mesma lógica perversa: dentro do sistema penitenciário as desigualdades sociais, que do lado de fora formam um conjunto de privilégios, tornam-se uma engrenagem em que ricos conseguem a liberdade e pobres são esquecidos em celas superlotadas.
O problema não está na concessão das prisões provisórias a Abdelmassih ou a Andrea. Ambos os casos são garantidos pela lei. A questão é: por que esta mesma justiça que chega aos dois passa ao largo de incontáveis presos comuns?
Aproximadamente um terço da população carcerária do país é de presos provisórios; pessoas que, como Andrea, não foram julgadas ainda e que poderiam responder em liberdade. Além deles, há também idosos e doentes, como Abdelmassih, que definham e morrem dentro das celas. Ferramentas legais usadas por esses “presos de luxo” permitem que eles usufruam de direitos que ficam inacessíveis à maioria dos internos. No sistema penal, as desigualdades mantidas do lado de fora se ampliam e podem distinguir quem é preso e quem é solto.
Artigo 319 do Código de Processo Penal“CAPÍTULO V
DAS OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES
Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão:
(…)
V – recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos;
(…)
IX – monitoração eletrônica.”
Andrea Neves ao lado do irmão, Aécio Neves PSDB-MG) em evento durante o governo de Aécio em Minas Gerais, 2009.
Foto: Reprodução Flickr
Este foi o fragmento do CPP utilizado por Andrea Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles são suspeitos de corrupção e organização criminosa, mas, como ainda não foram julgados, sua prisão preventiva está sendo cumprida de casa. O artigo 312 do CPP afirma que a prisão preventiva poderá ser decretada, entre outras situações, “quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”. Durante a votação do Supremo Tribunal Federal sobre Andrea Neves, a ministra Rosa Weber e o ministro Edson Fachin chegaram a afirmar que havia evidências o suficiente para mantê-la na prisão.
Já o ministro Luís Barroso se mostrou mais preocupado com outro nome envolvido no inquérito: o do assessor parlamentar Mendherson Souza Lima, apontado como operador de Aécio. Para o ministro, não apenas o réu terá poder para atrapalhar as investigações, como também há provas o suficiente para que seja mantido na prisão: “Não há dúvida da autoria e da materialidade, está gravado, está filmado, todo mundo viu o recebimento do dinheiro”.
“A regra é a liberdade e a privação da liberdade é a exceção à regra”, disse o ministro Ayres Britto, em 2012, quando ele presidiu um julgamento no STF sobre a prisão preventiva automática de réus acusados de tráfico de drogas. A prisão preventiva, segundo o Código Penal, só seria necessária nos crimes dolosos com pena máxima maior que quatro anos, ou caso a pessoa já tenha histórico de condenação por crime doloso, ou em casos de violência doméstica e familiar.
A prática jurídica de encaminhar suspeitos de tráfico diretamente para a prisão provisória se tornou comum por uma interpretação da Lei de Drogas. O STF decidiu que a interpretação é inconstitucional por ir de encontro com o princípio constitucional da presunção de inocência.
O Brasil tem 221 mil presos provisórios, dos quais 29% são suspeitos de tráfico. Por falta de critérios que possibilitem distinguir tráfico de uso pessoal, as cadeias têm se abarrotado de réus sem antecedentes e não violentos. Isso está diretamente conectado a outro reflexo da desigualdade: a falta de condições para pagar um advogado, sobrecarregando a defensoria pública.
A cientista social Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Cidadania na Universidade Candido Mendes (CESeC), explica que muitos desses presos provisórios passam longos e desnecessários anos na cadeia (a média vai a dois anos e meio):
“Fizemos várias pesquisas e mostramos que cerca de metade desses, quando julgados, acabam recebendo penas alternativas ou são absolvidos. A verdade é que se a grande maioria dos presos que estão aguardando julgamento no Brasil tivessem de fato advogados acompanhando seus casos, como alguns desses presos famosos têm, a história seria diferente.”
Outro motivo para que os presos provisórios mais pobres não consigam a prisão domiciliar é a dificuldade em entregar um comprovante de residência. Muitas pessoas não têm endereços formais nem CEP, outras moram em áreas de periferia dominadas pelo tráfico, onde oficiais de Justiça não entram. Desta forma, não há comprovante de residência e a Justiça entende que, não tendo um endereço comprovado, não há como cumprir prisão domiciliar. Ou seja, eles acabam indiretamente condenados pelo fato de morarem em áreas informais, como favelas. Foi o que aconteceu com Rafael Braga, morador da Vila Cruzeiro, único condenado no contexto das manifestações de 2013.
Artigo 318 do Código de Processo Penal“Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for:
I – maior de 80 (oitenta) anos;
II – extremamente debilitado por motivo de doença grave;
III – imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência;
IV – gestante;
V – mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos;
VI – homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos.

Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo.”
Esposa do ex-governador Sergio Cabral, Adriana Ancelmo, deixa a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro após depoimento à Justiça Federal, maio de 2017.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Esta foi a ferramenta legal utilizada por Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Presa provisoriamente sob acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Ancelmo conseguiu mudar sua prisão para domiciliar alegando que seus filhos não poderiam ser privados do convívio dos dois pais. Assim como a ex-primeira-dama, inúmeras são as internas do sistema prisional brasileiro que são mães, quando não dão à luz na cadeia. Para estas mulheres, no entanto, a possibilidade de cumprir pena em regime domiciliar para ficar com os filhos é apenas um sonho. A coordenadora nacional da Pastoral Carcerária para a Questão da Mulher, Petra Silvia Pfaller, criticou a seletividade da Justiça à época da liberação de Ancelmo:
“O Poder Judiciário age de uma maneira seletiva, privilegiando as mulheres com maior poder aquisitivo. A Justiça no Brasil não é cega, ela olha realmente a pessoa. A criminalização da mulher pobre é bem visível. Como estrutura, o Judiciário é reprodutor da desigualdade social. As cadeias estão cheias de mulheres pobres.”
Em nota oficial criticando a desigualdade de tratamento entre mulheres julgadas, a instituição lembra que 30% das mulheres no sistema penitenciário não possuem condenação, portanto poderiam responder em liberdade. Marcelo Naves, vice-coordenador da Pastoral Carcerária na Arquidiocese de São Paulo, explica que não é raro ver casos de adoção à revelia da mãe, ou de perda de guarda, apesar de o Estado não fazer um levantamento sobre quantas detentas teriam filhos, com quem estariam estas crianças ou quantos anos elas teriam.
Artigo 117 da lei de execuções penais“Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de:
I – condenado maior de 70 (setenta) anos;
II – condenado acometido de doença grave;
III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;
IV – condenada gestante.”
O ex-médico Roger Abdelmassih, 70 anos, sendo preso em Assunção, capital do Paraguai, por agentes ligados à Secretaria Nacional de Antidrogas do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira; ele também foi condenado por estupro.
Foto: Secretaria Nacional De Antidrogas do Paraguai
Esta foi a lei à qual recorreu Roger Abdelmassih, que tem 74 anos, doenças cardíacas e inflamação nos pulmões. O mesmo recurso foi utilizado pelo ex-deputado federal José Genoino (PT-SP), condenado por corrupção ativa no processo do mensalão do PT. No fim de 2013, foi concedida prisão domiciliar após o ex-deputado passar mal por problemas cardíacos. Genoino teve sua pena extinta pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, após um indulto de Natal da ex-presidente Dilma Rousseff, e assim pôde sair da prisão domiciliar. Outro ex-deputado condenado no processo, Roberto Jefferson (PTB-RJ) tentou usar da mesma ferramenta jurídica, mas os laudos médicos produzidos no Instituto Nacional do Câncer não comprovaram que ele tivesse uma doença grave o suficiente para impedir sua estadia no presídio. A defesa do político alegou, na época, que Jefferson tinha histórico de obesidade, hipertensão e câncer, que já tinha sido operado há um ano.
O maior problema enfrentado por presos doentes é ter acesso ao laudo médico. Presos ricos conseguem contratar especialistas ou pedir aos seus próprios médicos para elaborarem o documento, já quem só conta com médicos do estado enfrenta problemas. O coordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Emanuel Queiroz, explica que é muito difícil provar a condição de saúde desses presos aos juízes:
“Há uma dificuldade enorme em produzir laudos que demonstrem a situação decrépita de saúde desse ser humano, que não justifique que ele continue preso. Os médicos do sistema penitenciário relutam em afirmar que não há condições técnicas de cuidar daquele interno. Tenho senhores idosos, cadeirantes, senhores de fraldas que sobrevivem dentro do sistema pela solidariedade de outro interno e que, mesmo assim, existem inúmeros laudos afirmando que eles conseguem se cuidar sozinhos.”
Foto de um interno do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, em Bangu RJ), no dia 24 de abril de 2017; o pedido de prisão domiciliar para esta pessoa, que estava com tuberculose, não foi apreciado antes dele morrer, no dia 25 de maio de 2017, aos 31 anos.
Foto: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
A imagem acima parece tirada de um campo de concentração, mas se trata de um homem preso no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, em Bangu, Rio de Janeiro. Ela foi feita no dia 24 de abril pela Defensoria Pública do Estado, órgão que também fez um pedido de prisão domiciliar para este interno, que estava com tuberculose. O pedido não foi apreciado a tempo pela Justiça, e ele morreu dentro da cela um mês depois de a foto ser tirada. Ele tinha 31 anos.
O defensor Emanuel Queiroz conta que o homem da foto, que tem a identidade protegida pela Justiça, é icônico das dificuldades passadas por muitos dos internos inválidos e que seu caso foi levado para a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
A média de incidência da tuberculose entre a população brasileira é de 33 casos para 100 mil habitantes, um dado que já é considerado alto, e o Brasil é um dos 20 países do mundo com mais alta carga da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, nos presídios esse número salta para 932. A superlotação, a falta de ventilação e de iluminação nas unidades prisionais favorecem a disseminação da doença. Um único caso de tuberculose pode infectar de quatro a dez pessoas.
“É frustrante que estejamos diante de uma doença benigna, fácil de ser diagnosticada, com tratamento de boa qualidade e, mesmo assim, tenhamos esse universo perverso no sistema carcerário no Brasil”, afirma a pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo.
Número de mortes em cadeias fluminenses aumentou 70%Um levantamento feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Igarapé mostrou que, apenas nos presídios do estado do Rio, 5 detentos morreram a cada mês entre janeiro de 2010 e junho de 2016, mais de 60% dos óbitos foram por doenças, hemorragia interna ou insuficiência respiratória. O número de mortes dentro das cadeias fluminenses saltou de 51 casos em 2014 para 87 em 2015. Os números de 2016 ainda não foram completamente fechados.
Somente 37% das unidades prisionais do país têm módulos de saúdeA pesquisadora do Instituto Igarapé Ana Paula Pelegrino explica que o sistema de informações sobre as pessoas em presídios não segue os padrões internacionais: “tivemos muitos problemas para analisar esses dados, porque eles não respeitam os padrões internacionais de análises de óbitos. Muitas mortes são consideradas doenças, como insuficiência pulmonar. Não é doença?” Muitas causas de morte de presos ficam incertas nas estatísticas, dificultando as análises. No caso de hemorragia interna, por exemplo, não se informa se a causa da hemorragia foi um acidente, uma violência sofrida ou uma doença.
Segundo o Ministério da Justiça, somente 37% das unidades prisionais do país têm módulos de saúde. No Rio de Janeiro, apenas uma em cada dez penitenciárias têm o serviço, mas nenhuma delas possui médicos em suas equipes, compostas por auxiliares de enfermagem.
Pelegrino lembra que as doenças que acometem os internos também deixam vulneráveis os servidores públicos que lá trabalham e os familiares e amigos que os visitam. Em sua pesquisa, foram apontados 31 mil visitantes cadastrados apenas na cidade do Rio. Ou seja, quando a população de uma cadeia adoece, a cidade adoece junto.
Ato Liberação Presos Politicos, em julho de 2014, pedia a liberdade para Rafael Braga, morador da Vila Cruzeiro, único condenado no contexto das manifestações de 2013.
Foto: Mídia Ninja
Por que os direitos concedidos às elites são inacessíveis aos presos comuns?Em diferentes entrevistas com especialistas de variadas áreas, a mesma resposta ecoa: a prisão eleva as disparidades sociais a um nível pernicioso. O acesso a advogados que possam se dedicar adequadamente ao caso ou a peritos especializados é crucial e custa caro. Enquanto réus ricos conseguem pagar por estes serviços — e, assim, garantir seus direitos — os pobres são colocados no sufoco de celas superlotadas.
Julita Lemgruber resume a situação:
“O pobre, o negro, aquele que depende da defensoria, mesmo quando acusado de crimes não violentos, vai mofar na cadeia. Agora, se você pertence à elite, mesmo quando acusado de crimes que hoje surpreendem a nação, mesmo essas pessoas acabam recebendo prisão domiciliar. Assim o judiciário cumpre o papel que a elite espera dele: manter preso o negro pobre e manter liberto o membro das elites.”
The post A justiça que serve a Abdelmassih e Andrea Neves é cega para os presos “comuns” appeared first on The Intercept.
submitted by feedreddit to arableaks [link] [comments]


2017.04.13 16:07 1984stardusta Alienação parental

O SILOGISMO SOFÍSTICO DO ABUSO SEXUAL TRAVESTIDO EM ALIENAÇÃO PARENTAL
 Silogismo, conceito filosófico, é um modelo aristotélico de raciocínio lógico baseado na ideia de dedução. Como todos sabem, ele é composto por duas premissas e uma conclusão deduzida. Muito usado no Direito, baseia a Jurisprudência, dando sustentação à ideia de igualdade de direitos para todos. No entanto, o silogismo pode levar a um erro. Outra figura filosófica, o Sofisma, pensamento que se utiliza do raciocínio lógico dos três elementos do silogismo para induzir ao erro, a uma falsa conclusão sem perder a lógica, com a intenção de enganar. 
O calo social, pai é pai, é outro sofisma que conduz a desastres psicológicos quando ignora a diferenciação entre titularidade, hoje muito diversificada e função. É a função que é rasgada quando de um abuso sexual contra um filho ou filha. No discurso psicojurídico esta diferença é negada. E ainda, o pedófilo é um psicopata. E como tal, tem uma enorme capacidade de convencimento, é exímio manipulador. É uma pessoa acima de qualquer suspeita posto que tem uma divisão em sua mente, e gerencia com muita habilidade esta cisão, diferente dos psicóticos que são regidos por ela. Sedutor por natureza, o psicopata está sempre atento a todos os detalhes, tendo plena consciência do crime que está cometendo, mas sem sentir nenhuma culpa.
Ao contrário do que parece, não é o prazer sexual que o move para praticar o abuso. É o prazer pela Síndrome do Pequeno Poder, da dominação absoluta do outro, do desafio da prática da transgressão secreta, do êxtase de enganar a todos.
Este perfil é mais um complicador que é evitado nas avaliações destas queixas. Em lugar de examinar o pai suspeito, é feita acareação, lembrando porões, para depois afirmar, pelo uso do olhômetro, que não houve abuso porque a criança sentou no colo do pai.
Mais uma vez temos um grave Silogismo Sofístico. Claro que a criança pequena continuará a sentar no colo do pai abusador, não se pode esquecer que as práticas de abuso excitam as crianças e lhes deixam uma mistura de sensação prazerosa única, e culpa. A criança ama e obedece ao abusadopai. Portanto este olhômetro é um sofisma que vem baseando o argumento de laudos periciais, todos não protocolares, recheados de achismos e silogismos sofísticos.
 A tão aludida Alienação Parental da mãe, isto é curioso porque hoje este conceito pertence ao gênero feminino apenas, tem sentenciado a totalidade dos processos de abuso sexual intrafamiliar. E tem cometido a aberração do afastamento do convívio da criança com sua mãe. 
A perda da guarda está banalizada, num tempo em que se funda a importância do convívio compartilhado com pai e mãe. O caso da menina Joanna Cardozo Marcenal Marins é emblemático. Atendendo ao pai que alegava Alienação Parental, foi tirada a guarda da mãe, ordenado seu afastamento absoluto por 90 dias, e a menina foi assassinada pelo pai e madrasta no primeiro mês do prazo deste despacho.
 A Alienação Parental não precisa ser muito provada. Alegações verbais, pequenas manobras de autoalienação, já apontada como ponto a ser verificado com cuidado por Maria Berenice Dias em seu livro “Incesto e Alienação Parental”, fazem o argumento que pode levar a este desfecho. Esta autora chama a atenção para o uso de falsa alegação de Alienação Parental como manobra para se tornar vítima através da Alienação Auto Infligida. Mas, da alegação de abuso sexual é exigida prova de materialidade, o que destituiria este crime de sua essência, o crime às escuras. Maria Clara Sottomayor, desembargadora em Portugal, autora de vários títulos sobre Direito da Criança, contesta o conceito de Alienação Parental, que, aliás, não tem base científica. Ela compreende o período que se sucede à separação do casal como um processo de luto que tem sua própria duração de tempo, e que se desfaz, naturalmente, à medida que os dois do casal refazem suas vidas afetivas. Ela também faz uma classificação das ocorrências de Alienação Parental. Os critérios diagnósticos da S.A.P. precisam distinguir a Alienação Adaptativa da Alienação Patológica, a Alienação Justificada da Não Justificada, para evitar ignorar as causas da Alienação. Por exemplo, a Alienação Parental Justificada, quando, sob o tempo da Justiça e todos os seus prazos e recursos, um pai é nefasto para a criança, por qualquer tipo de violência com ela praticada, é uma maneira encontrada pela mãe de alertar a criança para o uso da sedução que ele faz. Vale trazer aqui o criador do conceito: Richard Gardner. Prestando trabalho voluntário na Universidade de Columbia, defendia homens acusados de violência doméstica e abuso sexual contra filhos. .Forjou o conceito e com o seu uso ele, desacreditando a criança, inverteu as posições de vítima e algoz e passou a fazer sucesso, o que lhe rendeu ganhar o título de professor convidado. Gardner pensa como pedófilo e escreve: “as atividades sexuais entre adultos e crianças são parte do repertório natural da atividade sexual humana, uma prática positiva para a procriação, porque a pedofilia estimula sexualmente a criança, torna-a muito sexualizada e a faz ansiar experiências sexuais que redundarão num aumento da procriação”, em seu livro “True and False Accusations of Child Sex Abuse”, pp. 24-25. Palavras dele. Estas e muitas outras com este mesmo teor. E este conceito, forjado por alguém que assim pensa, está consagrado e é hegemônico e dogmático entre nós. 
Gardner, idolatrado entre nós, diante do apelo de ganhar os processos destes homens violentos e estupradores dos filhos, criou pelo descrédito na criança, a inversão de posições vítima e algoz, atribuindo esta última à criança de 03, 04, 05 anos.
Excluiu a criança, desqualificando sua voz. O foco passou então a estar no pai, que vitimizou, e na mãe que demonizou. 
Combinou esta manobra sofística, em que usa o mecanismo de defesa do ego da projeção, primário, com a “terapia da ameaça” a que a mãe é submetida para engessá-la e dissuadi-la de qualquer maneira da busca de proteção e dignidade de seu filho ou filha.
 A mãe é ameaçada. Ameaça de perda da guarda, ameaça de punição financeira, ameaça de afastamento total de convívio com a criança. É incrível como operadores de Justiça executam com tanta habilidade esta terapia da ameaça em tempos em que se luta por cidadania, sem se dar conta do comportamento 
que estão tendo. E pior, como estas ameaças tem se concretizado, sem nenhum cuidado as sequelas causadas, destruindo crianças e mães.
 A terapia da ameaça faz parte de sistema repressor de controle absoluto. Está embebida da matéria prima que rege o pedófilo, o medo, a intimidação, a dominação perversa. Para avaliar o discurso e o comportamento de uma criança que revela um abuso sexual intrafamiliar, o profissional há que se capacitar especificamente, e da maneira mais adequada e qualitativa, seguindo protocolo, métodos e técnicas, com rigores das Ciências Humanas. Ocorre que, além de ser muito mais difícil de suportar do que atribuir uma prática de Alienação Parental, a capacitação faz com que o profissional entre em contato com a pior das perversões. A pedofilia é uma compulsão, repetitiva sempre, da ordem dos comportamentos sub animais. O descrédito na fala da criança é patrocinado pele ausência de capacitação técnica dos profissionais que deveriam auxiliar com esclarecimentos e indícios os processos que buscam proteção para a criança. Quando não estamos capacitados a ver e ouvir, tudo pode ser falado ou mostrado, mas não conseguimos enxergar. Neste cenário, o “melhor caminho” para esta negação de fatos horrorosos é a Cegueira Deliberada, hoje endêmica, que entra no lugar da Responsabilidade Empática. Urge buscá-la para garantir o Direito à Dignidade da Criança. A Childhood Brasil desenvolveu um método baseado em estudos científicos, a “Escuta Especial”. O cuidado com o discurso da criança, a atenção com a disposição até dos móveis na sala, a escolha da sequência de perguntas, o respeito através da ausência de afronta e dúvida, o cuidado com o profissional que toma o depoimento da criança atingido pela escuta por esta barbárie, a entrada do MP na vida da criança, são elementos fundamentais para se cumprir o Princípio do Melhor Interesse da Criança, hoje tão esquecido e contrariado. O registro audiovisual e a parede de espelho unifacial são recursos de tecnologia a favor da não revitimização por repetição infindável de oitivas, deixando à mostra a expressão corporal da criança, e tornando a oitiva viva e 
observável por todos os Operadores do processo.
 Mas a resistência ao uso destes instrumentos favoráveis à criança é enorme. É uníssona a preferência dos profissionais pelo Poder da interpretação pessoal que ignora a metodologia e a técnica científicas, e o Protocolo, uma unificação de linguagem. Em 2014, a escuta de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, lançava diretrizes para Consolidação de uma Política Pública do Estado Brasileiro, e teve como parceiros o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Escola Paulista de 
Magistratura, a Escola Judicial dos Servidores S.P., o C. N. J., UNICEF, o National Children’s Advocacy Center, a Secretaria de Reforma do Judiciário, a Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça, e a Universidade Católica de Brasília
 Tive a honra de estar lá a convite da Childhood, e testemunhar este passo qualitativo na Proteção de Crianças e Adolescentes. E o mais importante: eram desembargadores, 
juízes, promotores, defensores, advogados, comprometidos com a criança. Comprometidos. Senti-me alimentada pela esperança.
Esta instituição, a Childhood, havia instalado uma unidade, já em funcionamento em Pernambuco, com a metodologia e a técnica da melhor qualidade, inclusive com o uso de Protocolo. Mas, pouco se sabe sobre isto, não interessa aos adeptos da Doutrina 
da Alienação Parental, e a implantação de um modelo que segue um Protocolo é pouco aceito. Haja vista a instalação de Salas de Depoimento Sem Dano em todas as Comarcas do Rio Grande do Sul, e que tem um uso em torno de 10%, por resistência à pequena grande mudança, informação falada em voz baixa.
No ano passado, 2015, mas só agora divulgado, a Comissão de Eutanásia da 
Holanda concedeu autorização deste procedimento a uma mulher de pouco mais de 20 anos, fato agora divulgado. Ela tinha sido estuprada dos 05 aos 15 anos. O pedido do procedimento foi concedido após ela ter se submetido à terapia intensiva, por anos, e ter sido avaliada por uma junta médica que atestou que ela estava em plena lucidez, no controle de suas faculdades mentais. Apenas, e tão somente, ela não estava suportando mais as doenças psicológicas destas memórias.
 Não nos cabe trazer à baila aqui a eutanásia, a junta médica, ou a desistência desta jovem. Como resultado do abuso, ela sofria de estresse pós-traumático, anorexia severa, depressão crônica e alucinações. Doenças diagnosticadas como incuráveis pela junta médica em três avaliações. A dor diuturna profunda e silenciosa que desenhava seu sofrimento na deformação do corpo pela anorexia, que sentia a tristeza do holocausto subjetivo, e que alucinava retornando à cena da opressão dos abusos, foi insuportável durante toda a sua curta vida. Exatamente o que temos afirmado há anos pela experiência clínica com inúmeros sobreviventes do incesto e do abuso intrafamiliar. A dor psicológica, pela primeira vez, foi dimensionada respeitando-se os limites humanos, e foi reconhecida pelos médicos como tão insuportável quanto uma dor neoplásica de um paciente terminal que fundamenta as autorizações deste procedimento nos países em que a eutanásia é legalizada. O abuso sexual é uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Algumas vezes, a 
violência, não pela força, mas pela crueldade ao tatuar, que o requinte da perversão adquire dimensões inimagináveis, causando uma infecção crônica nesta tatuagem que dói e sangra sem parar. Provável ter sido o caso desta sempre corajosa menina holandesa. Ursos não são estrelas!
submitted by 1984stardusta to brasil [link] [comments]


2017.01.28 01:58 chegadosmesmos O Super-encarceramento do Brasil

O Brasil tem a sexta posição na lista de taxa de encarceramento mundial. Em números são 622 mil encarcerados ao custo de R$ 2,4 mil por mês, o total fica em R$ 1,5 bi / mês.
Isso é um grande problema que requer medidas emergenciais. Não faz sentido pagarmos do nosso salário R$ 2.400,00 para um indivíduo improdutivo que não está se recuperando. Outro erro é a maioria dos encarcerados serem jovens, pobres e negros.
Não quero tratar destes problemas, mas suas causas. O super-encarceramento é só o efeito de uma doença, cuja causa não se discute no Brasil.
Minha opinião pessoal é que a causa de vários males sociais é a falta de educação para as crianças e além disso, é falta de família. Resumidamente a falta de educação nega o desenvolvimento intelectual e a falta de família nega o desenvolvimento moral.
Façamos um exercício pessoal. Na infância, se você não tivesse sentido o amor incondicional e altruísta dos seus pais, você seria quem você é? Imagine que sozinho, você não tem a quem pedir ajuda, quem te acolha imediatamente onde quer que você esteja ou quem daria a própria vida por ti.
Mais importante do que acho são os número. Ocorre que as estatísticas são difíceis de encontrar. Gostaria de saber, por exemplo, qual a taxa de crianças com direitos violados no Brasil e sua comparação com o mundo. Lembrando que, segundo a Declaração Universal dos Direitos da Criança, de uma maneira geral os direitos das crianças são os seguintes:
  1. Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade.
  2. Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica.
  3. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
  4. Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade.
  5. Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade.
  6. Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico.
  7. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
  8. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
  9. Todas as crianças têm direito à educação.
  10. Todas as crianças tem direito de não serem violentadas verbalmente ou serem agredidas pela sociedade.
  11. Todas as crianças tem direito a serem protegidas contra o consumo e tráfico de droga.
submitted by chegadosmesmos to brasil [link] [comments]


2016.07.06 08:32 dacspike Os "Feminismos"

Olá pessoal, vi alguns tópicos sobre feminismo, e percebo que invariavelmente as discussões esquentam por eu achar que pessoas estão falando de coisas diferentes. Segue meu texto:
A definição do dicionário de Feminismo é
  1. doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade.
  2. movimento que milita neste sentido.
  3. teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica de ambos os sexos.
Como o dicionário é descritivo e não prescritivo, ele registra como pessoas usam a palavra, e não proíbe que a palavra ganhe novas definições.
O movimento chamado Feminismo pode ser dividido em 3 ondas: A primeira, da virada do século XIX pro XX, das sufragistas, que queriam o direito de voto, propriedade privada e autonomia em contratos. A segunda onda, dos anos 60, foi sobre igualdade no mercado de trabalho, liberdade sexual e reprodutiva. Já a terceira onda, iniciada nos anos 90, é a mais difícil de definir, já que tem várias correntes. Atualmente, uma corrente dominante é a do feminismo interseccional. Volto nele mais tarde.
Outra coisa a qual se dá o nome de Feminismo é a chamada teoria Feminista, de autoras como Simone de Beauvoir, Judith Butler, Andrea Dworkin e Germaine Greer. Envolve conceitos como a Teoria de Gênero, resumida na frase de Beauvoir "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher", que diz que homem e mulher são construções sociais e não naturais (contrariando evidência científica 1234); Patriarcado, que diz que a sociedade foi organizada por homens e os beneficia injustamente; Heteronormatividade, que diz que heterossexualidade não é normal e sim imposta pela sociedade; entre outros.
O Feminismo interseccional, melhor exemplificado na frase da feminista Bell Hooks: “Nós temos constantemente que criticar a cultura patriarcal imperialista supremacista branca porque ela é normalizada pela mídia de massa e transformada em não-problemática.” é a corrente dominante atualmente. Essa corrente do Feminismo diz que homens brancos heteros cis dominam a sociedade através do patriarcado, e uma vez que não há diferenças biológicas entre homens e mulheres, qualquer desigualdade ou problema que seja desvantajoso a mulheres é necessariamente preconceito/opressão.
O fato de TUDO ISSO junto poder ser chamado de feminismo é, na minha opinião, o que causa essa desconexão entre feministas e anti-feministas. A maioria das feministas (que são as sabem do feminismo apenas superficialmente) acreditam que feminismo é a luta por igualdade. Elas vêem algo como a diferença de salários entre homens e mulheres (que simplesmente é média simples de todos os salários de todos so homens e mulheres, e discriminação faz um efeito negligível), ou que hajam mais homens no congresso (mesmo com mulheres sendo mais da metade dos eleitores e tendo escolhido colocá-los lá, poucas mulheres se candidatam) ou a quantidade de estupros no Brasil (um dos países mais violentos do mundo) e imediatamente acham que isso é culpa do patriarcado. Qualquer oposição ao feminismo vai parecer como oposição aos direitos das mulheres, como se anti-feministas quisessem tirar os direitos que as 2 primeiras ondas do feminismo conseguiram.
Muitas dessas pessoas nunca leram teoria feminista mesmo. As que leram, que são as que mais tem voz, como Jessica Valenti, Anita Sarkeesian e incontáveis outras nas redes sociais, essas sim são as radicais, já que teoria feminista contém pérolas como a frase de Sally Miller Gearhart: “A proporção de homens deve ser reduzida e mantida a aproximadamente 10% da humanidade.”, de Andrea Dworkin: "Relação sexual é a expressão formal, pura e estéril do desprezo dos homens pelas mulheres." e de Beauvoir: "Enquanto a família e o mito da família e o mito da maternidade e do instinto materno não forem destruídos, as mulheres ainda serão oprimidas.". Embora sejam minoria (creio) são as que tem as maiores plataformas e vozes e são as líderes do movimento de fato. São estas que se preocupam em exigir que mulheres recebam mais que homens, mandar prender quem discorda delas, falar que Aquecimento Global é machista, renomear furacões, censurar palavras, livros, penteados, cartazes, revistas em quadrinhos, camisas, pornografia, video games, formas de sentar, pôsteres de filme e palestras de feministas consideradas hereges. Quando as feministas moderadas se deparam com estes absurdos, elas têm 2 opções: Dizer que nem todas feministas são assim, ou dizer que essas não são feministas de verdade.
Enquanto isso, os anti-feministas só vêem esses abusos mencionados, percebem que existem diversas situações em que mulheres são beneficiadas (homens são 91,4% das vítimas de homicídio, mais de 80% dos sem-teto, penas de prisão 63% maiores que de mulheres pelos mesmos crimes, 5 anos a mais de trabalho, 8 anos a menos de vida, o câncer de próstata atinge metade dos homens e o de mama só 12% das mulheres, mas o câncer de mama recebe 4 vezes a verba, quase o dobro de homens se suicida com relação a mulheres, têm chance maior de abandonar a escola mais cedo, são 96% das mortes de acidentes de trabalho, têm tendência maior a serem diagnosticados com TDAH, primariamente por causa do sistema de ensino voltado exclusivamente para meninas, homens não têm delegacia própria, proteção legal contra violência doméstica mesmo quando são a maioria das mortes fatais e mulheres iniciam 70% dos casos de violência doméstica, homens são acusados de serem estupradores em potencial, são ensinados que masculinidade é tóxica, etc.). Eles vêem feminismo como sendo um movimento anti-homem.
Eu acho que seria mais vantajoso as mulheres feministas não radicais abandonarem o termo feminismo em troca do igualitarismo, como sugere a feminista Christina Hoff Sommers (playlist recomendadíssima). Desta forma, continuam a luta contra desigualdades mas se distanciariam da loucura e não ficariam brigando à toa defendendo uma coisa enquanto seus opositores atacam outra.
EDIT: Estou disposto a mudar de opinião, se discordarem de algum ponto ou acharem que falei algo incorreto, fiquem a vontade para refutar. Gosto de ouvir todos os lados.
submitted by dacspike to brasil [link] [comments]


2015.03.25 14:11 GiovaniGuizzo Violência doméstica contra o homem

Me deparei com este artigo e algo me deixou perplexo:
Apesar de o número de mulheres vítimas de violência doméstica ser muito maior na Inglaterra e no País de Gales --1,2 milhões em 2013, segundo a polícia-- cerca de 700 mil vítimas são homens.
No Brasil, uma pesquisa do DataSenado em 2013 indica que mais de 13,5 milhões de mulheres já sofreram algum tipo de agressão e cerca de 700 mil ainda convivem com o agressor. Cerca de 65% das mulheres foram agredidas por maridos, companheiros ou namorados. Não há estatísticas sobre a violência doméstica contra homens no país.
Não há estatísticas sobre a violência doméstica contra homens no país. Veja, muitas pessoas têm o conceito de que a mulher sofre muito mais abuso do que o homem em casa, mas e cadê a estatística para comparação? Este artigo da Wikipedia (bem fundamentado com citações) mostra que o homem por muitas vezes não relata o abuso doméstico. Portanto, aquelas 700 mil vítimas da Inglaterra e País de Gales pode ser um número menor do que realmente é.
Se vocês lerem o resumo deste artigo (de 1992 dos EUA), já pode ser visto que 60% dos assassinatos cometidos por mulheres são contra entes próximos (familiares, esposos, namorados, etc.) enquanto que para o homem esse valor é de 20%. Não há como negar que o homem é mais violento, mas isso é no geral, e não só contra a mulher próxima. Acredito que hoje, 23 anos depois dessa pesquisa, os homens estadunidenses têm uma consciência muito melhor quanto à isso devido às inúmeras reivindicações de igualdade das mulheres. Mas é realmente igualdade? Façam os cálculos com os dados providos nesse artigo e vejam quantos homens e quantas mulheres morreram/assassinaram naquele ano por causa de violência doméstica.
Gostaria de colocar em discussão a violência doméstica contra o homem, a realidade sobre esse assunto aqui no Brasil, a falta de pesquisas estatísticas voltadas ao homem, e como o excesso de pesquisas estatísticas voltadas às mulheres podem talvez dar uma noção controversa. Como tudo isso pode afetar as nossas vidas (tanto a do homem quanto a da mulher)?
PS: Gostaria de ver uma discussão saudável e sem bias. Por favor, se forem afirmar que a mulheo homem é mais oprimida/oprimido ou coisas do gênero, então usem fontes.
Edit: Leia o seguinte artigo científico para ver indícios do que estou falando: http://www.scielo.bscielo.php?pid=S1415-790X2014000100217&script=sci_arttext&tlng=pt
submitted by GiovaniGuizzo to brasil [link] [comments]


Violência doméstica, mais do que agressão física. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - YouTube Casos de violência doméstica Cicatrizes: documentário sobre violência doméstica - YouTube ELO - Violência Doméstica - 11/8 - YouTube Violência Doméstica, 2 Minutos para Entender - Super ... #002 - Violência doméstica - Você é vítima e não sabe? Lei da violência doméstica

Denúncias de violência doméstica ... - HuffPost Brasil

  1. Violência doméstica, mais do que agressão física.
  2. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - YouTube
  3. Casos de violência doméstica
  4. Cicatrizes: documentário sobre violência doméstica - YouTube
  5. ELO - Violência Doméstica - 11/8 - YouTube
  6. Violência Doméstica, 2 Minutos para Entender - Super ...
  7. #002 - Violência doméstica - Você é vítima e não sabe?
  8. Lei da violência doméstica

Você sabia o Brasil é o 5º no ranking de violência contra a mulher? E que a violência doméstica aumentou em 30% durante o isolamento social? Para falar sobre... No ano passado, por dia, 4 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil. Hoje, 7 de agosto de 2020, a Lei Maria da Penha completa 14 anos e o caminho ainda é longo. Bruno Sakaue, Carlos ... Mais um caso de violência contra a mulher repercute no país. Dessa vez foi a atriz Luíza Brunet, que denunciou o ex marido por agressão. Exames comprovaram o... A cada 24 horas, seis mulheres são assassinadas por arma de fogo no Brasil. Segundo pesquisa do Mapa da Violência 2016 (realizado pela Faculdade Latino-Ameri... A cada 10 minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil. Nesse Dia Internacional da Mulher, entenda o que é violência doméstica e como ela af... Matéria exibida no programa Operação de Risco da Rede TV. #POLICIAMILITARSP #AFORÇAPÚBLICADESÃOPAULO COMUNICAÇÃO SOCIAL PMESP Neste drops faço um breve resumo sobre a questão da violência doméstica no Brasil, dando ênfase à Lei Maria da Penha. Dentro da esfera de direitos humanos, Larissa Fiori falará a respeito da violência doméstica: O aumento de casos no Brasil e as atualizações dos tribunais superiores referente as leis que ...